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24 de Abril de 2019

Papa encontra autoridades civis e bispos centro-americanos no primeiro dia no Panamá

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Papa encontra autoridades civis e bispos centro-americanos no primeiro dia no Panamá

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24/01/2019 22:38 - Atualizado em 24/01/2019 22:40
Por: Priscila Xavier

Papa encontra autoridades civis e bispos centro-americanos no primeiro dia no Panamá 0

Já em terras panamenhas, o Papa Francisco esteve no Palácio das Garças, sede do governo do Panamá, onde foi recebido pelo presidente do país, Juan Carlos Varela, e pela primeira dama, Lorena Castillo, durante a cerimônia de boas vindas, na manhã desta quinta-feira, 24 de janeiro.

Depois, o Pontífice encontrou autoridades, representantes da sociedade civil e corpo diplomático, no Palácio Bolívar, onde está o Ministério das Relações Exteriores. Esse foi o primeiro discurso oficial e também da viagem apostólica de Francisco ao país.

Logo no início de seu discurso, o Papa saudou a população indígena e afirmou às autoridades que “só se é capaz de defender o bem comum acima dos interesses de poucos ou ao serviço de poucos, quando existe a firme decisão de partilhar com justiça os próprios bens”.

Numa mensagem que teve como foco a questão social, Francisco convidou àqueles que estão à frente do país para “viver com austeridade e transparência, na responsabilidade concreta pelos outros e pelo mundo; uma conduta que demonstre que o serviço público é sinônimo de honestidade e justiça contrapondo-se a qualquer forma de corrupção”.

Os jovens também foram recordados no discurso de Francisco, que os colocou como aqueles que “exigem um empenhamento”. Dessa forma, o Santo Padre fez um apelo para que os representantes do povo “tenham a ousadia de construir uma vida política verdadeiramente humana, que coloque a pessoa no centro como coração de tudo; e isto impele criar uma cultura de maior transparência entre os governos, o setor privado e toda a população”, acrescentou.

Ele também salientou que “nestes dias, o Panamá será lembrado não apenas como centro da região ou ponto estratégico para o comércio e para o trânsito de pessoas; mas se transformará numa confluência de esperança. Ponto de encontro onde jovens provenientes dos cinco continentes, cheios de sonhos e esperanças, vão celebrar, reunir-se, rezar e reavivar o desejo e o compromisso de criar um mundo mais humano. Assim, desafiarão as visões míopes de curto alcance que, seduzidas pela resignação, a ganância, ou prisioneiras do paradigma tecnocrático, creem que o único caminho possível passa pelo jogo da competitividade, da especulação e da lei do mais forte, onde o poderoso engole o mais fraco, fechando o futuro a uma nova perspectiva para a humanidade”.

Por fim, o Papa completou dizendo que, agora, o Panamá se torna uma terra de sonhos. “Ao hospedar os sonhos destes jovens, o Panamá torna-se terra de sonhos que desafia muitas certezas do nosso tempo e cria horizontes vitais que conferem uma nova espessura ao caminhar com uma visão respeitosa e cheia de compaixão para com os outros. Durante este tempo, seremos testemunhas da abertura de novos canais de comunicação e compreensão, de solidariedade, criatividade e ajuda mútua; tendo em vista um novo modo de construir a história”, concluiu.

Papa aos bispos

O Pontífice ainda esteve com os bispos centro-americanos do Secretariado Episcopal da América Central (SEDAC), que há 75 anos reúne os bispos das Conferências Episcopais do Panamá, El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Honduras e Nicarágua. O encontro aconteceu na Igreja São Francisco de Assis.

Na ocasião, Francisco recordou o exemplo de São Óscar Romero, um dos santos patronos da JMJ. “Entre tais frutos proféticos da Igreja na América Central, apraz-me destacar a figura de São Óscar Romero, que tive o privilégio de canonizar recentemente no contexto do Sínodo dos Bispos sobre os jovens. A sua vida e magistério são fonte constante de inspiração para as nossas Igrejas e particularmente para nós, bispos. Invocar a figura de Romero significa invocar a santidade e o caráter profético que vive no DNA das vossas Igrejas particulares. Romero sentiu com a Igreja, porque, antes de mais nada, amou a Igreja como mãe que o gerou na fé, considerando-se membro e parte dela”, disse.

O Santo Padre também reforçou a necessidade de os pastores estarem sempre próximos às suas ovelhas. “Irmãos, é importante não ter medo de nos aproximarmos e tocarmos as feridas do nosso povo, que são também as nossas feridas, e fazê-lo segundo o estilo do Senhor. O pastor não pode estar longe do sofrimento do seu povo; mais ainda, poderíamos dizer que o coração do pastor mede-se pela sua capacidade de deixar-se comover à vista de tantas vidas feridas”, afirmou.

Francisco também destacou que a JMJ “é uma oportunidade única para sair ao encontro e aproximar-se ainda mais da realidade dos nossos jovens, cheios de esperanças e sonhos, mas também profundamente marcada por tantas feridas. Com eles, poderemos ler de forma renovada a nossa época e reconhecer os sinais dos tempos”.

Segundo ele, “os jovens trazem dentro uma inquietude que devemos apreciar, respeitar, acompanhar e que faz muito bem a todos nós, porque nos provoca lembrando-nos que o pastor nunca deixa de ser discípulo e está a caminho. Muitas das aspirações e intuições, que formam tal inquietude, desenvolveram-se dentro da família, alimentadas por uma avó ou uma catequista, ou na paróquia, na pastoral educativa ou juvenil; desejos, que cresceram na escuta do Evangelho e em comunidades de fé viva e fervorosa onde este encontra terra onde germinar. Quanto devemos agradecer pelo fato de haver jovens desejosos de Evangelho! Esta realidade estimulando-os a um esforço maior para ajudá-los a crescer, oferecendo-lhes espaços maiores e melhores que os possam gerar segundo o sonho de Deus”.

Por fim, o Pontífice acrescentou: “Por isso, exorto-vos a promover programas e centros educativos que saibam acompanhar, apoiar e responsabilizar os vossos jovens; «roubai-os» à rua, antes que a cultura de morte, vendendo-lhes soluções mágicas, se apodere e aproveite da sua imaginação. Fazei-o, não com paternalismo, como quem olha de cima para baixo, pois não é isso o que o Senhor nos pede, mas como pais, como de irmão para irmão. São rosto de Cristo para nós e, a Cristo, não podemos olhar de cima para baixo, mas de baixo para cima”, complementou.

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