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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/04/2019

18 de Abril de 2019

Candidatos ao diaconato permanente recebem Ministério do Acolitato

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Candidatos ao diaconato permanente recebem Ministério do Acolitato

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12/04/2019 20:38 - Atualizado em 12/04/2019 20:38
Por: Priscila Xavier

Candidatos ao diaconato permanente recebem Ministério do Acolitato 0

Com a missão de serem servidores do Evangelho, levando o anúncio da Boa Nova a todos, 15 membros da turma São José – candidatos ao diaconato permanente, da Escola Diaconal Santo Efrém, receberam o Ministério do Acolitato, cuja celebração foi presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta, no Santuário Basílica de São Sebastião, na Tijuca, no dia 5 de abril.

A formação de um diácono permanente acontece dentro de cinco anos, sendo o primeiro o propedêutico e os quatro últimos formativos. Além disso, é necessário que o candidato ao ministério tenha o apoio e o consentimento da família, uma vez que para servir é necessário ser casado. Há casos, porém, em que muitos se tornam diáconos ainda solteiros. Mas, dessa forma, não se pode receber o Sacramento do Matrimônio posteriormente.

Fato é que todo cristão é chamado a servir a partir de seus dons e carismas. Mas, antes do serviço, é necessário que haja um discernimento vocacional. Por isso, a caminhada do historiador e candidato Frederico Morato Neri, de 39 anos – que também é membro da Comissão Arquidiocesana de Preservação do Patrimônio Histórico Cultural, teve início muito antes. “Foi um longo caminho, porque meu chamado vocacional começou em 2001, quando fui convidado por Dom Estevão Bittencourt e pelo monsenhor Elia Volpi para iniciar meus estudos em filosofia no Seminário Arquidiocesano de São José, para, dessa forma, fazer um discernimento vocacional. No terceiro período percebi que, apesar de ser evidente um chamado para estar junto do Altar, eu também sentia um chamado à vida família. Entrei em conflito entre esses dois desejos”, recordou.

O desejo de formar uma família não aquietou o coração de Frederico e, durante uma direção espiritual com o bispo auxiliar emérito Dom Assis Lopes, surgiu a possibilidade de ingressar na escola diaconal. “Relutei um pouco, mas tudo isso era Deus tecendo a minha vida. Hoje, eu compreendo que a vocação diaconal não é uma fuga da vocação presbiteral que eu não pude seguir por ter buscado o casamento. Sempre foi a vocação diaconal, que é algo diferente do presbiterado. Os padres conciliares deixam isso bem claro ao retomarem o diaconato na Igreja, no Concílio Vaticano II. O diácono não é um ministro da Eucaristia ordenado nem um padre frustrado, ele é outra vocação que contribui para o anúncio do Evangelho e propagação da mensagem de Cristo”, exclamou.

Segundo Frederico, na procissão de entrada não foi possível conter as lágrimas ao recordar todo o caminho percorrido. “A procissão de entrada foi, para mim, o momento mais marcante, porque passou um filme em minha cabeça e não consegui segurar as lágrimas. Esse é o penúltimo degrau – após ele só há a ordenação –, e recordei-me de minha Primeira Eucaristia, do momento em que Dom Estevão viu em mim algum ponto vocacional, de Dom Assis alimentando- me espiritualmente, eu sem entender o que Deus queria de mim e, de repente, eu estava ali. Essa será uma responsabilidade sem tamanho”, complementou.

Para o militar Manoel Antônio Lopes Tavares, de 60 anos, que também é candidato ao diaconato, o chamado não é uma opção e ele pode alcançar pessoas de todas as idades. “Ser diácono não é uma opção. Dentro da comunidade exercemos uma liderança e somos chamados pelo pároco, por meio do Espírito Santo, que observa em nós a possibilidade de servir à comunidade de uma maneira diferente. Assim, nós aceitamos esse convite. Neste ano vocacional sacerdotal, é evidente que as vocações surgem tanto nos jovens que ingressam no seminário, quanto em homens de boa vontade, que estão na comunidade”, disse.

Ele também destacou a importância de a comunidade paroquial e familiar acompanhar o processo vocacional de cada candidato. “Muitos de nós fomos às lágrimas, justamente por nos sentirmos escolhidos e amados por Deus para servir à comunidade. Sou um servo indigno, mas o Senhor olhou pra mim. Além disso, vendo nossos parentes depositando esperança em nós me faz pensar no quanto é importante que a comunidade continue apoiando, rezando, fortalecendo, não somente essa vocação tardia, mas todas as demais: sacerdotais, matrimoniais, pelos solteiros, religiosos, pelas novas formas de vida em comunidade, a fim de que surjam muitas outras santas vocações”, acrescentou.

Segundo o também militar Antônio Negreiros Fernandes, de 59 anos, não se pode recusar tão grande chamado. “É indescritível o que vivemos naquele momento. Sentir a presença do Espírito Santo, através da imposição das mãos do cardeal, é uma emoção muito grande. O coração bate mais forte e tudo começa a ser visto com simplicidade, com o olhar de Cristo. Não posso ser omisso a esse chamado, preciso anunciar a alegria de conhecer Jesus”, frisou.

De acordo com ele, a base da diaconia é a família. Porém, através da escola diaconal, cada vocacionado recebe subsídios para prosseguir na caminhada da fé. “A família é a base, o sustento, é onde começa o trabalho diaconal. Ela nos incentiva muito. Mas no dia a dia, a escola nos transmite um grande aprendizado. Cada professor, dentro de sua área do saber, nos orienta na melhor maneira de estudar. As dificuldades são mínimas diante da grandeza de buscar a Deus”, pontuou.

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