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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 14/12/2018

14 de Dezembro de 2018

Comissão do Patrimônio Histórico e Cultural inicia trabalhos na Arquidiocese do Rio

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Comissão do Patrimônio Histórico e Cultural inicia trabalhos na Arquidiocese do Rio

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07/12/2018 11:06 - Atualizado em 07/12/2018 11:06
Por: Priscila Xavier

Comissão do Patrimônio Histórico e Cultural inicia trabalhos na Arquidiocese do Rio 0

A Comissão de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro ou de seu Interesse deu início a trabalhos, cujas demandas eram mais urgentes, e realizou a primeira reunião para a apresentação dos mesmos, no dia 27 de novembro, no Edifício São João Paulo II, na Glória, a qual contou com a presença do Cardeal Orani João Tempesta.

Criada em 17 de outubro de 2018, a comissão é constituída por clérigos, religiosos, leigos católicos ou técnicos de formação acadêmica, os quais buscarão assessorar e analisar os projetos de restauração e intervenção em todo o território arquidiocesano.

COMISSÃO

A comissão tem como curador o padre Silmar Alves Fernandes, como secretários, Fernandes Elias Júnior e Frederico Morato Nery e os membros: monsenhor José Roberto Rodrigues Devellard, cônego Marcos William Bernardo, padres Henrique Jorge Diegues, Jefferson Gonçalves de Araújo e Robson Cristo de Oliveira, Cândido Feliciano da Ponte Neto, Carlos Alberto Serpa de Oliveira, Claudine Milione Dutra e Dayse Gil Ketzer.

Na ocasião, o curador citou uma das ações de emergência concretizadas pela comissão. “Nesta reunião, apresentamos a todos os membros o que foi realizado até agora. Essas eram demandas mais urgentes, como é o caso da Irmandade de Nosso Senhor Jesus do Bonfim e Nossa Senhora do Paraíso, na qual salvaguardamos o sino e as imagens de Senhor do Bonfim e de Nossa Senhora, deixando-os resguardados no Museu Arquidiocesano do Rio”, contou.

O sacerdote explicou, ainda, que, “mesmo não sendo propriedade da arquidiocese, há em nosso território muitas irmandades, ordens terceiras e institutos independentes. Então, moralmente, temos uma responsabilidade, embora não seja de forma direta. Assim, buscaremos salvaguardar o patrimônio de fé que foi plasmado, no Rio, pela Igreja Católica. A história não acontece sem ter sido plasmada pela fé. Cada igreja, imagem, quadro pertencem a esse patrimônio de nossa herança católica”, esclareceu.

Padre Silmar completou dizendo que a comissão já conseguiu firmar uma interlocução com os órgãos de tombamento federal, estadual e municipal, como, por exemplo, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

PRIMEIRO SEMINÁRIO

O curador também acrescentou que, entre os dias 3 e 7 de julho, está prevista a realização do primeiro seminário da comissão, que acontecerá na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Centro, no qual serão dadas informações sobre como preservar o patrimônio. “Poderão participar padres, religiosos, seminaristas, profissionais de arquitetura e engenharia, alunos, todos aqueles que circundam o mundo das artes, história e preservação, empresários católicos e os de boa vontade, não necessariamente católicos”, afirmou.

ACERVO

Membro da comissão e gestor de patrimônio histórico há quase 20 anos, Marcus Paullus Guimarães Passos declarou que a comissão concede ao patrimônio, além dos valores artísticos e históricos, o valor sagrado. “A visão dos órgãos sobre o patrimônio da Igreja é, puramente, no viés histórico e artístico. Pouco se valoriza que esse patrimônio foi construído pela fé católica. Foi a ação do Corpo de Cristo no Rio de Janeiro que o gerou, sendo que a arte foi um instrumento de evangelização da Igreja. Criar a comissão é dar ao patrimônio, além do valor histórico e artístico, também o valor sagrado”, destacou.

Ele também destacou que a catalogação do acervo será um dos principais desafios da comissão. “Dentre os 117 bens tombados, precisamos verificar todo o acervo de mobiliário, arte sacra, pinturas, esculturas e objetos litúrgicos. Além disso, faremos uma verificação do estado de conservação de todos os bens tombados, tendo uma noção real das intervenções imediatas e demais orientações. Pretendemos, em um ano, realizar toda essa avaliação. Faz-se necessário integrar essas atividades com os órgãos de patrimônio. Antes, o contato era diretamente com os padres; agora, pretendemos criar uma interlocução mais técnica com esses órgãos, fazendo com que a informação chegue ao pároco de maneira mais esclarecida”, finalizou.

PATRIMÔNIO

Responsável pelo Departamento Jurídico da Arquidiocese do Rio, a advogada Claudine Milione Dutra acrescentou a importância da criação da comissão para prevenir que, futuramente, a Igreja sofra com ações judiciais. “No campo jurídico, há uma lacuna interna muito grande quanto à legislação: o que pode ou não ser feito num patrimônio tombado, como proceder, captar e restaurar esse patrimônio. Essa comissão é um anseio da arquidiocese. Conseguimos reunir um grupo de técnicos voluntários, altamente qualificados, que podem nos auxiliar e nos indicar os caminhos, dando-nos especificações para que possamos evitar que esse patrimônio, no futuro, seja objeto de uma ação judicial por parte dos órgãos tombadores”, ressaltou.

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