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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/10/2018

23 de Outubro de 2018

Arquidiocese realiza primeiro Festival de Música Vocacional

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27/09/2018 17:47 - Atualizado em 27/09/2018 17:48
Por: Priscila Xavier

Arquidiocese realiza primeiro Festival de Música Vocacional 0

A Arquidiocese do Rio de Janeiro promoveu a primeira edição do Festival de Música Vocacional, que teve como tema: “A alegria de servir no sacerdócio ministerial”. O intuito não é somente promover o discernimento das vocações religiosas, mas também eleger um hino oficial para o Ano Vocacional, que terá início na Solenidade de Cristo Rei, no dia 1º de dezembro, e findará na mesma ocasião, em 2019.
O evento aconteceu no Centro Cultural Social e Pastoral (CCSP) Cardeal Orani Tempesta, pertencente à Paróquia Nossa Senhora da Apresentação, em Irajá, no dia 23 de setembro, e contou com a presença do arcebispo Dom Orani, do coordenador arquidiocesano de pastoral, cônego Cláudio dos Santos, os coordenadores da Pastoral Vocacional, padres Ademir Martini e Severino Martini, e do pároco, padre Renato Martins.
Para o Cardeal Orani, ao organizar esse período dedicado ao incentivo vocacional, iniciou-se a motivação arquidiocesana através de alguns eventos. “Começamos com o Terço Mariano em cada pastoral, comunidade e movimento, intercedendo pelas vocações; depois com o Dia Mundial de Oração pelos Sacerdotes nas paróquias; em seguida, nos vicariatos, com aqueles que compõem músicas vocacionais e depois, num momento solene, como este festival, a escolha do hino para o próximo ano. Além do hino, todas as demais músicas serão utilizadas nas paróquias como motivação vocacional, para que, dessa forma, continuemos a incentivar as vocações, pedindo ao Senhor da messe para que envie operários”, enfatizou.
Segundo padre Ademir, o festival também é uma oportunidade de renovar a música católica no Rio. “A música contribui para a promoção de novas vocações porque ela desperta os corações mais sensíveis. Além disso, nossa arquidiocese carece de músicas vocacionais. O objetivo não é somente favorecer as bandas, mas trazer um novo repertório para as celebrações, mesmo que algumas não sejam voltadas para a Liturgia, mas sim para os encontros, sobretudo com a juventude. Creio que essa proposta abrirá um novo leque na arquidiocese”, destacou.
Ainda segundo o sacerdote, todas as finalistas farão parte do CD oficial do Ano Vocacional, que será gravado pela editora Paulinas. “Sabemos que é um esforço muito grande, são muitas as dificuldades, e contamos com o das Paulinas, que, com generosidade, se colocou à disposição para ajudar. A intenção é de que os CDs cheguem às paróquias, totalmente gratuito, com o intuito de favorecer a cultura vocacional”, frisou.
Já cônego Cláudio destacou a importância da música no discernimento vocacional. “É um momento de percebemos o dom de Deus, que falou ao coração de cada banda, grupo, solo que esteve conosco nesse dia. É uma diversidade que, ao mesmo tempo, transmite a beleza da musicalidade. A música é uma maneira de suscitar no coração do jovem o desejo de poder servir a Deus, haja vista que temos muitos padres cantores”, pontuou.
Anfitrião, padre Renato salientou a responsabilidade que a música carrega a cada cristão, na qual, por vezes, é como uma resposta de Deus. “Para nós é uma grande alegria receber esse primeiro festival, com o foco voltado para a vocação sacerdotal, a qual precisa ser cultivada, preparada. Precisamos, na nossa missão de sacerdotes, incentivar os jovens a ouvir o Senhor. Que essas letras possam tocar o coração de nossos jovens e que muitas vocações possam surgir, produzindo os frutos que Deus espera. Todos nós sacerdotes temos uma música sacerdotal, todos nós temos uma música que é como uma resposta de Deus ao nosso coração”, acrescentou.
A competição
O festival contou com três etapas: na fase seletiva, cada vicariato escolheu sete músicas que concorreram na semifinal. Nessa fase, as mais votadas pela Comissão Vocacional, responsável pelo evento, passaram para a final, que teve a apresentação de 14 grupos, divididos em três blocos.
Essa edição contou ainda com a presença dos padres cantores Omar Raposo e Gleuson Gonçalves, da cantora Cláudia Cairo, do maestro Vito Nunzianti e da jornalista Fátima Lima, os quais atuaram como jurados.
Para Vito Nunzianti, “essa é uma grande oportunidade para todos os ministérios colocarem sua composição, seu conhecimento em prática. É um grande marco em nossa arquidiocese ter o primeiro Festival de Música Vocacional, e quem sabe não tenhamos a oportunidade de muitos outros festivais vocacionais”, indagou.
Já Cláudia destacou que “essa iniciativa é muito interessante para a nossa Igreja, sinto-me grata em poder participar. São muitos talentos que a gente vê; o povo de Deus compõe, interpreta, isso é mais do que válido. Devemos sempre pedir a Deus para que renove e abençoe seu povo, para que haja sempre mais ocasiões como essa”, completou.
Os vencedores
O primeiro lugar ficou com a banda Adoradores Adorar, da Paróquia São Geraldo, em Olaria. De acordo com o vocalista Egder Sabino, “como leigos, é uma grande alegria fazermos parte dessa festa, que é um marco em nossa arquidiocese. Somos quase que pioneiros dos que virão depois. Então, já nos alegramos pelo que virá. Foi uma honra para nós falar do sacerdote, dessa pessoa que traz o céu para nós. Festejamos e glorificamos a Deus porque, dentre tantos, Ele nos escolheu. Tal como o sacerdote é, hoje podemos experimentar o que é ser escolhido entre tantos”, finalizou.
A segunda colocação foi para Rodrigo Ferrero e Banda, da Paróquia Sagrados Corações, na Tijuca. Segundo Rodrigo, “foi uma honra ser agraciado com o prêmio em meio a tantas músicas belas. Acima de tudo, o festival foi uma oportunidade de confraternização e louvor a Deus. A inspiração para compor veio um ano após o falecimento de meu pai, João Valter. Foi um período que refleti sobre a convivência com ele e todo exemplo que ele plantou em mim. O tema vocação é amplo e passa, obviamente, pela vocação sacerdotal, matrimonial. Mas também enxergo por outro prisma, uma vez que ouvir esse chamado definirá se serei bom pai, profissional, um marido atento e um músico comprometido com a Igreja”, acrescentou.
Já o terceiro lugar ficou com a banda Levitas, do Seminário Arquidiocesano do Rio de Janeiro, composta pelos seminaristas Renan Persiv, Gabriel Pimentel e Pedro. Para Renan, que compôs a canção, “foi uma experiência nova, sobretudo de apresentar uma música que eu havia composto em 2014. Nunca havia pensado que poderia, tão logo, expor a canção num festival. Quando a fiz, foi como uma oração, uma expressão do que eu queria: imolar minha vida a Deus. Quando recebemos o convite, tivemos um misto de alegria e temor. Foi tudo muito novo. É interessante poder motivar as bandas e ministérios das paróquias, ainda mais enquanto seminaristas, os quais são o coração da arquidiocese, aqueles que serão futuros sacerdotes”, completou.
Para saber mais sobre o evento e conhecer a Pastoral Vocacional acesse: vocacionalrj.com. 

* Crédito foto: Adriano Camelo

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