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15 de Dezembro de 2018

Dia Nacional da Doação de Órgãos

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05/10/2018 18:55 - Atualizado em 05/10/2018 18:55
Por: Nathalia Cardoso

Dia Nacional da Doação de Órgãos 0

O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, presidiu uma missa pelo Dia Nacional do Doador de Órgãos, dia 27 de setembro, no Hospital São Francisco de Assis na Penitência de Deus (HSF), na Tijuca. Na ocasião, o arcebispo lembrou que um hospital católico, além de seus valores morais e éticos, também possui e preza os valores cristãos.

“Aqui temos uma equipe que leva adiante esses valores cristãos, através de gestos concretos, indo além do que é sua especialização, ajudando a ver o rosto misericordioso de Jesus, que faz com que as pessoas se sintam bem nos momentos em que mais precisam”, afirmou o cardeal.

O dia 27 de setembro foi escolhido como o Dia Nacional da Doação de Órgãos e é celebrado desde 2007. “O dia de hoje nos faz apresentar quem é Jesus no meio de nós, através de atos muito concretos”, afirmou Dom Orani.

O Hospital São Francisco faz uma semana inteira de eventos dedicados à conscientização e informação com relação à doação de órgãos. Este ano, o tema da semana foi “Fazemos a nossa parte para a vida continuar”, e ela aconteceu de 24 a 28 de setembro.

“A ideia é conscientizar as pessoas de que todos nós temos uma responsabilidade dentro do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Ninguém é isento. Toda a sociedade precisa fazer a sua parte para a vida continuar”, pontuou o diretor geral do hospital, frei Paulo Batista.

Brasil Verde

O Brasil é o segundo país em número de transplantes no mundo, de acordo com o Ministério da Saúde. No primeiro semestre de 2018, foram feitos quase 13 mil transplantes. O mês de outubro é usado para dar visibilidade à campanha Brasil Verde, de incentivo à doação de órgãos. A semana que acontece no HSF é parte dessas atividades do mês.

“O Dia Nacional do Doador de Órgãos é quando podemos dizer ‘muito obrigado’ a todos os doadores de órgãos, render a eles nossa gratidão, por possibilitar que a vida das pessoas continue”, explicou frei Paulo sobre a data.

A missa, segundo ele, já acontece há alguns anos, e tem a intenção de rezar pela alma daqueles que partiram, mas de alguma forma continuaram vivos, através desse gesto, e também por aqueles que autorizaram a doação.

“Dentro do Sistema de Transplantes, a família do doador é muito importante. É justamente ela que, num momento de altruísmo e de dor, mostra que há a oportunidade de fazer com que um momento de perda e grande sofrimento se transforme numa possibilidade de continuação da vida”, pontuou o religioso.

HSF

O Hospital São Francisco foi o que fez o maior número de transplantes no estado até agora. No Rio, é o primeiro em transplante de rins e o segundo em transplante de fígados. De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a unidade é a quarta no ranking nacional quando se trata de transplante de rins.

“Mesmo em um mundo cheio de ódio, violência e rancor, os cristãos levam em seus corações o valor da vida e, por causa de Jesus Cristo, sabem se encantar pelo dia a dia e pela missão que carregam. E é isso que faz a diferença também para aqueles que trabalham em um hospital. Eles o fazem pela profissão, mas também porque se encantam com a beleza da vida, da cura, com o trabalho que fazem de acompanhar uma recuperação. Eles experimentam a alegria de ver um novo amanhecer e perceber que a vida acontece. E nossa missão, como cristãos, é fazer com que as pessoas descubram essa alegria de viver”, afirmou Dom Orani.

Como doar

Segundo frei Paulo, se todos os que têm morte cerebral fossem doares de órgãos, hoje não existiria fila de espera para a doação de órgãos no Brasil. O principal impedimento, para ele, são os mitos que existem em torno do Sistema Nacional de Transplantes.

“O sistema nacional de doação de órgãos é muito bem organizado hoje, e alguns mitos com relação a isso precisam ser desfeitos. Dentre esses mitos, estão os de que os órgãos são vendidos ou chegam contaminados. Essas ideias atrapalham muito no sistema de doação de órgãos, que é atualmente muito bem organizado e trabalha para que não haja qualquer tipo de fraude ou desvios de qualquer natureza”, pontuou.

Existem dois tipos de doadores de órgãos: os vivos e os falecidos. Para doadores vivos, é necessário ter compatibilidade e ser familiar de primeiro grau da pessoa necessitada de transplante. É também necessário que o órgão doado seja “duplo”, ou seja, que a doação não prejudique as aptidões vitais do doador.

Para os falecidos, é necessário que, em vida, eles comuniquem aos familiares sobre a intenção de serem doadores porque, após o falecimento, são os familiares que decidem pela doação.

Morte cerebral é a que possibilita a doação de órgãos porque só assim os principais órgãos vitais permanecerão aptos para serem transplantados para outra pessoa.

“É importante falar sobre, ler sobre como funciona o sistema de doação de órgãos, curtir as páginas no Facebook e tentar vencer os preconceitos e mitos que temos com relação a isso”, disse o diretor geral do hospital.

Como funciona o sistema

O processo para a doação de órgãos é feito através de uma cadeia de organizações que trabalham conjuntamente para realizar a captação de doadores e o transplante.

O Sistema Nacional de Transplantes é o primeiro dessa cadeia e fica em Brasília, ligado ao Ministério da Saúde. É responsável pela fiscalização, financiamento dos transplantes feitos pelo SUS e credenciamento de doadores.

“Em cada estado temos uma organização que faz com que essas instituições sejam fiscalizadas e controladas. No Rio de Janeiro, temos o Programa Estadual de Transplantes, que é submetido à Secretaria Estadual de Saúde, responsável pelo cuidado, organização e distribuição dos órgãos, conforme a regulação de gente”, explicou frei Paulo.

Depois do Programa Estadual de Transplantes, nas unidades e regiões dentro do estado, estão a Organização de Procura de Órgãos, que tem a responsabilidade de captação de doadores, e a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott), que conversa com os familiares no momento de uma potencial doação.

“O Hospital São Francisco hoje conta com a Organização de Procura de Órgãos e uma Cihdott. Nós também estamos responsáveis pela captação de órgãos e pelo transporte. É importante ressaltar que são serviços totalmente distintos. Quando fazemos a procura de órgãos, não procuramos diretamente para nossos pacientes: nós os disponibilizamos no Programa Estadual de Transplante, que faz a verificação da compatibilidade daquele paciente e disponibiliza no SNT. Se, por acaso, algum dos nossos pacientes for compatível, e de acordo com a fila de espera, o órgão virá para o hospital. O que estou dizendo é que aqui não só realizamos os transplantes, como também participamos da captação de órgãos dentro do Sistema Nacional”, esclareceu frei Paulo.

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