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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/04/2019

18 de Abril de 2019

Novos servos do altar

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Novos servos do altar

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12/04/2019 20:50 - Atualizado em 12/04/2019 20:51
Por: Da redação

Novos servos do altar 0

Marcos Vinicius Alves Cirino, Nilton Ferreira de Oliveira e Bruno Diego Cortes do Espírito Santo são os mais novos diáconos transitórios da arquidiocese. Eles receberam o primeiro grau do Sacramento da Ordem em suas paróquias de origem, respectivamente, Santa Bárbara e Santa Cecília, em Vigário Geral, Sagrada Família, em Bonsucesso, e Santa Rita de Cássia, em Campo Grande. Marcos foi ordenado no dia 24 de março e Nilton e Bruno no dia 31 do mesmo mês.

O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, foi quem presidiu as celebrações e, pela imposição das mãos, os ordenou diáconos, servos do altar.

“Não preciso dizer que foi um momento especial. É o instante que todo vocacionado sonha e imagina. Comigo não foi diferente: o que experimentei durante a celebração foi a presença de Deus derramando uma graça de alegria em todos os presentes”, contou Marcos.

Sobre o diaconato, ele disse que assim como qualquer etapa, não pode ser compreendido como mais um ritual de passagem rumo ao sacerdócio. “Este primeiro grau da Ordem comunica algo próprio dele; em especial, o anúncio da Palavra e o serviço à Eucaristia numa espiritualidade que visa configurar-se ao Cristo servidor”, afirmou.

Marcos contou que a vocação surgiu quando encontrou bons amigos católicos que o acolheram e ensinaram sobre a vida cristã. “Aprofundando-me no conhecimento e amor de Deus fui impelido pelo desejo de salvar as almas e alcançar o céu, então, para minha vida, o sacerdócio mostrou-se o meio ideal”, pontuou.

VOCACIONADOS

Bruno contou que descobriu a vocação em maio de 2009, durante uma vigília de Pentecostes, quando sentiu uma moção interior que o levou a uma reflexão que perdurou dali em diante. Em dezembro, naquele mesmo ano, após muito refletir, disse ‘sim’ ao chamado. Conversou com o pároco e este o encaminhou para o Grupo Vocacional Arquidiocesano (GVA) para completar o discernimento. Alguns anos depois, entrou para o seminário e teve sua vocação confirmada a cada experiência.

Segundo ele, o diaconato tem sido algo novo e diferente. Às vezes ele nem se dá conta de que já pode abençoar objetos ou realizar algumas celebrações, entre outras atribuições. “É tudo muito novo, mas está sendo muito bom”, contou ele, que escolheu como lema de ordenação: “Felizes os puros de coração porque verão a Deus” (Mt 5, 8).

A celebração, segundo ele, foi muito bonita.  A comunidade paroquial preparou uma cerimônia bem pensada em todos os detalhes. Houve um jantar, a acolhida foi bem feita, as músicas foram cantadas pelo coral da Paróquia São Jerônimo, em Coelho Neto que, de acordo com ele, emocionou todos sob a regência de um maestro.

“Marcou-me bastante essa ordenação porque a comunidade fez o meu envio para a o seminário e agora voltei para ser ordenado diácono nessa comunidade que desde sempre me acompanha”, pontuou.

Ele contou que a aceitação da família, que em sua maioria é católica, foi muito boa quando soube que queria ser sacerdote. “Até a parte da família que é evangélica atualmente me apoia muito. No dia da minha ordenação, ficaram todos muito felizes e emocionados”, contou.

Marlene Cortes, a mãe, Nathália e Natasha Cortes, as irmãs, e Antônia Faria Cortes e José Cortes, dois tios, acompanharam Bruno na celebração desse momento. Agora, passará a exercer as atividades na Paróquia São Jerônimo.

Aos vocacionados deixou um recado: “o Senhor se utiliza de vários meios para vocacionar e chamar os seus. Com certeza se você está em processo de discernimento, ele já se utilizou desses meios para falar com você. Diante disso não há como dizer ‘não’. Para o chamado de Deus há uma única resposta: ‘sim’. Por mais que você tenha medos, inseguranças e incertezas, acredite: se Ele te escolheu, é porque estará sempre contigo. Portanto, não há o que temer, só aceitar e se lançar nos braços de Deus”, incentivou.

Já Marcos, de 25 anos, escolheu como lema de ordenação uma homenagem ao Cardeal Jaime de Barros Câmara, “Ignem veni mittere”, que significa “Vim trazer fogo” e era o lema de ordenação daquele que foi arcebispo do Rio entre os anos de 1943 a 1971.

Quando entrou para o seminário, em 2012, tinha pouca experiência em diversos aspectos da vida eclesial. Consequentemente, os anos de formação foram focados para o conhecimento espiritual, humano, intelectual e pastoral.

A vida diaconal, nesse primeiros momentos, tem sido intensa, segundo ele. “Ainda estou me acostumando com essa nova realidade e com todas as funções que vêm com ela. Ainda bem que tenho um ótimo padre de pastoral, Renato Teixeira. Ele tem me ensinado muito”, afirmou.

Ao longo da sua trajetória vários sacerdotes o inspiraram. Em primeiro lugar nomeou o cônego Leandro Câmara, pelo apoio durante os anos de seminário.

“Eu carrego muito dos ensinamentos e exemplos dele. O padre Rômulo Argento, que foi meu formador, também me ajudou a forjar o homem que sou hoje. Além deles, todos os padres com que tive a oportunidade de trabalhar nestes sete anos me passaram um precioso conhecimento”, relembrou.

Quando contou à família que seria sacerdote, ela ficou um pouco temerosa, mas atualmente está orgulhosa.

“Eu acho que todos os pais temem um pouco quando seu filho decide ingressar numa vida religiosa. Com os meus não foi diferente. Acredito que Deus os cativou através de todos os sinais que minha vida, o seminário ou as paróquias que eles conheceram foram dando. Hoje, estão bem orgulhosos do filho diácono”, contou.


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