Arquidiocese do Rio de Janeiro

36º 23º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 14/12/2018

14 de Dezembro de 2018

Adoradores fazem retiro no Santuário da Adoração Perpétua

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

14 de Dezembro de 2018

Adoradores fazem retiro no Santuário da Adoração Perpétua

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

30/11/2018 10:50 - Atualizado em 30/11/2018 10:52
Por: Flávia Muniz / Carlos Moioli

Adoradores fazem retiro no Santuário da Adoração Perpétua 0

No dia 18 de novembro, adoradores e adoradoras se reuniram em retiro, das 8h às 16h, no Santuário Nacional da Adoração Perpétua, na Matriz de Sant’Ana, no Centro. O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, presidiu a Hora Santa, às 15h, concelebrada pelo pároco, padre José Laudares, e seguida da solene bênção eucarística.

O encontro teve por objetivo refletir sobre o amor misericordioso de Deus, presente na Eucaristia, sinal e fonte de unidade que une e reúne a Igreja. A programação da manhã incluiu palestra com o padre Alejandro Fabian do Carmo, vigário geral da Congregação do Santíssimo Sacramento, em Belo Horizonte (MG), que abordou a espiritualidade eucarística dos adoradores e adoradoras no Ano do Laicato, no compromisso de serem sal da terra e luz do mundo, mediante a experiência na prática da adoração. Durante a Hora Santa, foi realizado o rito para a admissão e consagração dos 35 novos membros da Guarda de Honra do Santíssimo Sacramento e 57 novos Adoradores Noturnos.

Clamor dos pobres

No âmbito das celebrações pelo Dia Mundial dos Pobres, Dom Orani dirigiu-se aos adoradores, ressaltando que “vocês são também aqueles que clamam diante do Senhor, em nome de todos os pobres, sejam aqueles em espírito, como aqueles que são vítimas da pobreza social, moral e psicológica; clamam também, por aqueles que não clamam e que, às vezes, não o fazem, porque não sabem como fazê-lo, mas o Senhor deseja escutar. E, pelo clamor de vocês, o Senhor os tem escutado”, disse o arcebispo. 

Dom Orani externou, ainda, seu louvor a Deus pela caminhada e dedicação dos adoradores e adoradoras, ao assumirem a adoração diurna e noturna. Disse também: “temos vislumbrado um aumento no número dos adoradores e adoradoras nos últimos anos. Vocês foram chamados e estão correspondendo”, observou. O arcebispo também animou-os a convidarem outros membros, exortando a que nunca falte essa presença, cumprindo cada qual o seu horário e chamando mais alguém a estar com eles, diante de Jesus Sacramentado: “Tanto à noite, como durante o dia, necessitamos de pessoas que, em nome de toda a Igreja, fiquem em adoração. Vocês são essas pessoas que Deus chamou, e vocês responderam. Agora, convidem outros para estarem com vocês no serviço da perpétua adoração”, incentivou o cardeal.

Sinais

Em sua homilia, o arcebispo refletiu sobre a importância de se estar atento aos sinais, como orienta Jesus, ao falar da transformação da figueira: “quando seus ramos ficam verdes, e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está perto” (Mc 13, 24-32). Dom Orani recordou que, tanto na aclamação litúrgica, como também naquela que encerra o livro do Apocalipse, os cristãos suplicam: “’Vinde, Senhor Jesus’, por isso mesmo, não há melhor preparação para ver os sinais, do que o tempo da oração contemplativa diante do Santíssimo Sacramento, assim como fazem a Guarda de Honra e os Adoradores Noturnos. É um tempo muito propício, em que nós paramos um pouco as nossas atividades para estarmos a sós com o Senhor, que nos dá os Seus sinais, não só para a nossa vida pessoal, mas também para este tempo em que estamos vivendo”, disse Dom Orani.

Para o cardeal, é da experiência de uma vida que se encontra com Deus, pela adoração, que brota a capacidade de encontrar Deus nos outros:

“São tantos dramas dessa nossa mudança de época que nós trazemos na adoração! Trazemos, apresentamos e escutamos o Senhor, contemplando e discernindo os Seus sinais. E isso ajuda, primeiramente, a nós mesmos, a nos convertermos a cada dia, a sermos melhores cristãos, na família, no trabalho, na vizinhança, na sociedade, como alguém que, ao estar sempre encontrando-se com o Senhor, consegue, então, encontrá-Lo nos irmãos, seja qual for a religião que estes tenham, ou mesmo se não tiverem. Então, nós O anunciaremos, porém, sem perder as nossas convicções, conversando com todos, exercendo a tolerância, respeitando a todos, mas sabendo em quem nós cremos, em quem depositamos a nossa esperança: em Jesus Cristo, presente na Eucaristia, a nos dar a Sua Bênção, para sempre melhor correspondermos aos Seus sinais em nossa vida, em nossa vocação e em nosso chamado”, concluiu Dom Orani.

A Obra da Adoração Perpétua

“O Pai procura adoradores”, disse Jesus à mulher samaritana. E deseja que sejam verdadeiros, porque - ensina o Mestre - “Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-Lo em espírito e verdade” (Jo 4, 23-24).

Quem visita, a qualquer hora do dia, a igreja dedicada à copadroeira da Arquidiocese do Rio, encontra, altaneiro, o Santíssimo Sacramento, exposto em belíssimo ostensório para a adoração contínua dos adoradores consagrados e demais visitantes.

Pároco há 15 anos da Igreja de Sant’Ana, Santuário Nacional da Adoração Perpétua, o padre José Laudares d’Ávila explicou que “em 13 de maio de 1866, São Pedro Julião Eymard fundou, em Paris, a Congregação do Santíssimo Sacramento (padres sacramentinos), que reúne padres, diáconos e leigos, cuja espiritualidade está centrada na Eucaristia; e, por carisma, promovem o culto e a adoração a Jesus Sacramentado nas celebrações, na liturgia e na caridade social”, contou padre Laudares.

No Brasil, a Obra da Adoração Perpétua teve início no dia 3 de maio de 1926, no arcebispado de Dom Sebastião Leme. Desde então, Jesus Sacramentado é adorado sem cessar, pelos Adoradores Noturnos (somente homens) e pela Guarda de Honra do Santíssimo Sacramento (adoração diurna, composta de homens e mulheres):

“A obra acolhe homens e mulheres que, após um tempo de preparação e razoável experiência presencial, são admitidos nos números dos adoradores consagrados, e assumem o compromisso de, mensalmente, comparecerem um dia para oferecerem uma hora de adoração ao Senhor Sacramentado e participarem dos eventos promovidos, ao longo do ano, pelo santuário, de aprofundamento da espiritualidade eucarística”, explicou o pároco.

Entre os atos oficiais, estão: a primeira quinta-feira e o terceiro domingo de cada mês e, a cada semestre, acontecem dois dias de retiro, durante os quais novos adoradores são admitidos. Os horários para a adoração são: das 6h às 20h, feita pela Guarda de Honra, estando a igreja aberta para todos os visitantes; à noite e durante a madrugada, apenas para os Adoradores Noturnos, das 22h às 5h, período em que a igreja permanece fechada.


Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.