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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/09/2019

22 de Setembro de 2019

Paróquia São João Batista, escotismo e capelania nacional

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22 de Setembro de 2019

Paróquia São João Batista, escotismo e capelania nacional

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08/03/2019 11:52 - Atualizado em 08/03/2019 11:52
Por: Da redação

Paróquia São João Batista, escotismo e capelania nacional 0

Em julho de 2018, o padre Hugo Marcel Marcelino Galvão, escoteiro desde os 13 anos de idade e sacerdote há três anos, é nomeado capelão assistente nacional dos Escoteiros do Brasil. Sua nomeação ocorreu no 7º Jamboree Nacional Escoteiro, em Barretos, São Paulo, dentro da celebração eucarística na qual esteve presente o presidente da Fundação da União dos Escoteiros do Brasil (UEB), Ch. Alessandro Vieira, os vice-presidentes Ivan Nascimento e Ilka Campos, diretores da UEB, conselheiros do Conselho de Administração Nacional (CAN), presidentes regionais e vários membros do escotismo. Presidida por Dom Milton Kenan Júnior, bispo de Barretos, a missa iniciou o processo de reaproximação da União dos Escoteiros do Brasil com a Igreja Católica no Brasil, que por sua vez, fora no passado uma grande incentivadora do escotismo em todo o território nacional.

Trazido da Inglaterra pela Marinha do Brasil por volta de 1909, o escotismo se desenvolveu também formidavelmente dentro da Igreja Católica. Não é à toa que na UEB a única associação nacional filiada oficialmente à Organização Mundial dos Escoteiros (WOMS) era a Associação Nacional Católica de Escotismo. Em 1924, contudo, esta associação passa a certificação para a UEB, apoiando categoricamente a unificação de todo o movimento escoteiro já presente na maioria dos estados brasileiros. Por isso, existe uma importância substancial, tanto histórica quanto institucional, entre a UEB e a Igreja Católica, fato que não desmerece em nada as outras Igreja cristãs ou religiões que ao longo da história também foram se aproximando do escotismo e adotando o Método Escoteiro para a formação de sua juventude.

Padre Hugo, que é incardinado na Arquidiocese de Natal, em setembro de 2018, como capelão assistente nacional dos escoteiros do Brasil, passa a residir na cidade do Rio de Janeiro. Dois principais motivos foram decisivos para a escolha do Rio de Janeiro para ser a sede da Capelania Nacional dos Escoteiros do Brasil: primeiro pelo fato de o capelão nacional, Dom Maurício Grotto (arcebispo de Botucatu, em São Paulo), ser próximo do arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Dom Orani João Tempesta, e segundo pelo suporte que a capelania receberia do Centro Cultural do Movimento Escoteiro (CCME), na qual se encontra como presidente o Ch. André Torricelli, coordenador da Equipe Nacional Católica de Escotismo (ENCE).

Como contributo da Arquidiocese do Rio de Janeiro para o escotismo e para a Capelania Nacional, Dom Orani Tempesta nomeia padre Hugo, vigário paroquial da Paróquia São José da Lagoa, a qual tem como pároco o padre Omar Raposo, escoteiro desde a mais tenra idade, inativo dentro da UEB. Padre Omar também é o reitor do Santuário do Cristo Redentor, um dos maiores locais de peregrinação religiosa e cartão postal do Rio de Janeiro e de todo o Brasil. Nesta paróquia estão presentes dois grupos escoteiros: o 123º Grupo Escoteiro do Mar Almirante Saldanha e o 82º Grupo Escoteiro Marechal Castelo Branco. Mesmo assim, foi-se cogitada a abertura de um grupo escoteiro na paróquia, de denominação católica, intento no qual fora adiado devido à transferência do padre Hugo para outra paróquia no Rio de Janeiro.

Posse

No próximo dia 17 de março, o capelão assistente nacional será apresentado como vigário paroquial da Paróquia São João Batista da Lagoa. Devido à mudança do pároco, padre Alex Coêlho Sampaio, que assumiu uma paróquia na Ilha do Governador, o padre Márcio Queiroz, que será empossado pároco da Paróquia São João Batista da Lagoa, no dia 17 de março, convidou o padre Hugo para fazer parte de sua nova equipe paroquial, que conta ainda com um outro padre e diácono permanente, ambos transferidos da Paróquia Nossa Senhora da Esperança (padre Gilvan Nunes e diácono Claudino Affonso Esteves). Padre Márcio também já fez parte do Movimento Escoteiro e ainda guarda antigas lembranças de quando era membro juvenil. A posse do padre Márcio será presidida pelo arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Cardeal Orani Tempesta. O 2º Grupo Escoteiro São João Batista da Lagoa é o primeiro grupo escoteiro católico fundado no Brasil. Atualmente, não possui mais a denominação ‘católica’ em seu nome e nem sua sede se localiza mais nas dependências da paróquia. Há 50 anos, o grupo saiu da igreja e hoje fica em uma escola municipal. Tem mais de 100 anos de história ininterrupta. Em 2017, Dom Orani celebrou seus 100 anos de fundação em Santa Missa na Paróquia de São João Batista da Lagoa, e no ano passado, foram celebrados os 101 anos na mesma Igreja, agora em celebração eucarística presidida pelo padre Hugo e concelebrada pelo padre Luís Gustavo, até então vigário de São João Batista. Nada mais providencial para o escotismo do que o capelão dos escoteiros, residente e vigário na paróquia onde o 1º Grupo Escoteiro Católico fora fundado, agora seja capaz de possibilitar que a Paróquia São João Batista venha a ser novamente referência no e para o escotismo nacional.

Fazemos o convite, então, para que os escoteiros da União dos Escoteiros do Brasil, a Federação das Bandeirantes e outros movimentos que contribuem com o desenvolvimento de políticas infanto-juvenis possam estar presentes na missa do dia 17 de março, às 11h, na Paróquia São João Batista, em Botafogo. Neste ano, a paróquia comemora seus 210 anos de história, de dedicação à população carioca. Trata-se da primeira igreja da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro que na história mais recente pode oferecer uma creche e acolhe os refugiados vindos de vários países em crise do mundo. Além disso, quer resgatar seu vínculo com as comunidades inseridas em seu espaço geográfico, se fazendo muito importante a presença desde os antigos paroquianos, fiéis devotos de São João Batista que ainda se encontram em Botafogo e os que não mais residem neste bairro, até quem se preocupa com as questões sociais inerentes ao serviço religioso que a Igreja prioritariamente promove.

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