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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 14/11/2019

14 de Novembro de 2019

Devoção dos seminaristas ao Sagrado Coração de Jesus

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14 de Novembro de 2019

Devoção dos seminaristas ao Sagrado Coração de Jesus

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09/07/2019 14:43
Por: Redação

Devoção dos seminaristas ao Sagrado Coração de Jesus 0

O primeiro núcleo do Apostolado da Oração no Seminário de São José foi fundado no dia 17 de maio de 1945 por Dom Jaime de Barros Câmara, na reitoria do monsenhor João Baptista da Motta e Albuquerque.  

Não temos registros de quanto tempo funcionou, mas temos certeza que a chama da devoção ao Sagrado Coração de Jesus nunca se apagou.
A devoção que muitos seminaristas trouxeram de suas paróquias de origem, pelo exemplo de suas mães e paroquianos, e alguns que chegaram a participar, motivou a refundação do Apostolado da Oração no Seminário de São José em 2018, a de número 312 da Arquidiocese do Rio.
Na fundação, a diretoria ficou constituída pelos seminaristas: presidente, Raphael Talarico; vice-presidente, Bruno Loura; secretário, Jacinto Daniel; vice-secretário, Eduardo Douglas; tesoureiro, Marcos Felipe, e vice-tesoureiro, Gabriel Stilpen.

Autorizado e acompanhado pelo reitor, cônego Leandro Câmara, o núcleo funciona às quartas-feiras, às 13h, quando os seminaristas se reúnem para fazer as orações em comum, próprias do movimento. Na última Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, dia 28 de junho, cinco novos membros foram acolhidos e receberam a fita do Apostolado da Oração.

Bruno Marinho dos Santos Loura, teologia 2
“Conheci o Apostolado da Oração um pouco antes de entrar no seminário, em 2013, ao conhecer as promessas do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque. Muito me chamou atenção a última promessa: ‘darei a todos os que comunicarem nas primeiras sextas-feiras por nove meses consecutivos. Receberão a graça da penitência final, não morrerão no meu desagrado". A confiança da salvação foi um alento para mim, muito mais quando confirmei o que a Igreja dizia sobre as promessas e vi que ela assegurava a veracidade. Logo passei a ser mais devoto, e comecei a fazer as comunhões reparadoras. Meu chamado vocacional foi ficando mais forte.

Tendo a certeza do chamado, a décima promessa saltou aos meus olhos: ‘Darei aos sacerdotes o poder de tocar os corações mais endurecidos’, e isso fortaleceu o desejo de me aproximar do coração de Jesus.

Ao entrar no seminário, alguns irmãos faziam parte do Apostolado da Oração, e passei a conhecer mais de perto a espiritualidade. O que mais me chamou a atenção era fazer, com o oferecimento das minhas alegrias e dores, pensamentos e palavras, orações e ações, ou seja, tudo no meu dia; retirar os espinhos que eu mesmo coloquei no Coração do Senhor com meu pecado. Logo, isso fez eu me apaixonar pela espiritualidade, essa vida oferente, a vida como uma oblação para reparar os próprios pecados e do mundo inteiro.
A possibilidade de desagravar os pecados do mundo me introduziu na missão de sacerdote: oferecer o sacrifício de Cristo pela salvação da Humanidade, perdoar os pecados e curar os doentes. A missão de levar o Coração de Jesus às pessoas, ao encontro de suas dores e sofrimentos e resgatando os homens pelo amor do Coração do nosso Deus. Tudo isso fez com que eu me aproximasse mais do Senhor para aprender com o seu Coração a modelar o meu para ser um sacerdote conforme a Sua Vontade.”

Eduardo Puell de Carvalho Rodrigues, filosofia 2
“O Apostolado da Oração sempre foi forte na minha paróquia de origem, a Santa Teresinha do Menino Jesus, em Campo Grande.
A exemplo de minha mãe, me associei ao Apostolado da Oração, e meses depois comecei no Grupo Vocacional da Arquidiocese (GVA). Foi uma forma que Deus encontrou de me trazer mais próximo d’Ele e, de alguma forma, me chamar a imitá-Lo de uma forma mais intensa e expressiva dentro do Seminário de São José.

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus no seminário é muito significativa, porque tem como configuração a imitação do próprio Cristo, que é manso e humilde de coração, que se compadece pelo outro, que tem um coração inflamado, ao mesmo tempo, chagado, um coração de cruz, mas que acima de tudo ama.

Junto com a participação no Apostolado da Oração, procuro viver a espiritualidade da Renovação Carismática Católica, e isso tem auxiliado e fortalecido o meu caminho vocacional.

Diante das 12 promessas do Coração de Jesus, podemos sentir que Ele permanece fiel quando nos abandonamos em seu amor. Para nós seminaristas isso é muito real, muito presente em nosso cotidiano, basta que percebamos ao nosso redor as promessas se cumprindo. Ele nos concede hoje as graças necessárias ao nosso estado de vida, como futuros pastores da Igreja. Conserva nossas famílias na paz, tira toda aflição que aparece em nossos corações. Ainda que sejamos teimosos e queiramos permanecer aflitos, a Sua graça sempre sobrepõe todas as nossas tibiezas. Ele nos concede tocar os corações mais duros, frios e distantes, não por nosso mérito, mas por pura graça divina.
Viver essa espiritualidade no seminário é semelhante ao que vivenciou, no Carmelo, a grande doutora da Igreja, Santa Teresinha, padroeira das missões: um apostolado missionário e de unidade dentro de nossa casa de formação, o nosso amado seminário. E assim, percebemos que o sustento pra permanecermos fiéis ao chamado não é nosso, mas é unicamente d’Ele.”

Glauquer Savuo Alves da Silva, filosofia 3
“Conheci a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria na minha infância, nos terços que rezávamos no Colégio Salvador, onde estudava, sem ter noção da dimensão espiritual.

Na adolescência ouvi falar no Apostolado da Oração e em Santa Margarida Maria, e lembro-me como fiquei impressionado. Como podia um Deus doar-se, entregar seu coração aos homens, sem medida alguma, e como retribuição recebia injúrias e descaso. Tudo isso me doeu, chamou minha atenção, e a dobrar os joelhos na procura de, junto às religiosas e membros do Apostolado da Oração, desagravar o Coração de Jesus.
O Sagrado Coração de Jesus sempre me acompanhou nas mais terríveis aflições, as quais eu vivia. E diante de toda maldade humana que pode recair sobre alguém, eu sempre clamava pelo Seu auxílio, e Ele sempre me respondeu. Nunca passei por uma dor que não fosse atenuada ou sanada pelo Sagrado Coração de Jesus.

Ao responder ‘sim’ à minha vocação e ingressar no Seminário de São José, senti uma alegria tão imensa na minha alma, tão forte e abrasadora, que concluí que não podia ser algo saído só de mim. Tenho certeza que também era a alegria do Coração de Jesus, que Se manifesta nos homens quando estes atendem Seus pedidos.

Ao longo da minha caminhada no processo de discernimento, a força do Sagrado Coração de Jesus me mostrou um povo que necessita muito de Seu amor. Pessoas que rogando ou não têm muita necessidade do amor e da misericórdia que o Seu Sagrado Coração está disposto a ofertar a cada um. E como é triste observar que muitos não conhecem esse amor.

Ser do Apostolado da Oração é um grande testemunho de como o Sagrado Coração de Jesus tem sido bom comigo, porque Ele não para de me mostrar como Ele pensa em mim. E ao ver aquele coração ferido, trespassado, coroado, sangrante por causa de mim, e, ainda assim disposto a me amar, me faz pensar muito na minha vocação. Meu desejo é que todas as pessoas do mundo saibam deste amor, desta entrega, deste encontro.”

Raphael de Lima Talarico, teologia 2
“Antes de ingressar no Apostolado da Oração, eu fiz parte de Movimento Eucarístico Jovem (MEJ). A coordenadora do MEJ era a mãe do padre; foi ela que nos apresentou todo o itinerário espiritual do movimento. Também de exemplo me serviu os diversos associados, homens e mulheres empenhados no serviço à Igreja. Assim que recebi o Sacramento da Crisma, fui convidado a participar deste grupo de jovens devotos do Sagrado Coração de Jesus. Foi nesse período que cresci na espiritualidade, buscando a imitação do Coração de Jesus. Junto ao MEJ, sempre se fez presente meu pároco, na época, padre Carlos Alberto Munhoz. Com o exemplo do sacerdote e buscando uma maior imitação ao amor do Coração de Jesus, iniciei meu discernimento vocacional. Com o passar dos anos, fui chamado a fazer parte da coordenação do MEJ da minha paróquia, a Cristo Ressuscitado, no Vicariato Oeste. Depois participando de alguns momentos de oração com os membros do Apostolado da Oração às sexta-feiras, eles me convidaram a participar dos encontros, e cheguei a ser eleito presidente. Anos depois, precisei renunciar, devido ao meu ingresso no Seminário Propedêutico Rainha dos Apóstolos. No seminário, junto com outros seminaristas, procuramos propagar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e a comunhão reparadora, como Jesus havia pedido a Santa Margarida. Com o ingresso no Seminário Arquidiocesano de São José, iniciamos encontros com outros seminaristas, que também tinham ingressado no Apostolado da Oração em suas paróquias, e com aqueles que desejam nutrir sua espiritualidade na imitação ao Sagrado Coração de Jesus. No ano passado, fundamos um núcleo do Apostolado da Oração em nosso seminário. Com isso já completamos um ano de caminhada, propagando o oferecimento diário nas intenções do Santo Padre, bem como a comunhão reparadora e o exercício da Hora Santa, práticas próprias do Apostolado da Oração e também dos devotos do Sagrado Coração de Jesus.”
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