Arquidiocese do Rio de Janeiro

27º 21º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/11/2019

20 de Novembro de 2019

Inscrições para conselheiros tutelares vão até março

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

20 de Novembro de 2019

Inscrições para conselheiros tutelares vão até março

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

01/03/2019 10:37 - Atualizado em 01/03/2019 10:37
Por: Priscila Xavier / Symone Matias

Inscrições para conselheiros tutelares vão até março 0

Em outubro, a população mais uma vez irá às urnas, porém, agora, para decidir quem serão os novos conselheiros tutelares e suplentes dos 19 núcleos existentes no município no quadriênio 2019/2022.

Coordenadora social da Pastoral do Menor, Regina Leão comentou que “o conselho tutelar é um órgão de bastante relevância na garantia de direitos da criança e do adolescente, porque lida com todas as ameaças e violações referentes a juventude. Então, ele é o órgão imediato que está, não com o papel de judicialização, mas sim de identificador essas violações para que os jovens possam excluir o vínculo com a violência. E, a partir disso, o conselheiro, tendo a visão da família e da sociedade, fará as intervenções necessárias”, disse.

Até o dia 29 de março, qualquer cidadão interessado em participar pode se inscrever no Conselho Tutelar da região em que residem. Os requisitos exigidos são: ser maior de 21 anos, estar em dia com a Justiça Eleitoral; residir no município do Rio de Janeiro; ter o Ensino Médio completo ou grau de escolaridade equivalente; ter atuação profissional com, no mínimo, dois anos de atuação com crianças e adolescentes comprovada mediante documento oficial em áreas como estudo e pesquisa, atendimento direto, defesa e garantia de direitos.

Segundo o vigário episcopal para a Caridade Social, monsenhor Manuel Manangão, “a Arquidiocese do Rio ajuda nesse processo há muitos anos, porque os candidatos devem ser vinculados a alguma instituição que os dê respaldo”. Dessa forma, todos que atuam nas pastorais necessitam, antes mesmo de apresentar os documentos no conselho, levar a carta do pároco local, confirmando que o candidato reside na região em que será inscrito, bem como possui trabalho voltados para a assistência de crianças e adolescentes.

Segundo Regina Leão, atividades como catequese não serão válidas por ser considerada uma atuação eclesial. “Não se pode dizer que tem experiência a partir da catequese, isso é dogmático. É necessário ter trabalhos, por exemplo, nas áreas do esporte, da cultura, do lazer. A partir da apresentação da carta e dos documentos, o candidato passa a frequentar as formações”, explicou.

A próxima etapa do processo será a preparação para a prova, constituída por 40 questões objetivas e uma discursiva. É com essa aprovação que os candidatos estarão aptos para concorrer às eleições. Para isso, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), a igreja oferece aos candidatos formações para a avaliação, que vão além das questões relacionadas ao Estatuto da Criança e do Adolescente. “Nós entendemos que não tem de ser apenas uma formação em vista da prova, mas há a necessidade de uma visão mais ampla do que é ser pessoa, cidadão e, ao mesmo tempo, ajamos a turma a ter uma visão mais política do trabalho dos núcleos dos conselhos tutelares”, disse monsenhor Manangão.

Em contrapartida, Regina destacou a necessidade de divulgação das eleições e da conscientização da sociedade. “Entendemos a necessidade de divulgar esse ator, porque, para que ele seja eleito, é preciso que a comunidade vote. Qualquer cidadão a partir dos 16 anos pode votar no conselheiro tutelar. Isso ainda não é algo incorporado pela sociedade, porque não é obrigatório. Cada eleitor pode escolher apenas um conselheiro. Por isso, ele precisa ter uma base de trabalho muito forte naquela comunidade”, relatou.

Ela também destacou que “temos feito uma mobilização para que as pessoas entendam, realmente, qual é o papel do conselheiro tutelar. Ele não vai para julgar alguma coisa, ele garante direitos. Ele está ali para poder proteger, possibilitar uma nova realidade de vida frente às questões que essa criança e adolescente possa estar vivendo”, completou.

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.