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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/11/2018

19 de Novembro de 2018

Jovens crismados e crismandos fazem a festa no DNJ 2018

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19 de Novembro de 2018

Jovens crismados e crismandos fazem a festa no DNJ 2018

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01/11/2018 10:41 - Atualizado em 01/11/2018 10:41
Por: Flávia Muniz

Jovens crismados e crismandos fazem a festa no DNJ 2018 0

No espírito e no embalo do Sínodo dos Bispos sobre os jovens que estava sendo concluído em Roma, a juventude da Arquidiocese do Rio de Janeiro se reuniu durante todo o dia 27 de outubro no Centro Social, Cultural e Pastoral Dom Orani Tempesta (CCSP), em Irajá, no Vicariato Suburbano, para mais uma edição do Dia Nacional da Juventude (DNJ). O encontro contou com a participação de cerca de 500 jovens e, este ano, teve uma programação verdadeiramente sinodal: o Setor Juventude da Arquidiocese do Rio e a Iniciação à Vida Cristã de jovens e adultos realizaram, juntos, o DNJ 2018, reunindo crismados e crismandos de diversas expressões de juventude da arquidiocese.

Missa festiva

Com o tema: “Juventude construindo uma cultura de paz”, o encontro teve início às 9h, e terminou com missa às 15h, presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta e concelebrada pelo assistente eclesiástico do Setor Juventude, padre Jorge dos Santos Carreira, pelo anfitrião e pároco da Paróquia Nossa Senhora da Apresentação, padre Renato Martins Gonçalves, pelo vigário episcopal do Vicariato de Jacarepaguá, cônego Robert Józef Chrzaszcz, pelo pároco da Paróquia São José, em Barros Filho, padre Vicente de Paula Martins, e pelo pároco da Paróquia São João Paulo II, no Caju, padre Marcelo Henrique Freitas.

Animação

A primeira parte do evento teve enfoque no encontro com a pessoa do Ressuscitado, mediante a adoração eucarística. O Santíssimo Sacramento foi entronizado e permaneceu exposto, durante todo o dia, para a adoração. Além de muita música e animação com ministério formado por músicos ligados ao Setor Juventude, os cantores católicos Aline Venturi e Jair Sena também marcaram presença, animando as caravanas que iam chegando.

Testemunhos

Ainda pela manhã, os jovens puderam ouvir dois testemunhos, sendo o primeiro numa perspectiva vocacional, com o seminarista Leonardo Rego, do Seminário Arquidiocesano de São José, e o segundo testemunho foi da jovem leiga Camila Bertine, coordenadora da catequese de jovens e adultos da Paróquia Nossa Senhora do Loreto, em Jacarepaguá, que falou sobre o alcance do seu trabalho pastoral junto às famílias e nos meios em que estão inseridos os jovens.

Experiência concreta

A coordenadora arquidiocesana da Iniciação à Vida Cristã de jovens e adultos, Jandira Ferreira, avaliou a participação da Iniciação à Vida Cristã no DNJ e nas ações de evangelização do Setor Juventude como significativa, já que, segundo ela, “a iniciação à vida cristã está na vida da comunidade e na vida da Igreja, e, de fato, caminha junto com os outros segmentos pastorais. Foi muito bom perceber, durante o encontro, que, num determinado momento, eles já estavam tão articulados, que não era mais possível distinguir quem era crismando e quem era crismado. Ficamos muito felizes e satisfeitos. Queremos que, nos próximos eventos, haja a oportunidade de trabalharmos mais uma vez com o Setor Juventude e de trazer cada vez mais jovens para a experiência concreta do encontro com Jesus Cristo vivo e Ressuscitado”, disse ela.

Juventude na escola de Maria

Após o almoço, o comediante católico Flávio Borges arrancou boas gargalhadas dos jovens e do clero presente com o seu stand up comedy. O riso, porém, deu novamente lugar à seriedade, quando o bispo animador do Setor Juventude, Dom Paulo Alves Romão, abordou os dramas existenciais que sofrem os jovens, apresentando a vocação e missionariedade de Maria como referencial para a juventude.

“A grandeza de Maria está em que, ao ser tocada pelo mistério de Deus, parte para servir Sua prima Isabel, por amor. Atravessou montanhas, grandes distâncias, para servir Isabel que a acolhe e também serve com amor, porque quem faz experiência do amor de Deus não sabe fazer outra coisa senão responder com amor, no serviço, o coração se escancara, e você não consegue mais ficar indiferente a ninguém, o fruto é a caridade, o dom de si. E, para onde vai, também experimenta amor, ali onde o amor também tem lugar”, pontuou Dom Paulo.

Aos sentimentos de baixa autoestima, insatisfação e infelicidade que acometem a juventude nos dias de hoje, ao ponto do suicídio, Dom Paulo contrapôs o testemunho de Maria, como jovem que, consciente de sua pequenez, fragilidade e do seu próprio nada - sentimentos muito comuns na juventude - tinha esta consciência sem presunções nem cinismo e muito menos tristeza.

“O coração de Maria era escancarado para uma espera, porque tinha desejos de um amor, bondade e justiça infinitos. Quem é pequeno só pode ser salvo da tristeza quando se escancara numa espera e não por qualquer coisa, mas uma espera no Senhor. Dentro do cosmos, somos um nada, mas um nada escolhido, preferido, amado. O mistério da vida humana é o mistério de uma luta: ou ficamos do lado do Filho da Virgem ou ficamos do lado dos filhos gerados pelo pai da mentira. E aqueles que, pelo Batismo, já pertencem a Jesus Cristo têm onde colocar sua esperança. Portanto, ‘não tenhais medo’, somos filhos do Pai Eterno, porque pertencemos a Jesus Cristo, e o céu é uma garantia”, finalizou Dom Paulo.

Juventude e Sínodo

A missa de conclusão do evento teve início às 15h, presidida por Dom Orani que, na homilia, destacou a convergência do DNJ com o encerramento dos trabalhos do Sínodo dos Bispos sobre os jovens, em Roma.

“O grande diferencial deste Sínodo foi o testemunho dos jovens, com os seus depoimentos. Eles testemunham a sua identidade com Cristo, a sua alegria de ser cristãos, seus valores e o trabalho que realizam, como presença pastoral em todos as regiões do mundo. Nós agradecemos a Deus por podermos estar unidos e ver também esses testemunhos em nossa arquidiocese, que têm muitas experiências bonitas de encontro com Cristo, de uma vida cada vez mais renovada no Senhor. E pedimos a Deus que o Espírito Santo, cada vez mais, fortaleça cada jovem que passou por este evento e também os que aqui não vieram, para que possam contagiar, com a sua vitalidade, nos vicariatos, nas foranias, nas suas paróquias, por toda essa cidade, muitos outros jovens com o bem e a alegria cristã. A Igreja, com este Sínodo, demonstra a sua confiança na juventude, dando-lhe uma missão: ser testemunha de Jesus Cristo”, concluiu Dom Orani.

Depoimentos

Anfitrião do evento, padre Renato Martins manifestou que “o Setor Juventude é um segmento pelo qual eu tenho um grande carinho, porque fui seu primeiro assistente eclesiástico, naqueles momentos que antecederam a Jornada Mundial da Juventude, em nossa cidade. Que Deus abençoe cada dia mais a missão do padre Jorge Carreira, que leva o setor com tanta alegria e vibração, e a dos nossos jovens na Arquidiocese do Rio”, desejou padre Renato.

Protagonismo

Na avaliação do assistente eclesiástico do Setor Juventude, padre Jorge Carreira, “o DNJ deste ano é um marco, uma profecia de Deus, por um tempo de paz, num contexto de violência e tribulações que está atingindo as famílias e, por extensão, os jovens, que acabam se metendo em armadilhas espirituais e sociais. Então, o tema deste ano foi de ânimo para os jovens que estão sofrendo nas suas famílias, na sociedade e também nas nossas paróquias. Tudo o que foi experimentado por nós, aqui, veio como um alento de Deus. Alinhados com o Sínodo dos Bispos, em Roma, propusemos também dois testemunhos, pois a Igreja não quer mais fazer uma teologia pastoral para o jovem, sem o jovem, que, afinal, é um fiel batizado e crismado, portanto, alguém cheio do Espírito Santo inserido no mundo, capacitado a discernir entre o bem e o mal e a ser protagonista e apóstolo na vida de outros jovens. Ele pode ser o Evangelho palpável na vida de outros jovens que, sem isso, permaneceriam sem rumo”, disse ele.

Tempo para ouvir

A coordenadora da Pastoral da Juventude arquidiocesana, Caroline Gomes, analisou que o DNJ 2018 exaltou “o protagonismo da juventude, com jovem falando para jovem: um seminarista e uma leiga da Pastoral da Juventude, compartilhando suas experiências e angústias. É um ano muito importante para nós. O Papa e os bispos do mundo inteiro, em um Sínodo, pararam para ouvir o que os jovens têm a dizer sobre o nosso presente, para então se pensar a vocação do jovem no futuro. Agora, a nossa grande expectativa é pela leitura do documento final. O Papa foi muito carinhoso, colheu nossas opiniões e escolheu jovens para estarem lá com ele e os bispos neste Sínodo, e isso tem um significado enorme. Fica uma grande esperança para mim como jovem e membro do Setor Juventude saber que a Igreja quer nos escutar e quer que nós fiquemos dentro dela”, pontuou.

Na força da missão

Para Rodrigo Vaz, coordenador do Setor Juventude no Vicariato Leopoldina, “o DNJ 2018 foi uma grande celebração da unidade na diversidade: diversas expressões de pastorais e movimentos de juventude da nossa arquidiocese, juntas, com animação, alegria, espiritualidade, adoração, testemunhos e escuta da Palavra, com nosso bispo animador e, na missa, com Dom Orani, que, entre outras coisas, disse que o jovem tem muito a dar, dos seus dons e talentos, a serviço do anúncio do Evangelho. Também o Papa Francisco, na Exortação Apostólica “A alegria do Evangelho”, refere que o bem tende a querer comunicar-se, e toda experiência autêntica da verdade e da beleza tende a expandir-se. Eu acredito na juventude, no brilho do seu amor e na força da sua missão”, afirmou ele.


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