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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/04/2019

25 de Abril de 2019

Arquidiocese do Rio doou R$ 100 mil a Brumadinho

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25 de Abril de 2019

Arquidiocese do Rio doou R$ 100 mil a Brumadinho

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08/02/2019 10:54 - Atualizado em 08/02/2019 10:55
Por: Da redação

Arquidiocese do Rio doou R$ 100 mil a Brumadinho 0

Erramos. Na última edição, fizemos o editorial sobre a tragédia em Brumadinho (MG) e publicamos que a Arquidiocese do Rio, através da Cáritas, enviou R$ 100 à Arquidiocese de Belo Horizonte. No entanto, o valor mandado foi R$ 100 mil. Segundo o vigário episcopal para a Caridade Social e presidente da Cáritas Arquidiocesana, cônego Manuel Manangão, esse valor é mantido pela Cáritas em uma conta emergencial, para casos como esse, em que o envio precisa ser feito imediatamente.

“Esse fundo de reserva permite que antecipemos os recursos financeiros ao local que precisa. Depois disso, fazemos a campanha para repor esse valor. Porque se formos esperar entrar o recurso, passa muito tempo até a mobilização e as doações. Portanto, essa conta recebe doações constantemente. Quando acontece uma campanha de grande mobilização como essa, enviamos a doação, em seguida fazemos a campanha, repomos o dinheiro e o que for excedente, mandamos também para ajudar”, afirmou cônego Manangão.

Segundo ele, a Cáritas começou a manter essa reserva para emergências há alguns anos, devido a experiências ruins em que os acessos ao local ficavam prejudicados. Isso dificultava o envio de recursos por via terrestre ou aérea.

“Nos habituamos, então, a fazer a campanha financeira. Quando algo assim acontece, colocamos o dinheiro ‘na mão’ do bispo local ou do padre responsável, e ele, de lá, consegue articular para conseguir o que for necessário. No caso de Brumadinho, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, o arcebispo, nos indicou a conta do vicariato que é ‘irmão’ do nosso, o Vicariato Episcopal para a Ação Social e Política da Arquidiocese de Belo Horizonte”, explicou.

Até o dia 1º de fevereiro, a campanha “Juntos por Brumadinho” havia recebido a quantia de R$ 466.988,91 em doações na conta do Vicariato Episcopal para a Ação Social e Política. Além da Arquidiocese do Rio, outras pelo Brasil se mobilizaram para enviar recursos.

Solidariedade emocional

Até o fechamento desta edição, o rompimento da barragem na cidade mineira, ocorrido no dia 25 de janeiro, havia feito 150 vítimas fatais e deixado 182 desaparecidas. O Papa Francisco, que na ocasião do acidente participava da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Panamá, se solidarizou e enviou palavras de conforto às famílias:

“Quero exprimir a minha dor pela tragédia que atingiu o Estado de Minas Gerais, no Brasil. Confio à misericórdia de Deus todas as pessoas falecidas. Ao mesmo tempo, rezo pelos feridos e exprimo meu afeto e proximidade espiritual às suas famílias e a toda a população”, disse.

Segundo cônego Manangão, em situações como essa, as pessoas ficam completamente perdidas porque perdem suas famílias, bens e noção do que vão fazer dali em diante. “É uma tragédia com consequências de longo prazo. Temos como exemplo Mariana, também em Minas Gerais, que passou por uma situação parecida em 2015 e até hoje continua sofrendo as consequências”, explicou.

Em uma missa que celebrou no dia seguinte à tragédia de Brumadinho, Dom Walmor afirmou que o acidente foi resultado da ganância.

“O Senhor nos convida a olhar os acontecimentos da vida para perceber os caminhos da História, para nos inserirmos na missão de Cristo. Temos um longo caminho a percorrer, muitas lições. Se não aprendermos, continuaremos a sofrer com grave passividade. Deus nos ajude a ter coragem, pois precisamos avançar rumo a um novo tempo”, exortou.

Ele enviou bispos, sacerdotes e diáconos para fazerem atendimento espiritual às famílias atingidas.

Cristo se solidariza

O monumento ao Cristo Redentor teve sua iluminação apagada por uma hora na noite de domingo, dia 3 de fevereiro, em solidariedade às famílias das vítimas. O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, fez uma oração junto com o reitor, padre Omar Raposo, e pessoas que, vestidas de branco, carregavam velas acesas.

“O apagar das luzes do Redentor por uma hora demonstra essa nossa unidade com todos, já que o Redentor é um símbolo nacional onde as grandes comemorações e campanhas, nacionais e internacionais, ganham visibilidade. Queremos estar junto com a Arquidiocese de Belo Horizonte, pedindo ao Senhor que nos ajude a construir, cada vez mais, um Brasil mais justo, humano e cristão”, afirmou Dom Orani.

Doações

Segundo cônego Manangão, a Arquidiocese do Rio fez questão de que o dinheiro chegasse logo na segunda-feira porque em tragédias como essa há muitas coisas em que as pessoas não pensam.

“Quem pensa em doar uma mamadeira, por exemplo? Ou produtos de higiene íntima, principalmente para mulheres? No entanto, são coisas extremamente necessárias também. Então, quando colocamos o dinheiro na mão do responsável que está no local, ele consegue ‘correr atrás’ do que for preciso naquela situação”, pontuou.

Ele explicou ainda que existem grandes doações feitas que necessitam apenas de recurso financeiro para o frete.

“Digamos que o local tenha um Ceasa. Existe, semanalmente, um excedente de alimentos que podem ser doados, mas é necessário o recurso financeiro para fazer o frete, para alguém ir buscar essas doações e levar até onde for necessário”, exemplificou.

Papel fundamental

O papel da Igreja nessas horas é fundamental, conforme contou cônego Manangão. Em Brumadinho, o bispo auxiliar Dom Vicente Ferreira e o pároco da Paróquia São Sebastião, padre Renê Lopes, estão coordenando importantes iniciativas que buscam minimizar a dor de quem perdeu algum parente ou amigo.

“A figura do articulador é muito importante nessas horas. E essa pessoa deveria ser designada pelo Poder Público. Lá em Brumadinho, quem acabou fazendo esse papel foi Dom Vicente, que atuou como uma ‘ponte’ incansável para articular com o governo e agir naquele momento. A Igreja teve e sempre tem um papel fundamental nessas horas”, afirmou cônego Manangão.

Segundo ele, o que mais assusta na situação de Brumadinho é a desorganização dos órgãos públicos, que não conseguem conversar entre si para resolver as questões que se colocam. E isso se soma à desinformação prestada pela mídia, que também atrasa as ações.

“A mídia promoveu uma desmobilização dizendo que Brumadinho não precisava mais de doações porque os responsáveis pelo desastre assumiriam os custos. E as pessoas começaram a nos perguntar sobre isso porque ficaram confusas. Além disso, as autoridades ficam jogando a culpa pra um e pra outro órgão ou para a empresa, mas o que eu digo é: nessa hora, manda a questão para a justiça porque a justiça resolve. O importante é focar em ajudar essas pessoas a se reestruturarem”, pontuou.

Ele contou que até o momento foram recuperados R$ 60 mil dos R$ 100 mil do fundo emergencial da Cáritas Rio enviados a Brumadinho. “Mas isso não é um problema porque o dinheiro vai chegando com o tempo. O importante é conseguirmos manter sempre esse fundo para fazermos o que fizemos agora: ajudar o quanto antes”, afirmou o sacerdote.

Conta Emergência da Cáritas Rio para doações

Banco Bradesco

Agência: 814-1

Conta corrente: 48500-4

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