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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 15/12/2018

15 de Dezembro de 2018

Padre Alfonso Rubio completa 60 anos de sacerdócio

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Padre Alfonso Rubio completa 60 anos de sacerdócio

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21/09/2018 17:50 - Atualizado em 21/09/2018 17:50
Por: Priscila Xavier

Padre Alfonso Rubio completa 60 anos de sacerdócio 0

Para celebrar o jubileu de 60 anos de ordenação sacerdotal do padre Alfonso Garcia Rubio, a comunidade da Capela São Pedro, no Canal do Anil, se reúne para participar de missa em ação de graças, presidida pelo próprio sacerdote.

A celebração, que acontece neste domingo, dia 23 de setembro, às 10h, contará com a presença do bispo auxiliar do Rio Dom Joel Portella Amado, além de demais sacerdotes.

Breve histórico

Nascido em Alhama de Múrcia, município da província e comunidade autônoma de Múrcia, na Espanha, no dia 16 de janeiro de 1934, Alfonso contou com dois intercessores para seguir o caminho vocacional. “Tudo foi por conta de meu professor do primário, Rogério, que me incentivou bastante, além de minha mãe, Adoración Rubio, que sempre quis que eu fosse padre. A união dos dois semeou em mim o desejo pelo sacerdócio”, recordou.

Em 1953, o episcopado fundou, em Madri, o Seminário Teológico Hispano-americano. O então Papa Pio XII fez grandes apelos para que os países mais católicos ajudassem na evangelização da América Latina. “Foi então que senti que deveria me apresentar como voluntário na Obra de Cooperação Sacerdotal Hispano-americana, mesmo ainda sendo estudante”, afirmou.

Segundo padre Alfonso, essa foi uma experiência enriquecedora para o seu ministério. “Esse período foi muito bom, porque se reuniu um grupo de professores muito atualizados, vindo de diversas partes da Europa. Isso ajudou muito a mim e aos demais que estudaram lá. Foi uma bênção e aconteceu, imediatamente, antes do Concílio Vaticano II, cuja teologia fora assimilada antes no seminário teológico. Foi uma experiência enriquecedora”, destacou.

A ordenação presbiteral aconteceu cinco anos depois, no dia 20 de setembro de 1958. E, no ano seguinte, a pedido do então Cardeal Jaime de Barros Câmara, ele chegou às terras cariocas. “O Cardeal Jaime precisava de um professor para ajudar nas aulas de teologia do Seminário Arquidiocesano de São José, porque monsenhor Maurílio Penido estava com uma doença progressiva. Então, o cardeal pediu ajuda com urgência. Acharam que seria bom me enviar e cheguei ao Rio de Janeiro no dia 30 de novembro de 1959, às 17h, com um calor enorme. Disso lembro bem”, contou entre risos.

Neste mesmo ano, o novo Papa João XXIII – que assumiu o pontificado em outubro de 1958, convocou a Igreja para iniciar um novo tempo: o Concílio Vaticano II. Vindo da Europa, padre Alfonso chegou ao Brasil com esse novo sopro do Espírito Santo.

Logo no ano seguinte, em 1960, padre Alfonso começou dando aulas no seminário, ainda no período do Concílio Vaticano II. “Estávamos preparados para essa mudança, certamente eu, por conta da formação recebida no seminário em Madri. Para mim, não foi novidade. Os demais sacerdotes também eram jovens formadores, não tiveram problemas. Soubemos preparar bem os teólogos para a recepção do conteúdo do Concilio. Claro que foi discutido sobre qual batina usar, mas nada muito profundo. Foi uma passagem relativamente fácil. Isso não era realmente importante, mas sim a linha fundamental do Concílio, sobretudo referente à eclesiologia, à oferta e à missão da Igreja, procurando orientar as aulas, seguindo as orientações do Vaticano II”, esclareceu.

Em 1968, juntamente com o então padre Gilson José Macedo da Silveira, padre Alfonso fundou o curso de teologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio, PUC-Rio, permitindo, assim, que os futuros sacerdotes concluíssem o curso não mais no seminário, mas na universidade.

Para ele, é uma alegria ver tantos jovens que um dia foram seus alunos exercendo, com fidelidade a Deus, a vocação ao qual foram chamados. “É um motivo de alegria ver que muitos deles trabalham e trabalham bem, através de uma evangelização real, em contato com o povo, superando o clericalismo de que tanto fala o Papa Francisco, o que é um grande mal para a Igreja. Temos muitos cristãos caminhando decididamente para uma Igreja mais descentralizada do padre, do clero, colocando no centro o caminhar da comunidade unida ao padre. Isso é motivo de satisfação e alegria, ainda que outros desejem a centralidade”, enfatizou.

Mesmo dedicando-se à magistratura e às pesquisas, o sacerdote jamais deixou de estar próximo ao rebanho: o povo de Cristo. “O trabalho pastoral era realizado aos fins de semana, porque durante a semana estava no seminário e era professor integral da PUC, dedicando-me ao magistério e à pesquisa. Fiz questão de pedir trabalhos nas áreas mais pobres, porque acreditava que isso me ajudava na teologia. Não queria ficar com teorias, longe da realidade. O contato com o povo, sobretudo mais pobre, é muito bom para iluminar o que deve ser o trabalho teológico”, argumentou.

Por fim, agora, ele alcança 60 anos dedicados ao sacerdócio, e uma palavra que traduz todo o sentimento é: gratidão. “É uma sensação de ação de graças. Poderia ter trabalhado muito melhor, mas também foi bom o que, com a ajuda de Deus e do povo, foi possível realizar. Agradeço pelo trabalho realizado e peço perdão pelas deficiências, que também são necessárias. Uma sensação de gratidão e ação de graças predominam em mim. Agradeço sempre a ajuda que tive da Arquidiocese do Rio, em todos os sentidos; sempre me senti acolhido aqui. Manifesto a todos minha gratidão”, finalizou.

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