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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/11/2018

19 de Novembro de 2018

Seminário Nacional de Escotismo Católico

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09/11/2018 11:47 - Atualizado em 09/11/2018 11:47
Por: Flávia Muniz / Symone Matias

Seminário Nacional de Escotismo Católico 0

O Centro Cultural do Movimento Escoteiro do Rio de Janeiro (CCME) vai sediar a 1ª edição do Seminário Nacional de Escotismo Católico, com o apoio da Arquidiocese do Rio de Janeiro e da União dos Escoteiros do Brasil. O encontro acontecerá entre os dias 15 e 17 novembro. Haverá missa de abertura, no dia 16, no Santuário Cristo Redentor, às 8h. O encerramento será na Ilha de Boa Viagem, em Niterói, com missa, às 19h, na Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem.

O coordenador nacional do escotismo católico, André Torricelli, explicou que o evento terá a presença do capelão assistente mundial, padre Jacques Gagey, do capelão assistente nacional, padre Hugo Marcel Marcelino Galvão, da Arquidiocese de Natal-RN, e do padre Jair Freitas Guimarães, assistente eclesiástico para o escotismo na Arquidiocese do Rio. O encontro reunirá escotistas católicos e interessados no tema para um circuito de palestras e debates.

“Abordaremos diversos temas de interesse para quem trabalha com a juventude, na faixa etária que compreende a idade de escoteiros. Vamos falar sobre as atividades em que o escotismo pode colaborar com a Igreja, como: o seu sistema de especialidades e conquistas, os acampamentos, enfim. E vamos trocar ideias e experiências, aprender uns com os outros, inclusive, pela presença de escoteiros de outros países e de outros estados”, disse Torricelli, que é também representante da Conferência Internacional Católica de Escotismo (CICE) para o Cone Sul.

Ex-coordenador nacional dos escoteiros durante a JMJ-Rio2013, André acredita que a importância desse seminário para o escotismo católico é que “esse evento traz uma chama, uma luz, pela troca de experiência, que amplia os horizontes dos chefes escoteiros e dos demais para que pratiquem a fé católica dentro do movimento escoteiro”, ressaltou.

Capelania nacional e a arquidiocese

Tendo o arcebispo de Botucatu (SP), Dom Maurício Grotto de Camargo, como bispo referencial do movimento no Brasil, a Arquidiocese do Rio foi escolhida para sediar a capelania nacional do escotismo católico. O capelão nacional, padre Hugo Galvão, explica que “o coordenador nacional do escotismo católico, André Torricelli, é carioca e o atual presidente do Centro Cultural do Movimento Escoteiro. Por isso, vimos como uma primeira proposta instalar a sede da capelania no Rio, já que o CCME resguarda toda a história do movimento escoteiro no Brasil. Eu venho, então, auxiliar nesse processo de aproximação do movimento com o clero e as paróquias, ajudando, também, o capelão assistente arquidiocesano, padre Jair Guimarães”, disse padre Hugo.

Convidado desde o diaconato permanente, padre Jair revelou que foi escoteiro dos 10 aos 18 anos, só deixando o escotismo em função dos estudos e, posteriormente, da vida matrimonial. Durante o evento, sua palestra abordará o tema: “Família, escotismo e o mundo de hoje”: “O escotismo preza pela família. Quando Robert Baden-Powell criou o movimento em 1907, uma das suas preocupações foi colocar Deus no texto da promessa. Falar de Deus e não falar de família é algo inimaginável. Deus tem um olhar todo especial para ela, e enviou Seu Filho para nascer no seio de uma família. E, no mundo de hoje, em que se quer cada vez mais esconder a Palavra de Deus, bem como o próprio Deus e os seus valores, então, para o escotismo, isso é um tema muito oportuno e relevante” explicou.

Segundo o padre Jair, a organização do movimento no âmbito católico está sendo um processo ainda difícil, devido ao pouco entrosamento entre os chefes e os párocos. Com relação ao trabalho junto ao capelão nacional, suas expectativas são “de que o escotismo católico se desenvolva cada vez mais, em todos os sentidos, mas, em especial, nas igrejas e entre os jovens que, tantas vezes, estão procurando algo que os preencha, e, com isso, afastá-los de outros chamarizes que os atraem. Para o escotismo, levar Deus aos jovens é muito importante”, concluiu.

Escotismo e vocação

Escoteiro desde os 13 anos, o capelão nacional, padre Hugo Marcel, contou que foi sênior, pioneiro e chefe, trabalhando com crianças e jovens  dos 6 anos (lobinhos) até os 17 anos. Segundo ele, a presença do então assistente eclesiástico do grupo escoteiro universitário de que fez parte, no Rio Grande do Norte, foi marcante, também, para a sua experiência com Deus e motivou sua vocação:

“Eu cursei filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, antes de entrar no seminário. Monsenhor João Penha Filho era um homem apaixonado pelo escotismo. E, por causa dos encontros, fui adquirindo uma maior proximidade com Deus. Quando me deparei com minha realidade interior, a descoberta de que Deus, de fato, existe, eu logo procurei o sacerdócio. A descoberta da minha fé em Deus nasceu junto com a minha vocação; ou antes, ela nasceu junto com meu acreditar efetivamente na existência de Deus”, recordou.

A partir daí, foram cerca de 15 anos até a ordenação. Segundo padre Hugo, na sua experiência pessoal, escotismo e sacerdócio se complementam e se enriquecem mutuamente:

“Ser escoteiro e sacerdote implica também amar o próximo como Jesus quis. Eu sou um bom padre, sendo um bom escoteiro, ou como um bom escoteiro eu sou um bom padre? Na verdade, as duas coisas se complementam: eu não preciso ser escoteiro para ser um bom padre, porém, por ser um bom escoteiro, eu me torno, também, um bom padre. Isto auxilia o meu ministério, tendo em vista a mensagem de Jesus para amar a Deus sobre todas as coisas e amarmos o próximo como a nós mesmos”, concluiu padre Hugo.

Escoteiros na JMJ

Enviados, desde a Jornada Mundial da Juventude do Rio, pelo Papa Francisco - que é escoteiro e foi capelão do movimento nacional, na Argentina -, os escoteiros do Brasil têm atuado em convênios com os comitês locais da JMJ e o comitê interamericano de escotismo. Padre Hugo explicou que “além da organização mundial, existem as organizações continentais e nacionais do movimento e, neste convênio, esperamos levar cerca de mil escoteiros voluntários para a Jornada no Panamá. É um pedido do Papa, para que - independente de religião - os escoteiros participem. A JMJ não é para o escotismo, mas o escotismo é para a JMJ”, disse o capelão nacional.

Inscrições e credenciamento

A abertura solene e o credenciamento para o Seminário Nacional acontecerá no dia 15, às 20h, na sede do Centro Cultural do Movimento Escoteiro, na Rua 1º de Março, 112 - Centro, Rio de Janeiro. A inscrição pode ser feita através do site da União dos Escoteiros do Brasil: www.escoteiros.org.br e custa R$ 50 para os três dias. Também no site é possível acessar a programação detalhada do evento. Outras informações, pelo telefone: 99269-6784.  

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