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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 14/12/2018

14 de Dezembro de 2018

Província Eclesiástica do Rio realiza encontro com seminaristas

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Província Eclesiástica do Rio realiza encontro com seminaristas

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23/11/2018 11:11 - Atualizado em 23/11/2018 11:11
Por: Priscila Xavier / Pascom do Seminário de São José

Província Eclesiástica do Rio realiza encontro com seminaristas 0

Unidade, sinodalidade da Igreja, escuta e o discernimento foram os temas que conduziram o primeiro encontro dos seminaristas da Província Eclesiástica do Rio de Janeiro, pertencente ao Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), composta pela Arquidiocese do Rio de Janeiro e pelas dioceses de Barra do Piraí-Volta Redonda, Duque de Caxias, Itaguaí e Nova Iguaçu e Valença. O encontro aconteceu na Casa São Francisco de Sales, no Riachuelo, no dia 15 de novembro. Os encontros serão regionais e provinciais, intercalados a cada ano, portanto, o próximo encontro, em 2019, será regional, igual ao de 2017.

Houve missa presidida pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, e concelebrada pelos bispos das dioceses de Duque de Caxias, Dom Tarcísio Nascentes dos Santos, e Valença, Dom Nelson Francelino Ferreira, e pelo bispo coadjutor de Nova Iguaçu, Dom Gilson Andrade da Silva.

Também estiveram no evento o reitor do Seminário Arquidiocesano de São José, cônego Leandro Câmara, o reitor do Seminário Propedêutico Rainha dos Apóstolos, padre Adriano de Abreu Figueira, e o reitor do Seminário Missionário Arquidiocesano Redemptoris Mater, padre André Nascimento Silva.

“O encontro dos seminaristas da Província Eclesiástica do Rio de Janeiro é uma bela ocasião para que as futuras gerações de presbíteros cresçam em amizade e fraternidade. Nesta experiência de comunhão, os seminaristas tendem a crescer, também, em suas visões eclesiais, ao terem contato com a realidade de cada diocese com suas características e desafios próprios. Nós, formadores, já fazemos essa experiência de partilha e comunhão através dos nossos encontros periódicos de formação. Ao final do encontro, um sentimento comum entre os seminaristas, nós, formadores e os bispos: era de gratidão pelo dia tão agradável que passamos juntos. Que os frutos deste encontro edifiquem cada vez mais nossos seminários em sua missão formativa”, disse o cônego Leandro Câmara.

‘Uma Igreja unida no mesmo ideal’

De acordo com Dom Orani, essa é uma oportunidade para renovar o ardor vocacional para continuar a caminhada missionária. “Somos chamados para, a partir de nossa realidade, ver a importância da evangelização, percebendo que o meio é nossa missão. O Senhor nos proporcionou um belo encontro, de reconhecimento mútuo, fraternidade e ainda mais motivação para continuarmos, cada um em sua diocese, com renovado ardor e disposição para continuar servindo, levando adiante o chamado dessa missão”, disse.

Dom Nelson destacou a necessidade de criar amizades fortificadas em Cristo para, a partir de então, vivenciar uma ação evangelizadora. “Esses momentos são fundamentais para diminuir distâncias, encurtar diferenças e construir o perfil de uma Igreja unida no mesmo ideal. Nosso intuito é criar laços de amizade porque, a partir de uma amizade fortificada, pode-se erguer uma ação evangelizadora. É necessário que vivamos tal qual uma pastoral orgânica”, afirmou.

Para Dom Tarcísio, o encontro “é sempre um momento de convívio e comunhão entre todos os seminaristas da província, que vivem essa resposta ao amor de Deus, que os convida ao sacerdócio. É um processo formativo, e esse momento em que estamos juntos é fundamental para que, cada vez mais, aproximemos os seminaristas. Sabemos que a vida cristã é de comunidade, e o exercício do ministério supõe um empenho de comunhão, o qual ajudará muito o nosso povo”, sublinhou.

‘Caminhar juntos’

A pregação foi feita pelo bispo coadjutor de Nova Iguaçu, Dom Gilson, um dos bispos brasileiros que participou do Sínodo da Juventude, que aconteceu em outubro desde ano, no Vaticano.

Ele refletiu sobre os principais pontos abordados no Sínodo, entre eles a sinodalidade da Igreja – que seria viver em estado de concílio, promovendo a participação de todos os batizados –, além da necessidade de escutar a juventude, tarefas as quais serão os desafios para os futuros presbíteros da Igreja.

Segundo Dom Gilson, a criação de amizades firmadas em Deus e a unidade entre os sacerdotes contribuem para a melhor vivência dessa nova realidade. “A experiência de fé é, sobretudo, uma experiência de amizade. Encontros como esse, que reúnem seminaristas de várias dioceses, ajudam, primeiro, a fazer esta realidade presente: somos amigos e juntos estamos numa mesma missão. O importante é que, apesar de estarmos em dioceses distintas, estamos realizando a missão da Igreja em unidade. O Papa tem insistido nesse ‘caminhar juntos’, e essa é uma resposta concreta que damos. Seguir Jesus e respondê-Lo através do sacerdócio dão muita alegria ao coração”, completou.

‘No caminho de Cristo’

Cursando o 3º ano de teologia no Seminário Diocesano Paulo VI, em Nova Iguaçu, o seminarista João Victor Basílio afirmou que “participar desse encontro é uma motivação, porque é momento de nos conhecermos e também conhecermos as histórias dos demais seminários, além das mais diversas realidades, por meio das partilhas. O encontro girou em torno do Sínodo, no qual Dom Gilson deixou-nos claro o apelo da Igreja à juventude. Dessa forma, é uma alegria que os futuros sacerdotes da Igreja possam experimentar esse ambiente sinodal”, disse.

Segundo Daniel Cezar de Faria, que cursa o primeiro ano de teologia no Seminário Dom Oscar Romero, na Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda, “é muito bonito vermos tantos jovens de realidades, histórias e idades diferentes, mas tocados pela graça de Deus para essa vocação. Seremos os pastores do amanhã, que orientarão, não somente os jovens, mas toda a Igreja, sendo também discípulos de Jesus Cristo. O que nos fica é o desafio da escuta empática, a fim de dar, não respostas prontas, mas de nos colocarmos no caminho de Cristo”, ressaltou.

Também cursando o primeiro ano de teologia, porém no Seminário Santa Maria Maior, em Duque de Caxias, o seminarista Danielson Cledisvan de Souza destacou que “é uma alegria estar aqui, vivendo esse tempo de confraternização, nós que seremos futuros sacerdotes, servindo ao rebanho de Deus. Todos caminhamos para uma única unidade. Que com os frutos do Sínodo possamos fazer com que as palavras do Papa, que brotam do coração de Jesus, possam alcançar muitas pessoas, a começar por nós, a partir da conversão pessoal. Que nosso testemunho vivo possa ser um canal em direção a Jesus Ressuscitado”, completou.

Já para o seminarista Waiss Lucas Barboza Coelho, que cursa a etapa de filosofia 1, na Diocese de Itaguaí, “a possibilidade de transpor as distâncias territoriais e conhecer as mais diferentes realidades foi o que mais me chamou atenção nesse encontro. Por vezes, já havia pensado que deveria me ater somente às necessidades de minha diocese, mas esse dia foi de grande valia para que pudesse reconhecer a riqueza de minha diocese, na porção do povo que nos foi confiado, mas também naquelas dioceses que estão ao meu redor. Espero poder colher ainda mais frutos, a fim de que nossa evangelização possa crescer, alcançando ainda mais o povo de Deus”, acrescentou.

O seminarista Lucas Magela Stael Gomes, do Seminário São João XXIII, em Valença, frisou que “estivemos reunidos enquanto província, e partilhamos de memórias, realidades e histórias vocacionais, principalmente nesse momento em que os bispos acabaram de estar reunidos com o Papa para o Sínodo. Dom Gilson nos apresentou a questão de a Igreja ser sinodal no seu todo, começando por nós, seminaristas, para que como futuros presbíteros, possamos levar isso no coração”, relatou.

Já o seminarista Gleiciano de Freitas da Silva, do Seminário Arquidiocesano de São José, no Rio de Janeiro, destacou que “nosso primeiro encontro foi muito importante, porque sela nos futuros sacerdotes a necessidade de viver em unidade, além de conhecer as diversas realidades, ainda que todos estejam na mesma província. O encontro nos mostrou, através de Dom Gilson, a necessidade de termos um olhar diferente para com a juventude”, finalizou.


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