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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 15/12/2018

15 de Dezembro de 2018

Assembleia Interdiocesana sobre o Meio Ambiente

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Assembleia Interdiocesana sobre o Meio Ambiente

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27/09/2018 17:25 - Atualizado em 27/09/2018 17:57
Por: Da Redação

Assembleia Interdiocesana sobre o Meio Ambiente 0

A Pastoral do Meio Ambiente promoveu, no dia 22 de setembro, a Assembleia Interdiocesana sobre o Meio Ambiente, no Salão João Paulo II do Santuário de Nossa Senhora da Penha, na Penha. No encontro, que pela primeira vez envolveu outras dioceses, foi pensada a agenda para o ano de 2019 e apresentados os projetos que são mantidos pelas comunidades paroquiais na área de preservação ambiental.
O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, presente ao evento, incentivou a todos por uma conversão pastoral em relação ao meio ambiente. Ele também participou do plantio de mudas no entorno do santuário.
“Precisamos de uma reeducação em relação ao meio ambiente. Isso se faz com exemplos, atitudes. A maneira como agimos e divulgamos os trabalhos é que vai contagiar as pessoas. Tudo se faz pela educação, a começar com as crianças, na família, na escola. O Papa Francisco tem toda uma preocupação com o cuidado com a ‘Casa Comum’, contemplada na encíclica Laudato Si’. A corresponsabilidade não se faz somente com leis, mas todos nós devemos fazer a nossa parte. Não devemos fazer por fazer, é missão, é o nosso jeito de ser cristão. Essa é a diferença: fazer por amor. Amando o próximo como Cristo nos ensinou. Fazer o bem para os animais, a natureza, a pessoa humana, para que amanhã, ela tenha vida, com ar para respirar, água para beber, alimentos sadios para ser consumidos”, disse Dom Orani.
Os participantes foram acolhidos pelo reitor do Santuário de Nossa Senhora da Penha, padre Thiago Sardinha, que está empenhado em reflrestar a região, a partir do Santuário da Penha.
“Para nós é uma alegria porque aqui, ao redor da pedra onde se encontra o santuário, temos a Mata Atlântica. E preservar o que restou, mesmo sendo pouco, é uma missão que temos junto com o meio ambiente”, afirmou.
O vigário episcopal adjunto do Vicariato para a Caridade Social – à qual a Pastoral do Meio Ambiente está ligada –, padre Marcos Vinício Miranda, afirmou que a assembleia é uma forma de continuar o que foi iniciado na Campanha da Fraternidade de 2017, que teve como tema: “Casa Comum, nossa responsabilidade”.
“Sem dúvida, essa assembleia encerra um trabalho que vem sendo realizado por nossa arquidiocese, desde a Campanha da Fraternidade, sobre o cuidado com a criação, que foi inspirado pela Encíclica “Laudato Si”. E hoje trouxemos os atos concretos que vimos com relação ao cuidado com o meio ambiente, ao mesmo tempo em que buscamos fazer uma reflexão sobre o Sínodo da Amazônia, que se aproxima”, explicou o sacerdote.
Sínodo da Amazônia, ‘Laudato Si’ e iniciativas verdes
A assembleia especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônia está programada para outubro de 2019 e terá como tema: “Amazônia, novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”.
“O objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, ‘pulmão’ de capital importância para nosso planeta”, pontuou Papa Francisco.
O coordenador da Pastoral do Meio Ambiente, Angelo Inácio, disse que as questões socioambientais perpassam divisões geográficas.
“Entendemos que questões ambientais passam por questões geográficas, por causa da nossa ação junto com o meio ambiente, mas não passa por divisões geopolíticas. Hoje, queremos construir a agenda de trabalho da pastoral para o ano que vem. Este ano, trabalhamos com gestos concretos. Todos os que estão aqui hoje, estão porque realizam alguma ação em sua comunidade e trouxeram para apresentar a nós, a fim de que escolhamos em qual trabalharemos no ano que vem”, esclareceu.
O ‘pouco’ que gera muito resultado
Eva Aparecida Resende de Moraes, de Rio das Pedras, Lucio Teixeira, professor de técnicas agrícolas da rede municipal, Luciano Tadeu, biólogo e membro da Paróquia Cristo Ressuscitado, e Isabel Oureiro, da Paróquia São Januário e Santo Agostinho, em São Cristóvão, tinham uma coisa em comum naquele dia: todos estavam presentes para apresentar os projetos que criaram a fim de ajudar na preservação da “Casa Comum”.
Eva de Moraes tem o projeto de criar uma cooperativa socioambiental em Rio das Pedras para reciclar o lixo. Dessa forma, será possível, além de ajudar na preservação ambiental, aumentar a fonte de renda de moradores locais.
“A cooperativa ainda não está formada juridicamente. Está nascendo; é um embrião. Nossa ideia não é só separar o lixo. Uma de nossas primeiras oficinas será a de Horta Vertical para ensinar as pessoas que descartam o lixo de forma inadequada. Depois, teremos oficinas ensinando a transformar papel em embalagens para presente. Queremos virar um centro de reciclagem, não só de reaproveitamento. Padre Marcos nos cedeu o espaço e, agora, vamos começar a adquirir o maquinário”, explicou ela.
O passo seguinte será montar uma feira para a venda dos produtos reciclados.
Já Lucio Teixeira levou uma horta hidropônica para apresentar à pastoral. O sistema de funcionamento dessa horta é apenas com água, sem necessidade de terra. Dessa forma, é possível reduzir a quantidade de água utilizada na plantação.
“Ela é uma horta que pode ser feita em qualquer tipo de espaço porque não depende do solo. Tudo é feito com a técnica das bancadas. Elas podem ser compradas prontas, ou podem ser montadas em casa, com canos de PVC, uma bomba de aquário, um balde com água, uma tomada – gasta muito pouca energia –, e você pode plantar o que quiser. Os nutrientes que adviriam da terra são colocados na água, que conforme passa pelas raízes das plantas, leva para elas o alimento”, explicou o professor de técnicas agrícolas. “Fomos implantando nas escolas municipais. Várias já têm. E é um projeto muito aceito pelas direções das escolas e pelos alunos”, concluiu.
O biólogo Luciano Tadeu criou uma horta com garrafas pet. Dessa forma, as garrafas são poupadas e não viram detritos descartados no meio ambiente, e essas hortas ajudam a economizar água.
“Às vezes, ao regar uma planta, a água é toda dispensada. Aqui não: usaremos apenas a quantidade de água necessária. E o mosquito da dengue não tem acesso a essa água. As vantagens dessa horta são: é sustentável porque aproveitamos o que iria para o lixo; é muito prática; e evita que o mosquito da dengue apareça, além de possibilitar a plantação, sem o uso de agrotóxicos”, contou.
Isabel Oureiro, que atua na Pastoral da População de Rua, criou um sistema de coleta de lixo “limpo”. Segundo ela, o lixo feito de plástico duro ou papel é fácil de ser armazenado e enviado para centros de reciclagem. Dessa forma, é possível ajudar a manter o meio ambiente mais livre de detritos.
“Uma pessoa da paróquia começou a arrecadar cartelas de comprimidos e enviar para um hospital, que faz a reciclagem e manda de volta para serem usadas em medicações para bebês. Eu soube de uma creche em Manguinhos que recolhe material reciclável para ter desconto na conta de luz. Comecei a pedir a amigos e pessoas da paróquia. Foi um trabalho que começou a inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo”, contou ela, que teve a iniciativa, por conta própria, de começar a recolher o lixo reciclável em sua paróquia.

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