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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 14/10/2019

14 de Outubro de 2019

Corpus Christi: gestos que fazem a diferença

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Corpus Christi: gestos que fazem a diferença

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21/06/2019 13:45 - Atualizado em 21/06/2019 13:45
Por: Carlos Moioli

Corpus Christi: gestos que fazem a diferença 0

Corpus Christi: gestos que fazem a diferença / Arqrio

Na manhã do dia 19 de junho, o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, em preparação à Solenidade de Corpus Christi, presidiu no Santuário Nacional de Adoração Perpétua, a Igreja de Sant’Ana, no Centro, a Hora Santa do Clero, que neste ano teve como lema: “Eis-me aqui Senhor” (Is 6,8).
Na homilia, Dom Orani lembrou que a “oração feita em unidade nos faz irmãos, membros de uma mesma família, uma nação santa, o povo de Deus, caminhantes na mesma busca de anunciar o Reino de Deus nesta grande cidade”.
Recordando o lema, em sintonia com o Ano Vocacional Sacerdotal em âmbito arquidiocesano, o arcebispo lembrou que os sacerdotes são amados por Deus porque um dia o Senhor passou na vida de cada um e fez o convite para uma vida de santidade e de serviço, e ao serem ordenados “deu a graça de celebrar o sacramento do seu corpo e de seu sangue, a Eucaristia”. Depois, acrescentou, “o Senhor nos deu o dom do seu Espírito para que pudéssemos perseverar no chamado, renovado a cada dia, em cada celebração eucarística”.
Dom Orani agradeceu o empenho de todos os sacerdotes, e ressaltou que ele mesmo tem a oportunidade de ver o que cada um faz em suas comunidades ou nos locais em que eles exercem o ministério, apesar das situações de violência, pobreza, desemprego, intolerâncias religiosas e conflitos familiares, entre outros fatores em que vive o Rio de Janeiro.
“Os nossos sacerdotes estão presentes em todas as realidades dessa grande cidade, e fazem a diferença diante das mais adversas situações. Peço a Deus que fortaleça cada um em suas provações e que dê as luzes necessárias para conduzir e santificar o povo. Tenho certeza que a Palavra de Deus, que é proclamada e semeada, faz com que o povo seja santo, fraterno, solidário e busque o Senhor de todo o coração”.

Dinamismo da Igreja
Na manhã do dia 20 de junho, Dom Orani celebrou novamente na Igreja de Santana, concluindo a 93ª Semana Eucarística, e, ao mesmo tempo, abrindo as celebrações da Solenidade de Corpus Christi.
Na homilia, o arcebispo recordou que celebrar Corpus Christi é viver e convergir para a unidade da Eucaristia, como alimento da caminhada. Nesse sentido, disse que cada um é chamado para se colocar à disposição da vontade de Deus.
“O mundo precisa de homens e mulheres que ao se encontrarem e se alimentarem do Cristo na Eucaristia se tornem sinais na sociedade, que sejam uma presença cristã, que tenham um coração incendiado pelo amor de Deus e possam contagiar a todos com o bem, o bom e o belo”, afirmou.
Dom Orani lembrou que após o Ano Vocacional Sacerdotal, a Arquidiocese do Rio viverá um Ano Missionário Extraordinário, em sintonia com o pedido do Papa Francisco, e nesse sentido, “sinalizou uma ‘Igreja em saída’ que vai ao encontro dos mais pobres, necessitados e abandonados, e, ao mesmo tempo, ao encontro daqueles que estão com sede e fome de Deus e que buscam uma vida nova”.
“No lago, Pedro disse aos discípulos que iria pescar, e eles foram juntos e disseram ‘também nós vamos contigo’. Esta disposição de pescar é a mesma coisa que evangelizar, anunciar e levar as pessoas ao encontro com o Senhor. Precisamos fazer a nossa parte, ser missionários, na certeza que, depois da palavra semeada, o Espírito Santo fará a sua parte. Este dinamismo da Igreja é que somos chamados a viver”, ressaltou.

Testemunho dos cristãos
Num segundo momento, Dom Orani presidiu na Igreja de Nossa Senhora da Candelária, às 15h, a Oração das Vésperas, seguida de procissão pela ruas do Centro. Ainda na Avenida Chile, o arcebispo desceu do carro-andor e caminhou pelos tapetes decorados com o Santíssimo. Ao chegar à Catedral, Dom Orani dirigiu uma mensagem ao povo de Deus, deu uma bênção com o Santíssimo e presidiu a missa solene.

Gestos concretos
Na mensagem, Dom Orani agradeceu a Deus por ver a correspondência do clero e do povo de Deus na procissão de Corpus Christi. “Foi uma bela procissão para uma grande cidade. Passamos pelo centro da cidade junto com Cristo, atrás de Cristo, o Cristo conosco, o Cristo no meio de nós. Isso que faz a diferença na cidade do Rio. As notícias divulgadas nem sempre são muitas bonitas. Nós sabemos dos problemas sociais, do desemprego, da violência, mas sabemos que aqui tem um povo de Deus, que faz sacrifícios e que para louvar ao Senhor vem de longe e de perto”, disse.
Diante do Santíssimo exposto, acrescentou o arcebispo, rezamos pelo povo carioca, fluminense e brasileiro para que cada vez mais sejam sinais de fé, de coragem e de esperança.
“São nos momentos difíceis que somos chamados a testemunhar que a nossa esperança tenha uma razão de ser, que é Jesus Cristo ressuscitado. Tudo isso nos faz estarmos sempre juntos, unidos, tanto nos momentos de grandes celebrações, como também na missão, na evangelização, de sermos missionários permanentemente”, disse.
Recordando o lema: “Eis-me aqui Senhor”, o arcebispo convidou a todos a levar para casa a experiência da solenidade, um “momento bonito de louvor e bendição”, e que sejam um “sinal do amor de Deus para a família, os vizinhos e a comunidade”.
Diante da situação de sofrimento das pessoas, Dom Orani fez um convite aos milhares de fiéis presentes na Catedral e aos que estavam acompanhando a celebração pelos meios de comunicação.
“As pessoas que sofrem e dirigem súplicas ao Senhor muitas vezes são levadas pelas suas próprias opções de vida, circunstâncias da própria existência ou por terceiros. Nem todas as situações podem ser resolvidas, mas podem ser amenizadas por gestos concretos de nossa parte, por cada um de nós. Às vezes, basta um gesto de fraternidade para com o outro, o perdão e a reconciliação”, disse.
Dom Orani convocou a todos para viver o batismo, a ser um sinal do amor de Deus para o outro, em anunciar uma palavra de esperança, um gesto de fraternidade.
“As circunstâncias que nos abatem, que nos fazem sofrer são muitas. Mas uma presença de escuta e de fraternidade faz a diferença. Não podemos fazer tudo, mas o pouco que cada um fizer, dará um bom resultado. Peço a todas as pessoas da cidade, estado e país para que a presença de Cristo possa estar presente em cada coração, em cada casa, abençoando cada pessoa e cada situação, e que faça cada um dos cristãos e batizados portadores da boa notícia, do carinho do Senhor. ‘Eis-me aqui Senhor’ para fazer a vossa vontade, como Maria, para que se cumpra em minha vida a tua vontade”, concluiu.

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