Arquidiocese do Rio de Janeiro

32º 23º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/11/2018

19 de Novembro de 2018

Nunzio Sulprizio: jovem, operário, santo

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

19 de Novembro de 2018

Nunzio Sulprizio: jovem, operário, santo

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

09/11/2018 11:42 - Atualizado em 09/11/2018 11:42
Por: Da redação

Nunzio Sulprizio: jovem, operário, santo 0

Entre os santos canonizados pelo Papa Francisco no dia 14 de outubro, por ocasião do Sínodo dedicado aos jovens, estava o operário italiano Núncio Sulprizio, de 19 anos.

Considerado protetor dos portadores de deficiência e vítimas do trabalho, ele foi elevado à glória dos altares juntamente com Paulo VI, que o beatificou, em 1° de dezembro de 1963, durante o Concílio Vaticano II.  O decreto de sua beatificação tinha sido aprovado pelo Papa João XXIII, em 7 de março de 1963, mas não pôde presidir a cerimônia, pois veio a falecer em 3 de junho. Já o Papa Leão XIII, ao emitir o decreto sobre a heroicidade das virtudes, o propôs como modelo da juventude operária.

Natural da Província de Pescara, Núncio morreu no dia 5 de maio de 1836, acometido por um tumor ósseo, causado, provavelmente, pelas terríveis condições de trabalho, às quais foi submetido pelo tio na sua serralheria.

Misteriosos aspectos

O milagre, que levou este humilde operário de Abruzzo à santificação, consiste na cura de um jovem de Taranto, no sul da Itália, gravemente ferido em um desastre de moto, que o deixou em coma e em estado vegetativo.

Os pais do jovem, que levavam sempre em sua carteira a imagem do Beato Núncio Sulprizio, pediram uma relíquia sua à paróquia de São Domingos Soriano, em Nápoles, onde descansam seus restos mortais.

A relíquia foi colocada na UTI, onde se encontrava o jovem de Taranto, para que o Beato intercedesse junto a Deus pela sua cura. Além do mais, o pai molhou o rosto do rapaz em coma com  água benta, trazida da Fonte Riparossa, onde o Beato Núncio, quando criança, lavava sua perna com gangrena.

Após alguns dias, o pessoal sanitário comunicou que o rapaz não precisava mais de reanimação. Em quatro meses, o jovem saiu do estado vegetativo, recuperou rápida e estavelmente as funções neurológicas e mentais, sem ficar inválido.

Uma vida de sofrimento desde a infância

A vida de Núncio Sulprizio foi marcada por grandes sofrimentos, vividos com fé e obediência à vontade de Deus. Ao perder seus pais, quando tinha apenas quatro anos, e depois também a avó materna, com nove anos, foi acolhido por um tio, Domenico Luciani, que o tirou da escola e o explorou impiedosamente em sua serralheria como ferreiro aprendiz; obrigava-o a carregar pesos por quilômetros, apesar do frio e do calor. Mas, sempre que podia, o jovem se refugiava diante do Tabernáculo para fazer companhia a Jesus.

Nesta situação, Núncio logo adoeceu. Acometido por uma gangrena na perna, foi levado para o hospital em L’Aquila, onde ficou durante três meses. No entanto, ele oferecia todas as suas dores agudas ao Senhor.

Verdadeiro anjo e mártir

Em 1832, ele mudou-se para Nápoles, a pedido de um outro tio, Francesco Sulprizio e ali, devido ao interesse do coronel Felice Wochinger, que passou a gostar dele como um filho. Foi assistido, inicialmente, no hospital dos incuráveis e mais tarde no Marchio Angioino.

Aos 15 anos, Núncio era considerado um verdadeiro ‘anjo’ de dor e de amor por Cristo: um pequeno mártir. Suas condições de saúde melhoram, deixou as muletas, mas passou a se segurar em um bastão. Entretanto, Núncio se dedicava aos doentes, que os consolava, dizendo: “Estejam sempre com o Senhor, origem de todo bem. Sofram, com alegria, por amor a Deus”.

Não obstante, Núncio queria consagrar-se a Deus, mas em fins de 1835, sua saúde piorou: ele tinha câncer nos ossos. Seus sofrimentos eram indescritíveis, mas os médicos renunciaram a amputar sua perna, por estar muito debilitado.

Quando morreu, após ter-se confessado, um perfume de rosas espalhou-se no recinto.

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.