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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/01/2019

18 de Janeiro de 2019

Seminário de São José recebe palestra de defesa pessoal

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04/01/2019 16:27 - Atualizado em 04/01/2019 16:28
Por: Priscila Xavier / Symone Matias

Seminário de São José recebe palestra de defesa pessoal 0

Armlock, kimura, katagatame, mata leão... Esses são alguns dos golpes mais conhecidos no mundo da luta e, acredite, eles já são muito populares entre os seminaristas do Seminário Arquidiocesano de São José, no Rio Comprido, onde, há dois anos, acontecem as aulas de jiu-jitsu.

Dessa forma, foi realizada no local uma palestra de Gerenciamento Progressivo de Comportamento Inconveniente (GPCI), no dia 20 de dezembro, ministrada pelo faixa vermelha e preta (8º grau) Sylvio Behring e pelo professor Helder Andrade, voltada não somente para os seminaristas, mas para todo o clero.

A iniciativa surgiu a partir de um convite do padre Valdir Lima – que atualmente está na Casa do Padre. Ele presidiu a celebração de casamento de Adriana Conte Menezes, fundadora do Instituto Rios de Amor, que assiste às crianças e aos jovens submetidos às condições de violência, abandono e negligência. Num dos projetos, do qual Sylvio Behring é o embaixador, as crianças que vivem em abrigos municipais são levadas a uma academia de jiu-jitsu, na Tijuca, para a prática esportiva.

Segundo Adriana, o intuito da ação é “promover o esporte na arquidiocese de maneira geral, não apenas para os seminaristas, mas sim para os padres, diáconos e bispos. Essa é uma ferramenta válida. Para ganhar notoriedade, tínhamos de realizar o evento onde pudéssemos mostrar a eficiência do esporte na prática, com vídeos e aulas, para apresentar o jiu- jitsu para quem ainda não o conhece”, destacou.

Porém, antes mesmo do GPCI, Sylvio Behring esteve no seminário para ministrar uma aula. “Preocupei-me em embasar o conteúdo não somente em técnicas, mas em teorias filosóficas, pregadas pelo GPCI. Eles se interessaram muito e perguntaram se eu gostaria de fazer uma palestra. Pensei que fosse algo falado. Mas a Adriana compreendeu o que os seminaristas desejavam. Como sou católico não praticante, decidi chamar o Helder, que é católico atuante, para ministrar e preparar esse encontro comigo”, contou.

Especialista em segurança com 30 anos de experiência, Helder explicou que o GPCI “é um conjunto de técnicas de verbalização e de comunicação não verbal, aliado às estratégias de segurança e defesa pessoal. O GPCI abrange desde a identificação de possíveis conflitos, crises e escândalos em todos os níveis, nas suas avaliações de risco e consequentes medidas, atitudes preventivas, até a construção de frases técnicas para o gerenciamento de comportamentos inconvenientes. Há um envolvimento de renúncia, escolhas e fatores emocionais, pois você aprende que é obrigado a fazer o que é certo, não aquilo que você gostaria de fazer”, esclareceu.

Idealizador das aulas no seminário e faixa preta de jiu-jitsu, o seminarista Alexandre Pinheiro ressaltou que “a defesa pessoal ajuda no contato com as pessoas. Não é somente o uso da arte marcial para se defender, mas também saber lidar com as pessoas, tendo controle da adrenalina, do estresse, tanto seu quanto de quem se está lidando. Entendemos que isso tem tudo a ver com o espírito cristão, com a caridade, com o amor ao próximo. Isso vem ao encontro do que nos ensina o Papa Francisco, sobre ela ser usada numa medida justa e necessária e que não ultrapasse certo ponto”, pontuou.

Além disso, o seminarista acrescentou que essa é mais uma oportunidade para o diálogo entre a Igreja e a sociedade. “Muitos jovens praticam o jiu-jitsu, e o seminarista treinando o esporte aprende a ‘falar’ mais um ‘idioma’, comunicando-se com os praticantes e podendo, assim, levar a mensagem do Evangelho. É uma oportunidade do seminário e da Igreja dialogarem com a sociedade”, completou.

Sendo um dos 20 seminaristas que praticam o esporte, Clayton da Silva de Oliveira contou que se aproximou do jiu- jitsu durante os três anos em que esteve fora do seminário. Mas que, ao retornar, foi surpreendido com a notícia. “Quando voltei, fiquei surpreso ao saber que no seminário tinha o esporte. Para mim, é um prazer muito grande participar desse grupo. Isso tem me ajudado muito a lidar com as minhas dificuldades diárias, pois é um esporte no qual temos de ter muito cuidado e respeito com o próximo e com o nosso irmão. O esporte também auxilia no cuidado com a minha saúde e com a nossa espiritualidade”, disse.

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