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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/12/2018

18 de Dezembro de 2018

Vocação, união e reconciliação marcam Festa da Unidade 2018

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18 de Dezembro de 2018

Vocação, união e reconciliação marcam Festa da Unidade 2018

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07/12/2018 11:21 - Atualizado em 07/12/2018 11:21
Por: Priscila Xavier / Raphael Freire / Symone Matias

Vocação, união e reconciliação marcam Festa da Unidade 2018 0

No último dia do Ano Litúrgico, 1º de dezembro, foi realizada na Catedral de São Sebastião, no Centro, a sexta edição da Festa da Unidade, convocada pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, que tem como lema episcopal: “Que todos sejam um”.

Além de rezar pela unidade da Igreja, cada participante também foi convidado, durante o Ano Vocacional Sacerdotal – que findará na solenidade de Cristo Rei, em 2019, a interceder para que o Senhor envie mais operários para a Sua messe. Nesta edição, a Festa da Unidade teve como tema: “Sacerdote, dom de Deus para a Humanidade”. Já o lema foi retirado do Livro do Profeta Isaías, que diz “Eis-me aqui, Senhor” (Is 6, 8).

O evento contou com a animação dos cantores Karen Keldani e Allysson Castro. Na ocasião, também aconteceu o lançamento do Hino Vocacional Sacerdotal, o qual foi composto pelos irmãos Egder e Erick Sabino e pela banda Adoradores Adorar, os quais foram os vencedores do Festival de Música Vocacional, realizado em setembro de 2018.

Egder destacou a emoção de lançar o hino para toda arquidiocese. “Hoje é um dia em que nos unimos a toda Igreja do Rio para festejarmos juntos. Primeiro, para nós, é uma honra porque Deus nos escolheu para esta grande missão”, disse.

Enquanto Erick recordou as apresentações realizadas durante o festival. “Participaram conosco outras 14 bandas, que vieram de outros lugares do Rio, também com músicas lindas, e que hoje vieram para coroar com a gente esse momento do lançamento. Estamos muito felizes e agradecidos a Deus pela oportunidade de estarmos aqui”, completou.

Logo em seguida, os seminaristas do Seminário Menor adentraram à Catedral com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que foi coroada por Celina Santana Moreira, que sempre está presente nos mais diversos eventos arquidiocesanos. “Nasci em Cachoeira, na Bahia, mas São Sebastião me adotou no dia 14 de maio de 1968, quando vim ao Rio para trabalhar. Desde criança, minha mãe sempre me levou à Igreja, participava das procissões, mas nunca tive a oportunidade de coroar a imagem de Nossa Senhora. Ao coroar Nossa Mãe, senti que estava a caminho do céu. Quando o cônego Cláudio dos Santos me convidou, quase caí de tanta emoção. Eu gosto de estar no meio dos padres, das freiras e dos religiosos. Isso é a minha vida. Todos os dias, pra mim, são dias de graça e de festa, mas hoje o dia se tornou ainda mais especial”, relatou Celina.

Depois, padre Adriano de Abreu Figueira, reitor do Seminário Propedêutico Rainha dos Apóstolos, apresentou os seminaristas que concluíram essa etapa vocacional e seguem para o Seminário Maior, bem como aqueles que ingressam no propedêutico.

Um deles foi Nathan Silva Oliveira, de 18 anos, paroquiano da Igreja São Tiago, em Inhaúma. “A primeira vez que pensei em ser padre foi aos 15 anos, durante uma adoração. Foi então que busquei saber mais sobre a vocação, discernir o chamado e, neste ano, ingressei no Seminário Propedêutico. Ingresso esperançoso, com o desejo me aprofundar na vontade de Deus. Senti, durante a apresentação ao povo de Deus, de que esse mesmo povo nos acolhia e que rezaria por nós”, contou.

Já padre Adriano explicou como se dá essa etapa formativa. “É uma etapa inicial. Todo jovem, antes de entrar no Seminário Maior, passa por uma introdução à vida no seminário, à vida cristã, dando início a essa nova caminhada que ele deseja abraçar como seminarista e, se Deus permitir, se tornará sacerdote para servir a Cristo e ao povo de Deus em nossa arquidiocese”, finalizou.

Bispo animador dos seminários, Dom Roque Costa Souza frisou que “a formação do seminarista acontece sempre de forma pessoal, procurando acompanhar cada um a partir de sua singularidade. Sabemos do papel da comunidade paroquial que, além de formadora, também reza pelas vocações e contribui para a manutenção dos nossos seminários. Dessa forma, precisamos procurar espaços dentro de nossas comunidades, para que os jovens possam atender ao chamado. Às vezes, isso é muito difícil dentro da família. Mas queremos abraçar a causa com alegria e nos empenhamos para isso”, disse.

Já o bispo animador da Pastoral Vocacional, Dom Juarez Delorto Secco, apontou a necessidade de haver uma igreja vocacionada. “Para esse Ano Vocacional, desejamos ter um vocacionado por paróquia. Que a nossa pastoral seja aquela facilitadora, onde os jovens possam encontrar a Cristo. Deus nos chama e nós respondemos. Precisamos animar toda a Igreja, para que possamos sentir esse chamado de Deus, atraindo não somente os jovens, mas tantas outras pessoas para os demais ministérios, tudo pelo bem comum”, indicou.

Durante todo o evento, os fiéis puderam reconciliar-se com Deus, através do Sacramento da Confissão. Além disso, a festa contou com a apresentação da produtora Oficina Viva, da cantora Ziza Fernandes.

Promotor das vocações

Como missão de vida, monsenhor José Mazine Rodrigues tem dedicado a própria vida na promoção das vocações, tendo como base para esse trabalho a paróquia na qual atua como pároco – São Benedito, em Pilares.

Para dar início ao Ano Vocacional Sacerdotal, monsenhor Mazine foi homenageado durante a Festa da Unidade, o qual recebeu uma mensagem enviada pelo Papa Francisco, além de uma estola, que foi entregue por crianças.

De acordo com monsenhor Mazine, “os padres têm de acolher os jovens, dar tempo a eles, ouvi-los e acompanhá-los. Sem acompanhamento, direção espiritual, confissão e amizade fraterna é difícil. Do contrário, teremos muitas vocações. Sou sacerdote há 48 anos e consagrei toda a minha vida às vocações. Fiz um voto de trabalhar por elas. Às vezes, fico cansado, mas não posso parar, porque a gente chama aquele jovem para Jesus e não pra gente. É Cristo quem merece todo louvor e toda a glória. Jesus é bom, vale a pena”, disse, emocionado.

Coordenadores da Pastoral Vocacional da Paróquia São Benedito, Maria Alice Martins de Araújo e Gilber Faria de Araújo declararam que obediência e amor são palavras que regem o grupo. “Nesse período, o nosso trabalho será árduo, mas um belo serviço em prol das vocações. Percebemos que nossa paróquia é, verdadeiramente, uma comunidade que suscita vocações. Trabalhar com monsenhor Mazine é uma bênção. Ele sempre nos diz que todos nós coordenamos a pastoral. Seguimos todos os exemplos dele, com sua paciência e obediência. As palavras que o monsenhor sempre nos transmite são: atitude, força e coragem. E, em nossa paróquia, buscamos obedecer e amar sobre todas as coisas”, completaram.

Aos nove anos, o pequeno Renan Carlos Silva, coroinha da Capela Nossa Senhora Aparecida, no Complexo do Turano, já frequenta o Clube Vocacional, do Seminário de São José, e, dentro de si, carrega o sonho da ordenação sacerdotal. “Eu quero ser padre. Sempre tive vontade de ser padre. Num domingo comum, eu estava indo à missa e um cerimoniário da capela me chamou para ser coroinha. Aceitei. Ser coroinha é tudo de bom”, confirmou.

Reconciliação

A missa foi presidida pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta. A procissão de entrada contou com a presença de seminaristas, diáconos, sacerdotes e bispos auxiliares. As músicas litúrgicas foram ministradas pela Banda do Seminário de São José.

O cardeal recordou, na homilia, a importância de ir ao encontro daqueles que sofrem e dos que já não se sentem parte do Corpo Místico de Cristo. “O Senhor vê, hoje, tantas ovelhas necessitadas de cura, orientação e de vivenciar a ressurreição em suas vidas. Mas vê também a carência de pastores, para que, cada vez mais, o povo de Deus se sinta acolhido e experimente em suas vidas que é possível ressuscitar da vida velha. O Evangelho também nos fala das ovelhas perdidas da casa de Israel, aquelas que são batizadas, mas que não mais caminham na Igreja, aos quais somos chamados a evangelizar, para que tenham vida em plenitude”, comentou.

Ele também recordou a relevância de auxiliar os vocacionados a interpretarem e responderem ao chamado de Cristo. “Além disso, temos uma missão que é o nosso horizonte: somos enviados para testemunhar em quem nós cremos. E o Senhor jamais deixa de chamar pessoas para esse trabalho. Na primeira leitura, vemos que Samuel escuta o chamado, mas se faz necessário que alguém o ajude a interpretar e a responder e o seu ‘sim’. É a união da graça de Deus e da ação evangelizadora, a qual todos nós somos chamados”, salientou.

Dom Orani reforçou que a Festa da Unidade é um convite para que o povo de Deus se reconcilie, não somente com o Pai, mas entre os irmãos na fé. “Nesta festa quisemos estar juntos para agradecer ao Senhor pela caminhada da arquidiocese. Temos necessidade dessa comunhão para evangelizarmos. A Igreja é comunhão. Quando descobrimos que existem cristãos separados, que não comungam da mesma caminhada, rezamos para que haja essa unidade ecumênica, principalmente quando se trata de nossa Igreja particular. A divisão, não somente entre o povo, mas também entre o clero, por razões que passam, nos deu muitas dores. Não podemos permitir que isso aconteça, e hoje estamos aqui para nos reconciliar. Esse é o dia para que nos perdoemos mutuamente”, confirmou.

Mensagem do Papa Francisco

O Papa Francisco enviou, também, uma mensagem por conta do início do Ano Vocacional Sacerdotal, a partir do qual ele desejou unir-se “ao clamor de cada um de vocês ao Senhor para que envie sempre mais operários para a missão nessa Terra abençoada pelo Cristo Redentor”.

O Pontífice ainda acrescentou: “Aliás, a sua estátua no alto do Corcovado, com seus braços abertos, como num grande abraço acolhedor, lembra-nos que a nossa vida é fruto de um chamado de Deus: chamou-nos à vida porque nos ama e tudo predispôs para que cada um de nós fosse único. Ele é Deus conosco, acompanha-nos ao longo das estradas por vezes poeirentas da nossa vida e, sabendo da nossa pungente nostalgia de amor e felicidade, chama-nos à alegria, que se encontra somente no dom de nós mesmos aos outros”, afirmou.

O Santo Padre finalizou a mensagem dizendo que “ao depositar aos pés de Nossa Senhora Aparecida os votos de que esse Ano Vocacional seja muito fecundo, envio a toda a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro a minha bênção apostólica, pedindo que, por favor, não deixem de rezar por mim”, concluiu.

Encerramento

O reitor do Seminário Arquidiocesano de São José, cônego Leandro Câmara, apresentou à comunidade eclesial os diáconos ordenados em julho de 2018, os quais, futuramente, serão sacerdotes, e os 11 diáconos que serão ordenados sacerdotes no dia 8 de dezembro, na Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Além deles, o reitor também apresentou os seminaristas dos seminários Maior, Menor, Arquidiocesano de São José e Missionário Redemptoris Mater.

Por fim, os fiéis assistiram a um vídeo sobre o Seminário Arquidiocesano de São José, o qual buscava promover, ainda mais, as vocações sacerdotais e religiosas. Cônego Leandro salientou a importância de o povo contribuir, através de orações e testemunhos, para o chamado vocacional dos jovens. “Celebrar o Ano Vocacional é a oportunidade de intensificar o trabalho de promoção vocacional em nossa arquidiocese. É muito importante que cada fiel se conscientize acerca do compromisso de rezar pelas vocações, pelo aumento delas e estimular, com seu testemunho de dedicação ao serviço de Deus, o coração dos jovens, adolescentes e crianças”, frisou.

Ele ainda continuou, dizendo: “Este é o nosso desejo: lançar as sementes nos corações, sobretudo, dos rapazes, para que eles possam despertar para um discernimento. O caminho formativo no seminário é um discernimento vocacional. É lá que encontram os elementos e as dimensões formativas para olhar para dentro de si e, com o coração aberto, responder ao chamado do Senhor. Se há no coração um sentimento bom de que Deus chama, Ele dará a graça a cada um para discernir a Sua vontade e responder com alegria”.

Unidade eclesiástica

Durante a celebração, estiveram presentes os vigários episcopais dos mais diversos vicariatos da Arquidiocese do Rio.

Um dos mais novos, o Vicariato Episcopal para a Educação, também pode ser uma ponte, a partir da qual os jovens podem experimentar o despertar vocacional. Foi o que relatou o vigário, padre Thiago Azevedo. “Os colégios católicos, principalmente, também podem e devem ser fontes de vocações sacerdotais, religiosas e missionárias. Quantas e quantas vezes vocações surgem, também, dentro dos colégios?”, questionou.

Vigário episcopal do Vicariato para a Comunicação Social e Cultura, padre Marcos William Bernardo destacou que “com nossa presença chegamos à manifestação de que trabalhamos juntos, unidos, visando a colocar a comunicação a serviço de todos os trabalhos pastorais e ensinamentos da Igreja. Enfim, esse vicariato só existe com os seus colaboradores porque existe o ponto ou um ser para o qual todos nós temos convergência e esse único é Deus, na pessoa de seu filho Jesus. Somos todos servidores de Cristo Jesus”, afirmou.

Padre Valtemário Frazão, vigário episcopal para Irmandades, Ordens Terceiras, Confrarias e Devoções, acrescentou que “é sempre muito bom poder celebrar a unidade, ainda mais em tempos em que percebemos a sociedade tão fragmentada, tão dividida. Logo, essa celebração acaba por ter um cunho profético dentro da Igreja e da cidade do Rio”, pontuou.

Vigário episcopal do Vicariato Oeste, padre Felipe Lima Pires afirmou que “estamos em comunhão com a arquidiocese e buscaremos, também, aprofundar tudo aquilo que for proposta da Igreja no Rio para colher os frutos desse tempo propício para partilhar sobre vocação. Dessa forma, em nosso vicariato, o padre Douglas Lyra da Silva, pároco da Igreja Coração Eucarístico de Jesus, em Santíssimo, trabalhará com as vocações em nosso vicariato, todo terceiro sábado do mês, reunindo os jovens para o processo de discernimento vocacional”, finalizou.

Já padre Aldo de Souto Santos, vigário do Vicariato Norte, contou os frutos colhidos durante o trabalho vocacional realizado nos últimos anos. “Neste Ano Vocacional Sacerdotal temos a alegria de enviar para o seminário quatro vocações, que são um presente para nós, tendo em vista todo o trabalho feito nesse campo vocacional. A ideia é que, em 2019, possamos fortalecer, cada vez mais, a vocação sacerdotal e as demais vocações para que cada um tome consciência da importância da sua missão, recebida através do Batismo, para o fortalecimento da caminhada da nossa Igreja”, ressaltou.

Tais frutos também são colhidos no Vicariato Leopoldina, de acordo com o vigário episcopal, padre Alberto Gonzaga. “Neste dia, rezamos pelas vocações sacerdotais para que possam surgir de nossas comunidades jovens a consagrarem as suas vidas à causa do Evangelho. Missão nobre, missão sagrada. E temos hoje a apresentação de quatro novos jovens do nosso vicariato que ingressam no Seminário de São José. Esse é um momento de muita alegria, vendo que Deus vem colocando seus frutos, suas sementes em nosso vicariato, e que os jovens estão correspondendo às sementes que Deus está lançando”, completou.

Essa alegria é compartilhada, também, pelo vigário episcopal do Vicariato Sul, padre Geovane Ferreira. “Temos a alegria de enviar um jovem para o Seminário Propedêutico, a partir do trabalho vocacional que já era realizado e que agora continua. Nosso vicariato está se propondo a trabalhar, ouvindo um pouco mais as paróquias no sentido de como fazer surgir novas vocações e, ao mesmo tempo, como sustentar as que já existem, para que elas deem frutos e, de fato, sejam aquilo que Deus as chamou a serem”, argumentou.

Para cônego Robert Josef Chrzaszcz, vigário do Vicariato Jacarepaguá, “essa é uma festa muito esperada, inclusive por estar no calendário oficial de nosso vicariato de nossa arquidiocese. Com isso, vejo que existe cada vez mais adesão das pessoas. Em nosso vicariato, acredito que cada paróquia fará, de maneira particular, um momento sobre a vocação. Além disso, estamos preparando alguns momentos em nível vicarial em torno dessa temática”, disse.

Padre Luiz Carlos Pereira, vigário episcopal do Vicariato Santa Cruz, evidenciou que “esse momento é uma excelente celebração e um grande encontro de fé. Para o Ano Vocacional Sacerdotal, já estamos organizando os encontros vocacionais, não só para os cerimoniários que já existem em nosso vicariato, mas para os interessados de todas as idades, tanto meninos quanto meninas. A proposta é de realizarmos, no mínimo, seis encontros vocacionais”, contou.

Vigário episcopal do Vicariato Urbano – região onde a Catedral está localizada, padre Wagner Toledo sublinhou que “temos a alegria de ver o povo de Deus participando deste momento de congraçamento. A unidade é justamente este grande estímulo que nos leva a continuar empreendendo a missão de Jesus. Que sejamos um na alegria, na realização, nos anseios de vida plena e também nas grandes conquistas pessoais”, concluiu.

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