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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/01/2019

18 de Janeiro de 2019

Ajuda à Igreja que Sofre lança mais uma edição do ‘Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo’

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18 de Janeiro de 2019

Ajuda à Igreja que Sofre lança mais uma edição do ‘Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo’

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04/01/2019 15:22 - Atualizado em 04/01/2019 15:26
Por: Raphael Freire

Ajuda à Igreja que Sofre lança mais uma edição do ‘Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo’ 0

A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) – organização vinculada à Santa Sé – apresentou no dia 19 de dezembro, na sede da Federação das Congregações Marianas do Rio de Janeiro, a 14ª edição do relatório sobre “Liberdade Religiosa no Mundo”. O encontro contou com a presença do arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, que falou sobre a importância da liberdade religiosa no atual contexto mundial sociopolítico. O secretário da Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Arquidiocese, diácono Nelson Águia, e o presidente da Federação das Congregações Marianas do Rio, Júlio Lima, também participaram do evento, que teve por objetivo promover a liberdade religiosa. Em entrevista ao jornal “Testemunho de Fé”, o diretor da ACN-Brasil, Valter Callegari, destacou os principais apontamentos trazidos pelo relatório, que tem seu período de análise entre julho de 2016 e junho de 2018. Leia a entrevista na íntegra: 

Testemunho de Fé (TF) – Quais são os principais destaques desta 14ª edição do relatório sobre “Liberdade Religiosa no Mundo”?

Valter Callegari – A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) apresenta a nova edição (14ª) do relatório sobre “Liberdade Religiosa no Mundo” – período de análise: de julho de 2016 a junho de 2018. Ao analisar 196 países, o relatório encontra evidências de violações significativas da liberdade religiosa em 38 nações. Nesses casos, a situação das minorias religiosas nos últimos dois anos piorou em 18 países. Uma tendência emergente é a repressão à liberdade religiosa de um número crescente de regimes autoritários em todo o mundo. Esse nacionalismo agressivo, hostil às minorias religiosas, piorou num nível que esse fenômeno pode ser chamado ultranacionalismo. Enquanto o fundamentalismo islâmico recuou em algumas regiões, em outras expandiu-se. A ameaça do islamismo fundamentalista se espalhou desde então para outros países, como por exemplo, em alguns na África, onde uma nova frente do fundamentalismo islâmico - apoiada em parte pelos Estados árabes - está surgindo com consequências devastadoras para as minorias religiosas, principalmente os cristãos. O relatório comprova o surto de ataques terroristas no Ocidente, principalmente na Europa. Como esses ataques demonstram, a ameaça representada pelo extremismo se tornou universal, iminente e sempre presente.

TF – Como esse documento é produzido?

Valter Callegari – O relatório analisa 196 países do mundo, examinando o grau em que o direito básico à liberdade religiosa é respeitado em relação às religiões praticadas no mundo, conforme definido no Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU. O “Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo” é uma compilação de análises da situação legal e constitucional sobre a liberdade religiosa em cada um dos 196 países estudados, e até que ponto a lei é realmente respeitada neles. Descreve-se também os incidentes de perseguição religiosa registrados em cada nação, e diferenciados em três categorias: Intolerância, Discriminação, e Perseguição. Por fim, observa-se no período em análise (julho de 2016 a junho de 2018) se a liberdade religiosa melhorou, permaneceu igual ou piorou, além de informar as perspectivas para um futuro próximo. O recorte de cada país foi produzido por autores especializados, acadêmicos e jornalistas independentes, sediados majoritariamente na região de análise, incluindo Ásia, África, Europa e Américas. O ponto de partida para nossa definição de liberdade religiosa é o Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Também tomamos em consideração o documento de junho de 2013, emitido pelo Conselho da União Europeia, intitulado “Diretrizes da UE para a Promoção e Proteção da Liberdade de Religião ou Crença”. Exemplos destes são o direito de converter; o direito de catequizar crianças; o direito de praticar a fé institucionalmente; o direito de assembleia religiosa; o direito de construir locais de culto e o direito de não ser discriminado no local de trabalho por causa da fé.

TF – Dom Orani participou do evento falando sobre a importância da liberdade religiosa no atual contexto mundial sociopolítico. Qual é o objetivo do encontro e o que significa para a ACN ter a presença do cardeal neste momento?

Valter Callegari – O objetivo do encontro é promover a liberdade religiosa. A missão da ACN é apoiar a Igreja onde os cristãos são oprimidos e perseguidos em todo o mundo. Mas também acreditamos que os direitos dos cristãos de praticar sua fé não podem ser vistos isoladamente. Esperamos que este relatório ajude jornalistas, políticos, acadêmicos, juristas e sociedade a ter ciência do que ocorre atualmente em relação à liberdade religiosa. Devido à diversidade religiosa, cidades como Rio de Janeiro e Salvador possuem aspectos fundamentais para ampliarmos o diálogo inter-religioso, tendo em vista os incidentes de intolerância sofridos pelos praticantes de religiões afro-brasileiras nestes locais. Por isso, a presença de Dom Orani Tempesta reforça o compromisso da Igreja em promover o direito de professar a fé em liberdade e a promoção do diálogo inter-religioso.

TF – Existe algo que o senhor gostaria ainda de destacar sobre esta temática?

Valter Callegari – A Igreja Católica há muitos anos destaca a ligação entre a opressão, a pobreza e a ausência de liberdade religiosa. Isso forma a base da declaração da Igreja Católica sobre Liberdade Religiosa intitulada “Dignitatis Humanae”, de dezembro de 1965. Outro documento que marca a posição da Igreja Católica é o discurso do Papa Francisco “Liberdade religiosa internacional e o choque global de valores”, de 20 de junho de 2014, no qual ele diz que “a razão reconhece na liberdade religiosa um direito humano fundamental que reflete a mais alta dignidade humana”. Todos os dias, nas manchetes dos jornais vemos claramente a ligação entre a violência, a opressão e a negação desse direito humano básico. (Discurso do Papa Francisco “Liberdade religiosa internacional e o choque global de valores”, de 20 de junho de 2014: https://w2.vatican.va/content/francesco/en/speeches/2014/june/documents/papa-francesco_20140620_liberta-religiosa.html). Leia o ‘Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo’  na íntegra. Acesse: www.acn.org.br/relatorio-liberdade-religiosa.

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