Arquidiocese do Rio de Janeiro

37º 19º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 14/10/2019

14 de Outubro de 2019

Arquidiocese avança em ações de preservação de patrimônio histórico

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

14 de Outubro de 2019

Arquidiocese avança em ações de preservação de patrimônio histórico

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

17/06/2019 11:48
Por: Redação

Arquidiocese avança em ações de preservação de patrimônio histórico 0

A Comissão de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro promoveu, de 3 a 7 de junho de 2019, no Museu Histórico Nacional, no centro do Rio, o Seminário do Patrimônio Histórico e Cultural Católico com a presença de 200 inscritos, entre membros do clero, religiosos, sacerdotes, seminaristas, profissionais de arquitetura, engenharia, conservação e restauro, e estudantes e artistas.
Após a celebração de missa na Paróquia Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta, o seminário teve a sua abertura no dia 3 de junho, com as boas-vindas do curador da comissão, padre Silmar Alves Fernandes. Constituída no dia 18 outubro de 2018, a comissão já conta com vários projetos de restauro, pesquisas dos patrimônios edificados religiosos e também alguns projetos e intervenções para a preservação do patrimônio.

Fé e religiosidade
A palestra inaugural do seminário foi feita pelo coordenador da Comissão de Arte Sacra da arquidiocese, monsenhor José Roberto Devellard, que abordou sobre “A História da fé”, seguida da palestra da professora Márcia Valéria que discorreu sobre “As pinturas de retratos da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária”.
Também houve palestras do professor João Carlos Nara Jr. quanto à história religiosa da cidade do Rio de Janeiro, com a mediação do professor Frederico Morato, e do professor João Brigola, da Universidade de Évora, em Portugal, com o tema: “A missão da tipologia religiosa no contexto do patrimônio cultural carioca”.

Proteção do patrimônio
No dia 4 de junho, com mediação do professor Carlos Alberto Serpa, foi abordado o tema: “A proteção do patrimônio cultural”, pelo professor Joaquim de Arruda Falcão Neto, membro da Academia Brasileira de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e pela ex-ministra Ellen Gracie Northfleet, do Supremo Tribunal Federal.

No mesmo dia, com mediação de Marcus Paullus Passos, houve as palestras do jornalista, ex-secretário de Cultura do Estado de Minas Gerais e ex-prefeito de Ouro Preto (MG) Ângelo Oswaldo de Araújo Santos, que abordou em relação ao tema: “O Sistema Nacional de Proteção ao Patrimônio Cultural”, e na sequência, o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Kátia Bogéa aprofundou o tema: “O Instituto do Tombamento e do Registro como Instrumentos de Proteção”. O dia foi concluído com a palestra do professor Vitor Teixeira, professor da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, mediada pelo padre Robson Cristo de Oliveira.

Conservação e restauração
No dia 5 de junho, houve a palestra do professor Carlo Pagani, com o tema: “A madeira e suas patologias: conservação preventiva e curativa”, dentro do tema do dia: “Conservação e restauração na madeira”, mediado pelo padre Robson Cristo. Na sequência, ocorreu a conferência da professora Isabel Grigolli, museóloga e restauradora, baseada no tema: “As artes no espaço sagrado: suportes, decorações aplicados e os danos causados na conservação”. À tarde, aconteceu abordagem relacionada às “Tecnologias aplicadas na conservação”, mediada pela arquiteta Regina Pontim de Mattos, com a mestre, conservadora e restauradora da Biblioteca Nacional Jandira Helena Fernandes Flaeschen e o professor Carlo Pagani, sobre o tema: “Desinfestação por Anoxia”. Logo após, o professor Ricardo Tadeu Lopes, do Laboratório de Instrumentação Nuclear (LIN) – Coppe/UFRJ, falou sobre o tema: “Técnicas não destrutivas nucleares/atômicas aplicadas no estudo de objetos do patrimônio”.

O dia foi encerrado com duas palestras: a primeira mediada pelo advogado Júlio César Coutinho Fernandes, da Venerável Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula. Dom Gregório Paixão, bispo da Diocese de Petrópolis (RJ), expôs o tema: “Proteção do patrimônio artístico e cultural da Igreja no Acordo Brasil-Santa Sé”, seguido, com a mediação do padre Silmar Alves Fernandes e do monsenhor José Roberto da Silva, do tema: “Cupins e cafezinhos”, contando a experiência do restauro da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé.

Recursos, acervos e regimentos
O tema principal do dia 6 de junho, a “Viabilização e gestão de recursos para preservação do patrimônio cultural”, com a mediação de Marcus Paullus Passos, foi desenvolvido pelo representante do BNDES, Eduardo Borges, no qual explicou como o banco financia e apoia projetos culturais. À tarde, o tema geral: “Arquivologia e preservação de acervos paroquiais” foi discorrido pelo diretor técnico do Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo, Jair Mongelli Jr, e mediado pelo monsenhor José Roberto da Silva.

Houve a palestra do professor Ivan Coelho de Sá: “A problemática da preservação – conservação de acervos religiosos”, seguida da conferência do membro da Comissão Episcopal Especial para os Bens Culturais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Helton Ferreira Rodrigues, com o tema: “Comissões de bens culturais da Igreja: Constituição e regimentos”, mediado pelo seminarista Fernandes Elias Júnior. A série de palestras foi finalizada com o professor Jorge Astorga, que deu exemplos de conservação e preservação do patrimônio cultural religioso edificado.

Visitas guiadas
No último dia 7 de junho, houve o relato de dois casos de sucesso. O mediador, professor Jorge Astorga, apresentou a professora Marli Assis Martins, museóloga responsável pelo Museu Arquidiocesano de Arte Sacra do Rio de Janeiro, situado no subsolo da Catedral Metropolitana, e também Dom Mauro Maria Fragoso, monge beneditino e diretor de patrimônio do Mosteiro de São Bento, que apresentou “O restauro da Igreja de Nossa Senhora de Montserrat, do Mosteiro de São Bento do Rio”.

Finalizando o seminário, houve visita guiada no Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, organizada pela professora Marcia Valeria, e também à Capela de Nossa Senhora da Vitória, no interior da Igreja São Francisco de Paula, no Centro.

Colaboração: seminarista Fernandes Elias Júnior
Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.