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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 14/10/2019

14 de Outubro de 2019

Círio de Nazaré: ‘Maria, Mãe da Igreja’

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Círio de Nazaré: ‘Maria, Mãe da Igreja’

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02/08/2019 17:08 - Atualizado em 02/08/2019 17:22
Por: Carlos Moioli

Círio de Nazaré: ‘Maria, Mãe da Igreja’ 0

Neste final de semana, de 2 a 4 de agosto, pela 11ª vez, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, vinda de Belém do Pará, estará percorrendo a área de abrangência da Arquidiocese do Rio, em comunidades paroquiais, instituições religiosas e no Centro de Tradições Nordestinas. Foi elaborada intensa programação, com celebrações missionárias e eucarísticas, e mini-círios.

Devoção
A invocação e imagem de Nossa Senhora de Nazaré têm várias tradições. A mais conhecida é a de Portugal. No norte do Brasil, com a influência lusitana, uma tradição nova se implantou há séculos e tem sido um grande momento de evangelização de nosso povo. Com a migração paraense para todo país, essa cultura e devoção foi levada também para vários locais do Brasil, entre os quais, o Rio de Janeiro, onde, há décadas, ocorrem celebrações e círios. Embora as imagens em sua iconografia diferem entre si, no entanto, a invocação nos leva ao clima da cidade de Nazaré e, consequentemente, da Sagrada Família.

“A simplicidade de Nazaré é o pano de fundo da missão que se aprofunda a cada ano com a visita da imagem peregrina. São pequenos sinais da devoção popular que nos ajudam e buscar aqu’Ele que Maria nos aponta para obedecer: Jesus Cristo, nosso Senhor”, disse o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, que também foi arcebispo em Belém do Pará, de 2004 a 2009.

Padroeira dos paraenses
No Pará, foi o caboclo Plácido José de Souza quem encontrou, em 1700, às margens do igarapé Murutucú (onde hoje se encontra a Basílica Santuário), uma pequena imagem da Senhora de Nazaré. Após o achado, Plácido teria levado a imagem para a sua choupana e, no outro dia, ela não estaria mais lá. Correu ao local do encontro e lá estava a ‘Santinha’. O fato teria se repetido várias vezes até a imagem ser enviada ao Palácio do Governo. No local do achado, Plácido construiu uma pequena capela.

Círio de Nazaré
Em 1792, o Vaticano autorizou a realização de uma procissão em homenagem a Virgem de Nazaré, em Belém do Pará. Organizado pelo presidente da Província do Pará, capitão-mor Dom Francisco de Souza Coutinho, o primeiro Círio foi realizado no dia 8 de setembro de 1793.
Segundo Dom Orani, no início, não havia data fixa para o Círio. Mas, a partir de 1901, por determinação do bispo Dom Francisco do Rêgo Maia, a procissão passou a ser realizada sempre no segundo domingo de outubro.

“Realizado em Belém do Pará há mais de dois séculos, o Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas manifestações católicas do Brasil e do mundo. Reúne, anualmente, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da capital do estado, num espetáculo grandioso em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus”, afirmou Dom Orani.

O caminho da fé
No segundo domingo de outubro, a procissão sai da Catedral de Belém e segue até a Praça Santuário de Nazaré, onde a imagem da Virgem fica exposta para veneração dos fiéis durante 15 dias. O percurso é de 3,6 quilômetros e já chegou a ser percorrido em nove horas e quinze minutos, como ocorreu em 2004, no mais longo Círio de toda a história.

Dom Orani lembrou que na procissão, a Berlinda que carrega a imagem da Virgem de Nazaré é seguida por romeiros de Belém, do interior do estado, de várias regiões do país e até do exterior. Em todo o percurso, os fiéis fazem manifestações de fé, enfeitam ruas e casas em homenagem à santa. Por sua grandiosidade, o Círio de Belém foi registrado, em setembro de 2004, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial.

“Vamos ao encontro da Senhora de Nazaré porque Ela nos aponta para o seguimento de Cristo que é caminho, verdade e vida! Maria missionária vem, com sua imagem, nos incentivar a viver este ano da esperança com a missão de ir anunciando seu Filho Jesus”, destacou Dom Orani.

Carlos Moioli
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