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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 14/12/2018

14 de Dezembro de 2018

‘Santidade e solidariedade na Igreja e no mundo’

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‘Santidade e solidariedade na Igreja e no mundo’

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07/12/2018 11:01 - Atualizado em 07/12/2018 11:01
Por: Nathalia Cardoso

‘Santidade e solidariedade na Igreja e no mundo’ 0

A Igreja do Rio de Janeiro contará com mais 11 diáconos permanentes a partir do dia 15 de dezembro: Alexandre de Carvalho Santos, Eder Henrique Santos, George Nascimento Guerra, José de Ribamar Rocha Abreu, Júlio José Pinto Moreira, Luciano Rocha Pinto, Luciano Rodrigues de Melo, Luiz Carlos da Silva, Paulo Roberto de Mello, Roberto Reis de Castro e Victor Marcos Ramos Castelar.

Os novos diáconos permanentes serão ordenados, às 8h30, do dia 15 de dezembro, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Centro.

Diaconato permanente

O Sacramento da Ordem possui três diferentes graus: o episcopado, o sacerdócio e o diaconato. Neste último, os ordenados têm a missão de ajudar no serviço dos bispos e dos presbíteros. Diakonia é uma palavra grega que significa ‘serviço’.

Na edição passada, publicamos os testemunhos de alguns dos candidatos ao diaconato permanente. Nesta, trouxemos a história dos demais:

Eder Henrique Santos

Eder é o mais jovem da turma: completou 37 anos no dia 25 de novembro. Pai de duas meninas, Rafaela Vitória e Mariana, ele foi chamado à vocação quando ainda tinha 19 anos.

“Estava em uma missa, e ao ouvir um diácono proclamando o Evangelho, fui tocado pelo Senhor. A partir daquele dia, comecei a pesquisar sobre o diaconato. Dois anos depois, antes de me casar, revelei para minha futura esposa a minha vocação. Passaram os anos e, quando tinha 32 anos, fui convidado, com minha esposa, para um almoço com o padre Alexandre Moro, pároco da Nossa Senhora da Luz nesta época. Ele perguntou se eu gostaria de ser diácono. Olhei para minha esposa e ali se confirmou o chamado que havia recebido antes”, contou.

Sua paróquia de origem é a Paróquia Nossa Senhora da Luz, no Rocha, e o lema que escolheu para sua ordenação foi “Como a Santíssima Virgem Maria, sou todo teu Senhor, eis-me aqui!”.

George Nascimento Guerra

Com 41 anos, George contou que descobriu a vocação na prática pastoral (celebrações da Palavra, pregações) e, especialmente, na convivência com os irmãos. Originário da Paróquia São José, em Santa Cruz, ele escolheu como lema de ordenação: “Estou entre vós como aquele que serve” (Lc 22, 27).

“Ser diácono é poder servir a Cristo, cuidando das pessoas. E eu espero trabalhar muito em prol do povo de Deus!”, pontuou ele, que é casado com Meire Guerra, uma apoiadora da vocação que participa com ele das atividades da paróquia.

Júlio José Pinto Moreira

Júlio, de 43 anos, atua na Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Cordovil. A vocação, segundo ele, foi surgindo com o tempo, de acordo com a observação que ele fazia dos diáconos permanentes, principalmente o diácono Melquisedec Ferreira da Rocha, o qual destacou.

“Conversei com minha esposa sobre o diaconato e a princípio ela não aceitou. Mais ou menos seis anos depois, fiz uma cirurgia na coluna, peguei uma infecção e quase fui para junto do Pai. Naquele mesmo ano, fizemos um retiro mariano que foi todo pregado por diáconos permanentes. O desejo voltou ao meu coração, e ela disse um ‘sim’ depois de ouvir uma esposa de diácono dizendo que não deviam ter medo de dizer ‘sim’ à vocação. Eu estava sentado, ainda me recuperando da operação. Não esperava por isso”, contou ele.

Segundo Júlio, o período que se seguiu foi difícil, mas valeu a pena.

“Certa vez, fui rezar e perguntar a Deus o que ele queria de mim depois de ordenado. Ele pediu que eu fosse o diácono de Sua misericórdia. E a misericórdia de Deus é a caridade, a bondade e o amor ao próximo. Principalmente quando estava internado, doente, percebi o quanto o enfermo precisa da Igreja porque ali falta esperança. E não só de cura física, mas de cura da alma”, apontou.

Foi assim que descobriu que quer servir, principalmente na área da saúde, após sua ordenação. Para ele, fez toda a diferença receber a visita de um padre que ia visitá-lo enquanto estava doente. “Toda vez que o padre me levava à Eucaristia, eu me fortalecia e minha esperança era renovada”, afirmou.

Ele e a esposa, Viviane Moreira, são pais da Juliane Moreira.

“A Juju é um milagre de Deus em nossas vidas, através da intercessão de Nossa Senhora. Ela não era para ter nascido. Minha esposa teve eclâmpsia, uma condição que provoca convulsões durante a gravidez, e o médico teve que escolher entre a vida dela ou a da criança. Mas não me conformei. Teriam que ser as duas! Eu fui rezar para Nossa Senhora, falando: ‘A senhora é mãe e sabe a dor de uma mãe que perde um filho. Só lhe peço que interceda pelo nosso bebê’. E minha filha e minha esposa hoje estão aí”, relembrou, contando que recebe total apoio da filha com relação ao diaconato.

Luciano Rodrigues de Melo

A paróquia que foi berço de Luciano, de 44 anos, foi a São José, em Santa Cruz. Foi lá que recebeu seu primeiro convite para o diaconato.

O pai de Douglas, Fernanda e Thiago de Melo, casado com Cristina de Melo, econtou que após ter sido chamado para ser diácono, passou três anos discernindo. Segundo ele, o chamado foi ficando cada vez mais forte quanto mais os paroquianos iam falar com ele sobre como era uma pessoa vocacionada.

“A expectativa para a ordenação é muito grande. Ver toda Igreja reunida esperando uma resposta da gente, sem dúvida, fará meu coração transbordar de alegria e gratidão por tudo que Deus tem realizado na minha vida e de toda a minha família. Sinto-me preparado, mas sei que essa caminhada tem que ser uma constante busca de formação e trabalho da vida espiritual para que o ministério seja sempre fecundo na vida dos irmãos”, afirmou.

Luiz Carlos da Silva

Luiz Carlos, de 52 anos, foi criado na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, em Inhaúma, e atualmente participa das atividades na Paróquia Nossa Senhora da Conceição  e São  Vitor, em Santíssimo.

Ainda na primeira paróquia onde atuou, sentiu o desejo de saber o que era o diaconato. Em 2014, recebeu o convite do pároco e aceitou. “O que antes era só um desejo, agora se tornou realidade”, afirmou.

A família, desde o início da caminhada, concordou e apoiou. Ele é casado com Ângela Maria da Silva e tem três filhos: Lucas Fernando, Ana Carla e Mariana.

“O servir diaconal é o serviço a Deus, à família e ao próximo, no qual o diácono, imitador do Cristo Servidor, desempenha o que há de melhor em mim mesmo, buscando a salvação de almas”, disse.

Victor Marcos Ramos Castelar

Victor é da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na Pavuna. Segundo ele, “a vontade de servir nasceu devido à constatação do fato de que a Igreja realmente precisa de pessoas para servir em algumas missões”.

Ele e a esposa, Edisa Castelar, fundaram a Infância e Adolescência Missionária na paróquia, depois de já terem participado da Pastoral Familiar. Mas o despertar vocacional de Victor nasceu mesmo quando ele participou de uma Celebração da Palavra, a qual o diácono permanente José Pereira realizou em sua paróquia.

Conversou, então, com o vigário paroquial e começou o acompanhamento, que foi mantido pelo padre Alan Soares, o pároco que assumiu depois.

“Fiquei aguardando minha entrada na escola diaconal, mas fiquei com medo de estar pedindo uma indicação que não fosse da vontade do padre Alan. Quando chegou o fim de 2013, fui conversar com ele, dizendo que estava aguardando que ele dissesse algo, e ele me disse que estava esperando o mesmo de mim”, contou, rindo.

Certo dia, no início de 2014, padre Alan, que não dirigia, pediu para que Victor o levasse ao seminário. No elevador, o sacerdote disse: “Estou trazendo duas cartas de indicação ao diaconato. A sua é uma delas”.

Ele e Edisa são pais de duas meninas: Talita e Taís. Ele contou que a esposa é uma das responsáveis pela caminhada e até mesmo pelo despertar vocacional. “Eu sempre participei das atividades da paróquia, mas nas periferias, sem chamar atenção. Com o envolvimento dela em atividades como a catequese, fui ficando também mais próximo da comunidade”, afirmou.

Para ele, “o diaconato é serviço”: “Eu não crio expectativas porque entendo que dessa forma posso me decepcionar. A única coisa que digo sempre é que quero servir. De que forma e onde, eu não sei”, pontuou.

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