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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/08/2019

18 de Agosto de 2019

Na Oitava da Páscoa, devotos de São Jorge testemunham Cristo Ressuscitado

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18 de Agosto de 2019

Na Oitava da Páscoa, devotos de São Jorge testemunham Cristo Ressuscitado

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23/04/2019 20:30 - Atualizado em 23/04/2019 20:30
Por: Raphael Freire

Na Oitava da Páscoa, devotos de São Jorge testemunham Cristo Ressuscitado 0

A memória litúrgica de São Jorge, um dos santos mais populares da Arquidiocese do Rio de Janeiro, foi celebrada pela Igreja, neste dia 23 de abril, em diversas paróquias, capelas e oratórios da cidade e do mundo. Durante a manhã desta terça-feira, o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, presidiu a Santa Missa na Paróquia São Jorge, em Quintino.

“Reunimo-nos nesta data tão especial para bendizer a Deus pela vida, pela missão e pelo exemplo de São Jorge, e pedir sua intercessão pela nossa cidade e o nosso estado. Mesmo depois de muitos séculos São Jorge continua no coração do nosso povo e pedimos a Deus que, cada vez mais, ele seja um grande exemplo de cristão para toda a sociedade nos dias atuais”, disse Dom Orani em sua saudação inicial.

Ressaltando a Oitava da Páscoa – conjunto dos primeiros oito dias do Tempo Pascal, iniciados no domingo após a Vigília da Ressurreição –, Cardeal Tempesta destacou que São Jorge foi alguém que fez a experiência do Cristo Ressuscitado e testemunhou seu encontro com Jesus até o fim de sua vida sem jamais negar a sua fé cristã.

“Muitos são os homens e mulheres que veem São Jorge como um grande sinal e exemplo de cristão. Ele foi alguém que se encontrou com o Cristo em sua própria vida, viveu por causa de Cristo, nos apresenta Jesus e, por isso mesmo, poder celebrar a sua festa nesta Oitava da Páscoa significa dizer que, assim como o ‘Santo Guerreiro’, também nós queremos viver esse encontro com o Cristo Ressuscitado e anunciá-lo. Peçamos ao Senhor que nos ilumine, conduza e nos faça, cada vez mais, animados e com a coragem de São Jorge, enfrentar os dragões de cada dia de nossas vidas, e inspirados na sua armadura possamos, para sempre, celebrar essa presença de Jesus Cristo em nossas vidas”, exortou o arcebispo.

Inspirado pela liturgia diária (Atos dos Apóstolos 2,36-41; Salmo 32; e João 20,11-18), durante a homilia Dom Orani falou sobre a importância e a necessidade de, assim como fez São Jorge no seu tempo, os cristãos anunciarem, nos dias de hoje, que Cristo verdadeiramente ressuscitou!

“São Jorge viveu nos primeiros séculos – provavelmente no século terceiro –, portanto, nos anos iniciais da Igreja quando estavam se formando ainda as comunidades e se propagando o Evangelho. Sabemos que o seu martírio, por perseguição religiosa, foi tão grande que, no século IV, o imperador romano Constantino mandou erguer uma igreja em sua honra, na qual se encontram suas relíquias. Naquele tempo as canonizações não eram como hoje, mas eram pautadas pela devoção popular e, ali mesmo, difundiu-se sua fama de grande homem de Deus, grande mártir e grande pessoa que testemunhou sua experiência com Jesus Cristo por toda sua vida. Diz à história que São Jorge não era tão idoso, mas um jovem soldado que devido a sua presença, tenacidade e coragem foi galgando vários postos importantes do império, a tal ponto de merecer o respeito do imperador, que por sua vez, não queria perder esse grande guerreiro. Mas o jovem soldado tinha encontrado com Jesus Cristo de uma maneira tão forte que na poderia deixar de ser cristão e mesmo diante de todas as ofertas e pressões contrárias ele nunca renunciou sua vida cristã e permaneceu firme até o seu martírio. Ainda devido a sua grande fama, São Jorge é colocado como patrono de vários países e cidades demonstrando sua presença no mundo. Também outras denominações religiosas como a Igreja Ortodoxa e a Igreja Anglicana, além da Católica Romana, fazem memória ao ‘Santo Guerreiro’ como alguém que marcou a história por seu amor, dedicação e testemunho a Jesus Cristo. Que neste Tempo Pascal façamos a mesma experiência que São Jorge fez de se encontrar com Jesus Cristo, assim como também nos aponta e nos fala o Evangelho. Depois dessa experiência temos a certeza de que não tem mais jeito a não ser testemunhar Jesus Cristo como o Senhor de nossas vidas, mesmo com as pressões contrárias do dia-a-dia”, afirmou Dom Orani.

Cardeal Tempesta destacou também a forte devoção popular e o amor dos fiéis do Rio de Janeiro pelo Padroeiro dos cavaleiros, soldados, escoteiros, esgrimistas e arqueiros. Ele recordou ainda que São Jorge é invocado contra a peste, a lepra e as serpentes venenosas.

“Passam os séculos e os tempos, e nós vemos que os exemplos de Santos e Santas são sempre atuais e que, por uma razão ou outra, eles marcam a vida de um povo, de pessoas e de determinados grupos. Aqui no Rio de Janeiro é marcante o carinho, a proximidade e a ligação do nosso povo fluminense e carioca com São Jorge. De um lado temos um jovem soldado corajoso que anuncia Jesus Cristo e que, sem dúvidas, muitos homens e mulheres, jovens e adultos, se identificam com esse homem de Deus que sofreu toda espécie de perseguição e dificuldade, mas permaneceu firme, muito do espírito do povo do Rio. Por outro lado, vemos que devido à tenacidade e a coragem de não desanimar com as perseguições e os problemas, São Jorge faz com que também o nosso povo, que passa por tantas dificuldades pessoais, familiares e sociais, nunca desanime e sempre persevere. Os verdadeiros devotos de São Jorge são aqueles que também se encontram verdadeiramente com Jesus Cristo. São aqueles que não desanimam com as dificuldades e pressões contrárias, mas permanecem firmes e veem, justamente na armadura de São Jorge, a coragem de não se deixar levar e desanimar pelos problemas. São aqueles que enfrentam o dragão – observando essa lenda que aparece na Idade Média – que representa todos os males, malignos e demônios. Esse ‘Santo Guerreiro’ nos ajuda a enfrentar as mais variadas situações e, por isso, existe toda essa identificação do povo de Deus para com ele. Peçamos a Deus para que o exemplo de São Sebastião nos leve também a ser firmes na fé hoje e a não desanimarmos diante das dificuldades da vida, pois enxergamos com muita clareza toda a tenacidade e a coragem de São Jorge no povo fluminense e carioca”, pontuou.

Finalizando, Dom Orani recordou a perseguição aos cristãos e os atentados que causaram 321 mortes no último dia 21 de abril, Domingo de Páscoa, no Sri Lanka. O Estado Islâmico reivindicou a autoria dos ataques nesta terça-feira, dia 23.    

“Olhando para a história de São Jorge vemos que a perseguição aos cristãos ainda não terminou. Temos visto muitas igrejas incendiadas, milhares de cristãos expulsos de seus países, centenas de pessoas no Sri Lanka mortas enquanto celebravam a Páscoa. Tudo isso por ódio aos cristãos que só querem fazer o bem à humanidade. E dentro desse contexto nós também temos a necessidade de nos espelharmos em São Jorge e não desanimarmos com as perseguições no mundo a fora e também ao nosso redor. Tenho certeza que celebrar São Jorge nessa Oitava de Páscoa significa reforçar, ainda mais, esse testemunho que cada um de nós, seus devotos, devemos ter para vivermos mais e melhor a nossa vida cristã, testemunhando Jesus Cristo. Que São Jorge interceda por todos e cada um de nós para que, nesses tempos complexos e difíceis continuemos firmes no Senhor”, concluiu Cardeal Tempesta.

Seguindo sua maratona de celebrações nesse dia dedicado ao ‘Santo Guerreiro’, Dom Orani presidiu missas também durante à tarde na Capela São Jorge, que pertence à Paróquia Nossa Senhora da Conceição, ambas em Santa Cruz; e naIgreja São Gonçalo Garcia e São Jorge, no Centro, no início da noite.

Quem foi São Jorge?

Mártir, soldado cristão, nasceu no final do século III. Atualmente se discute como improvável que seja originário da Capadócia.

Devido à coragem com a qual proclamou sua fé em Cristo, na fidelidade até a morte, sua vida e seu martírio foram narrados com descrições lendárias para valorizar sua valentia e seu heroísmo e para edificar os fiéis. Daí, entre outras, a lenda do cavaleiro que mata o dragão que importunava uma cidade. No entanto, mesmo esta narrativa lendária, pode muito bem ser relida, no contexto atual, como metáfora simbólica da vitória do cristão contra os inimigos, especialmente o demônio, adversário de Deus e da Igreja, pois a vitória que vence o mundo é a nossa fé.

O certo é que São Jorge foi condenado, como tantos cristãos daquela época, por ter-se renegado a reconhecer e adorar os deuses do império romano. Após superar vários tormentos e cruéis torturas, foi decapitado como soldado e atleta de Cristo de Jesus, tornando-se, desde então, herói da fé. A morte se deu em Dióspolis, em Lida, na Palestina, no início do século IV.

 

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