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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/12/2018

18 de Dezembro de 2018

Arquidiocese conclui ordenações diaconais de 2018

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18 de Dezembro de 2018

Arquidiocese conclui ordenações diaconais de 2018

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30/11/2018 10:25 - Atualizado em 30/11/2018 10:25
Por: Raphael Freire / Symone Matias

Arquidiocese conclui ordenações diaconais de 2018 0

Com a intenção de acolher ao apelo missionário feito pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, para que se faça uma promoção vocacional cada vez mais intensa neste Ano Vocacional Sacerdotal, o Seminário Arquidiocesano de São José apresentou mais três seminaristas que foram confirmados pela Igreja e receberam, entre os dias 21 de outubro e 10 de novembro, a ordenação diaconal, com gestos de acolhida de todo o clero.

Os seminaristas José Milton da Conceição Gomes Cardoso, João Lúcio Fernandes dos Reis e Fernando Freire da Silva tornaram-se os mais novos diáconos transitórios, recebendo o primeiro grau do Sacramento da Ordem em preparação para o sacerdócio ministerial. Dentro do processo de formação, o diaconato é praticamente a última etapa para a ordenação, que acontece após a admissão às ordens sacras. Além dos três anos de filosofia e da recepção dos ministérios de acolitato e leitorato, em geral, estão cursando ou concluindo o quarto ano de teologia.

Presididas por Dom Orani João Tempesta, as celebrações foram marcadas pela grande presença de amigos e familiares dos novos diáconos e, principalmente, de fiéis das comunidades paroquiais de origem ou das que trabalharam durante o estágio pastoral.

Ao todo, o Seminário Arquidiocesano de São José apresentou, de agosto a novembro de 2018, dez seminaristas que foram admitidos pela Igreja e receberam a ordenação diaconal.

José Milton da Conceição Gomes Cardoso

No dia 21 de outubro, a Comunidade Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, em Realengo, festejou a ordenação diaconal do seminarista José Milton da Conceição Gomes Cardoso. Rumo ao presbiterato, o jovem, que foi ordenado em sua paróquia de origem, escolheu como seu lema diaconal a passagem bíblica: “Faça-se em mim segundo a vossa palavra” (Lc 1, 38).

“Esta verdade, que definiu para sempre a vida da Santíssima Virgem, hoje ressoa em meu coração com semelhante significando: O ‘sim’ dado a Deus define as escolhas que tomamos e estas, por sua vez, apontam para quem amamos. Desta forma, como um organismo vivo, o itinerário vocacional é constituído de escolhas em prol de um amor oblativo, que nasce, alimenta-se, amadurece, perpetua a espécie e chega a sua consumação. O nascimento desta vocação, longe de se diferenciar das demais, surgiu a partir de um questionamento provocado pela inquietude dos primeiros anos da juventude. A resposta para tão angustiosa dúvida, porém, vem dos cantos mais inesperados, pois assim quer Deus nos impressionar. Desta forma, minha avó foi esse arauto divino que, perguntando-me sobre meu destino, destacou uma verdade que permeou toda minha história: “Um homem sem Deus (religião) é um homem incompleto”. (...) Diante de minha história, agradeço eternamente àqu’Ele que me destinou desde o ventre materno e me chamou pela sua graça; que olhando para mim, e vendo minha pequenez e limitação, achou nelas um motivo a mais para me amar. É Ele o verdadeiro artífice dessa história que hoje ganha um novo capítulo. É Ele que, na encarnação, antecipa-se em buscar o nosso bem; na paixão, nossa remição; na ressurreição, nossa vitória; e que confia, hoje, tão grande dom a tão indigno servo. A Ele louvor, a glória e o poder pelos séculos sem fim! Ressalto também o auxílio materno da Imaculada Virgem Maria! Tomo emprestado sua oração: “Faça-se em mim conforme a sua palavra”; desejoso de, como ela, perpetuar o meu ‘sim’ cotidianamente, com valentia e humildade”, discursou.

João Lúcio Fernandes dos Reis

No dia 3 de novembro, foi a vez dos fiéis se alegrarem com a ordenação diaconal do seminarista João Lúcio Fernandes dos Reis, presidida pelo arcebispo do Rio de Janeiro na Paróquia São Benedito, em Santa Cruz. Entusiasmado pela alegria de poder servir a Deus mais de perto, o novo diácono ressaltou a singularidade e a importância do serviço no altar.

“Posso dizer que minha vocação surgiu através do meu serviço no altar como coroinha. Por esse ofício fui percebendo o chamado de Deus em minha vida. Tudo começou com o batizado dos meus irmãos mais novos, Leonardo e Maria. Nesse dia, uma das responsáveis pela Pastoral do Batismo chamou algumas crianças para ajudar no ofertório com a cestinha. Eu fui um dos escolhidos, e a partir daí comecei a prestar mais atenção nas outras crianças – os coroinhas – que ajudavam o padre no altar. Com o desejo de ser como eles latente em meu coração, fiz de tudo para que minha mãe me inscrevesse no curso de coroinhas. Desde então minha intimidade com o altar do Senhor foi crescendo cada vez mais, e tudo isso fez com que ficasse muito nítido o chamado de Deus em minha vida até que, de fato, não pude mais negar esse convite que o Pai me fez. Olhado para tudo isso, vejo que Deus foi me chamando desde mais jovem e, obviamente, que de maneira imediata, não enxergamos o chamado d’Ele em nossas vidas. Ele sempre vai agindo mesmo quando ainda não temos a noção do seu chamado. É como diz o profeta Jeremias: “Antes que te formasse dentro do seio de tua Mãe, Eu te escolhi””, recordou o diácono João Lúcio.

Fernando Freire da Silva

No dia 10 de novembro, familiares, amigos, fiéis e paroquianos da Igreja Santo André, em São Cristóvão, também louvaram e agradeceram a Deus pela ordenação diaconal do seminarista Fernando Freire da Silva, que trouxe como lema diaconal: “Eis que estou convosco até o fim” (Mt 28, 20). O jovem diácono, de 25 anos, foi provisionado para servir na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na Tijuca, e afirmou não se arrepender de ter se entregado ao chamado do Pai.

“Agradeço a Deus por tudo o que Ele fez por mim, pobre servo não merecedor, ao longo de todos esses anos na caminhada vocacional. Muitos poderiam me perguntar: diácono, você se arrepende de ter se entregado ao chamado de Deus? E eu diria: não! Pois, mesmo que a caminhada tenha sido muito difícil, com o passar do tempo consegui perceber que tudo fez parte dos planos de Deus para que hoje eu estivesse aqui todo entregue em suas mãos. Costumo dizer que minha história vocacional foi um jeito que Deus escolheu para me salvar, e assim, poder ajudar outros irmãos a encontrá-Lo. Minha história certamente poderá revelar hoje a tantos outros jovens que o chamado quem faz é somente Deus e que Ele, livremente, escolhe quem quer e quando quer. A Paróquia Santo André começou a realizar as santas missões na comunidade Parque Alegria, no Caju, e visitando as casas das famílias para evangelizar e rezar o Santo Terço despertou em mim à vontade de ser um missionário e sair pelo mundo afora, levando a Palavra de Deus para as pessoas. Eu tinha apenas 16 anos, mas já sentia a necessidade de levar os sacramentos da Igreja para as pobres almas daqueles lugares que visitávamos e, assim, começou a passar pela minha cabeça: ‘será que Deus está me chamando para ser padre?’. Fui para casa, e com o passar dos dias o chamado só ia aumentando, até que um dia decidi conversar com o sacerdote. Passaram-se anos. Foram tempos de lutas, falhas e exaustivas horas de estudos, mas também de muitas alegrias no amadurecimento espiritual e humano, em cada passo dado em direção à concretização do chamado divino, pois um dia Ele fez um convite a um jovem que nem pensava n’Ele, mas que hoje está aqui imensamente feliz. Minha vida ganhou sentido no servir a Deus e a meus irmãos, e agora como diácono da Santa Mãe Igreja, muito mais será a alegria no santo serviço. Agradeço a todos, e podem sempre contar com minha amizade e oração”, afirmou diácono Fernando Freire.

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