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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/11/2018

19 de Novembro de 2018

Pastoral de Favelas lança seu primeiro livro

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06/11/2018 11:13 - Atualizado em 06/11/2018 11:14
Por: Nathalia Cardoso

Pastoral de Favelas lança seu primeiro livro 0

A Pastoral de Favelas lançará seu primeiro livro, intitulado “Por uma moradia digna (Manual) - Vida apesar de tudo”, no dia 17 de novembro, pela proximidade com o Dia Mundial dos Pobres, 18 de novembro. O lançamento também marca a comemoração dos 40 anos da Pastoral de Favelas e os 36 anos de ordenação do coordenador da pastoral, monsenhor Luiz Antônio Pereira Lopes, ordenado no dia 12 de outubro de 1982.

O lançamento do manual será durante um fórum com as pastorais sociais, na sede da Mitra Arquidiocesana, o Edifício São João Paulo II, na Glória. E haverá um segundo momento na Basílica Santuário da Penha, no dia 2 de dezembro, com os moradores das favelas do Rio de Janeiro.

Manual

O livro conta um pouco da história da pastoral, e partiu da intenção de deixar escrito na história da Igreja do Rio o registro do começo e do desenvolvimento da pastoral, até hoje. Monsenhor Luiz Antônio foi o organizador, mas o texto é composto por documentos e artigos acumulados ao longo dos 40 anos de existência da Pastoral de Favelas.

“Se alguém, portanto, quiser fazer um grupo de Pastoral de Favelas conta, nesse documento, com a história passada e a história presente, além de orientações sobre o que podemos construir. Nós costumamos fazer nossas reuniões dentro das próprias favelas. Tem um capítulo dedicado aos riscos que corremos, mas, ao mesmo tempo, a um incentivo à coragem que devemos ter porque o pobre precisa da presença da Igreja. Nossa intenção é que esses grupos da pastoral se multipliquem cada vez mais dentro das favelas do Rio de Janeiro”, explicou o sacerdote.

Segundo ele, os próprios membros da pastoral e pessoas de fora “cobravam” que fosse feito um compilado com as informações contidas no livro. Foi então que decidiram fazer um manual, um livro mais didático.

Um segundo livro já está à vista. Desta vez, mais científico, composto de estudos e artigos sobre a pastoral. “Esse é para o povo, para ajudar a montar a pastoral em seus locais”, explicou. “Não fizemos antes por falta de patrocinador, porque é um tipo de livro que ninguém compra e também não queremos vender e, sim, doar para que as pessoas tenham acesso a essas informações”, contou.

Na primeira parte está o histórico da pastoral desde quando começou, em 1977, com a ameaça de despejo dos moradores da favela do Vidigal. Na segunda parte está a conceituação: Por que se chama Pastoral de Favelas e não Pastoral das Comunidades ou de Habitação?

“Entendemos que o nome é muito forte, caracteriza e dá identidade a esse tipo de trabalho. É uma pastoral que quer estar no meio dos pobres, defendendo-os, levando em conta aquilo que o Papa Francisco disse na favela de Varginha e que está presente no Documento de Aparecida: a Igreja tem que ser promotora da justiça e advogada dos pobres. Tem que promover a justiça e defender aqueles que não têm quem os defenda”, afirmou.

Para ele, a Igreja está presente em cada canto do Brasil e pode se utilizar dessa presença para transformar a situação difícil do direito à moradia, que muitas vezes é desrespeitado. Essa, entre outras questões, é debatida no livro, uma vez que também é propósito da pastoral ajudar pessoas a terem acesso a direitos e serviços básicos, como, por exemplo, de saúde e educação.

“Existem reflexões e orientações para cada uma das situações que podem se apresentar às pessoas que vivem na comunidade. Existem respostas à pergunta: como podemos trabalhar para que o estado nos forneça acesso a serviços básicos? Usamos textos bíblicos e, junto, trazemos os endereços das secretarias e explicamos quem e quais instituições são responsáveis por quais serviços. Claro que ainda não está completo, porque existe muita coisa, mas é um início”, concluiu.

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