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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/11/2018

19 de Novembro de 2018

O “grito” da terra e dos pobres espera ser escutado

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19 de Novembro de 2018

O “grito” da terra e dos pobres espera ser escutado

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08/11/2018 11:04 - Atualizado em 08/11/2018 11:04
Por: Vatican News

O “grito” da terra e dos pobres espera ser escutado 0

Um livro muito precioso, que reúne as atas do Simpósio Internacional “Laudato si’ – O cuidado da casa comum, uma conversão necessária à ecologia humana”, centralizado no tema do desenvolvimento sustentável, único caminho para dar um futuro ao planeta Terra, realizado em 2017, de 29 de novembro a 1º de dezembro , em San José na Costa Rica.

A iniciativa na Costa Rica foi promovida pela Fundação Joseph Ratzinger-Bento XVI junto com a Universidade Católica local. O livro foi apresentado pelo padre Federico Lombardi e por Dom Mario Quirós, respectivamente presidente e grão-chanceler das duas instituições promotoras.

O ensaio é fruto de um trabalho realizado por 700 participantes do encontro, que ouviram, discutiram e propuseram ideias e planos de ação: acadêmicos e professores, políticos e administradores, sacerdotes, religiosos e religiosas, pesquisadores e estudantes, agentes pastorais e sociais, empresário e delegados de instituições governamentais e não governamentais.

Entre os relatores Dom Fernando Chica Arellano, Observador permanente da Santa Sé junto à FAO, que comenta ao Vatican News o trabalho realizado.

Dom Fernando: Este encontro tem como objetivo reiterar que a Laudato si' é um documento que pode oferecer uma luz muito importante aos fóruns internacionais. Ou seja, a palavra do Papa, mesmo nestes ambientes multilaterais, cria consenso, cria pontos, indica soluções aos problema do mundo atual. É uma palavra viva, consultada e escutada. A Laudato si’ – e sou testemunho disso – muitas vezes é citada em nossas reuniões como uma proposta válida para o nosso mundo, que infelizmente têm tantos problemas, como evidenciou o Papa no texto, e hoje, essas propostas são mais vivas do que nunca.

Depois de três anos da publicação da Encíclica Laudato si’ e a um ano do Símpósio quais são os aspectos mais destacados pelos fiéis e pelas pessoas que leram ou ouviram falar do texto que podemos considerar, revolucionário?

Dom Fernando: Uma das coisas que mais impressionam na Encíclica é a compreensão do texto por parte de todos. O Papa tem uma linguagem profética, audaciosa, clara, chama as coisas pelo nome, não é uma linguagem indireta. E isso é um grande serviço que o Papa presta à Igreja e à humanidade, porque em muitos ambientes não se fala assim, com veracidade e a clareza do Papa.

Então, o primeiro serviço que o Papa oferece com a Laudato si’ é a identificação do problema, chamar as coisas pelo próprio nome; como segundo serviço, que considero muito importante, é o chamado para assumirmos a dor dos pobres e da Terra; quer dizer, para encontrar soluções dos problemas do nosso mundo não podemos nos contentar com belas palavras, reuniões e pronunciamentos abstratos… É preciso envolver todos: cada um de nós pode oferecer alguma coisa para que o nosso mundo melhore. Portanto a Encíclica é um chamado a todos para que ninguém fique para trás, indiferente, feche os olhos, a mão, diante do problema dos pobres e naturalmente do nosso mundo.

Quais as medidas que se espera para poder colher concretamente o grito da Terra e o grito dos pobres, apelo lançado pelo Papa Francisco e que teve repercussão mundial?

Dom Fernando: Ao falar de grito, o primeiro pensamento é para o verbo “escutar”. Portanto a Terra continua a gritar, os pobres continuam a gritar. Deus escuta o grito dos pobres, mas os homens parece que não! Nós homens estamos concentrados no nosso ego, no nosso eu, no nosso ambiente, limitados aos nossos problemas familiares, domésticos e não somos capazes de levantar a cabeça, abrir os olhos e ver que há outras pessoas com situação pior do que a nossa.

Porém, não podemos só escutar, temos que agir, procurando verdadeiramente soluções para o problema da pobreza, não apenas pelos pobres, mas por aqueles que virão depois de nós, porque os problemas do mundo de hoje não são apenas dos menos privilegiados, dos esquecidos da terra, mas são principalmente problemas para as futuras gerações, que não podem encontrar um mundo destruído, um deserto, no lugar de um lindo jardim que Deus pensou quando criou este mundo.


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