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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 15/12/2018

15 de Dezembro de 2018

Cor in Rio: o plano divino para o amor humano

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Cor in Rio: o plano divino para o amor humano

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20/09/2018 10:57 - Atualizado em 20/09/2018 11:30
Por: Priscila Xavier

Cor in Rio: o plano divino para o amor humano 0

Em comemoração aos 50 anos da publicação da Encíclica “Humanae Vitae”, do então Papa Paulo VI, a Arquidiocese do Rio de Janeiro promoveu o evento “Cor in Rio”, nos dias 14 e 15 de setembro, que contou com a presença do teólogo americano Christopher West, que há 20 anos estuda a teologia do corpo de São João Paulo II.
Bispo auxiliar do Rio e animador do evento, Dom Antonio Augusto Dias Duarte explicou que “o tema da sexualidade sempre esteve presente na catequese e evangelização da Igreja, em algumas épocas não sendo o tema primordial. Porém, desde o princípio, o cristianismo sempre prestigiou a sexualidade: para a Encarnação, foi preciso pedir a permissão de uma mulher, Maria; a Ressurreição foi anunciada por outra mulher, Maria Madalena. Porém, agora, é de extrema importância porque a sexualidade tem sido banalizada. Então, quando um leigo, jovem, casado, pai de cinco filhos fala de afetividade, relação íntima, transmissão da vida, vai contra a corrente que o mundo prega”, esclareceu.
Dom Antonio afirmou, também, que o evento foi totalmente preparado, divulgado e organizado somente através das redes sociais, mostrando “a importância dela para a evangelização” e que as inscrições foram suficientes para cobrir os custos organizacionais.
Ainda segundo ele, o encontro, que contou com a presença de mais de 1,8 mil pessoas de todo país, além de sacerdotes vindos do Peru, teve três pontos significativos: “o primeiro deles foi a presença maciça de jovens, mesmo no primeiro dia, dedicado aos celibatários; depois, o vasto conhecimento do pregador, que não abordou somente a temática, mas falou sobre arte, beleza, música, citando Bono Vox, U2, os quais falam de sexualidade de maneira positiva. Então, fomos da teologia ao pop rock, e isso conquistou os presentes, levando-os ao entusiasmo de continuar estudando o tema. Além disso, a disponibilidade daqueles que serviram foi emocionante. Orientados pelo casal Tatiana e Ronaldo Melo, eles não mediram esforços para fazer com que o ambiente não fosse somente de caráter conferencista, mas familiar”, salientou.
Celibato e sexualidade
O primeiro dia do encontro foi realizado na Paróquia São José, na Lagoa, destinado aos sacerdotes, religiosos, seminaristas e membros de novas comunidades. Na ocasião, Christopher West deu início ao evento, afirmando que, de maneira especial, os padres são chamados a falar sobre o plano divino para o matrimônio e a dedicar o ministério aos casais, tendo, assim, credibilidade para orientá-los. “Muitas pessoas, às vezes, podem questionar a vocês, sacerdotes: ‘como você pode falar de matrimônio, se não é casado?’. Mas os padres têm grande credibilidade porque não podemos pensar que o celibato está de um lado e o matrimônio do outro. Ambos estão intimamente ligados”.
Ele ainda acrescentou: “não posso compreender o que é a vida matrimonial, como sacramento, se eu não compreendo o que é o celibato. Da mesma forma que não é possível entender o celibato, se não se compreende o plano divino no casamento”, destacou.
Christopher West também ressaltou que não se pode separar a vida espiritual da sexualidade, mesmo no celibato. “Os problemas acontecem, às vezes, a partir da sexualidade, o que nos causa sofrimento e nos faz colocá-la numa caixa. Então, vivemos uma vida espiritual separada da sexualidade. Não é isso que ensina a nossa fé, não é esse o nosso chamado. Não podemos colocar nossa sexualidade numa caixa porque temos medo dela; o objetivo é integrar o corpo e a alma. Se vivemos divorciados de nosso corpo, estamos mortos, porque é isso que significa a morte. Jesus veio para nos ressuscitar dos mortos e Ele faz isso reintegrando o corpo e a alma”, frisou.
O teólogo ainda sublinhou que a vocação celibatária é a doação do corpo para Deus e a Igreja. “A sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, especialmente, a afetividade, a capacidade de amar. Esse é o chamado do Evangelho. Ser celibatário não significa que você não é chamado a amar com o corpo. Pelo contrário, essa é a doação do seu corpo para a Igreja. Anjos não podem ser celibatários porque eles não têm corpos. O homem e a mulher celibatários doam seus corpos a Cristo e à Igreja, tornando-se pais e mães espirituais”, completou.
‘The Cor Seminar’
Já no segundo dia, aconteceu, no Centro de Convenções Windsor Oceânico, na Barra da Tijuca, o “The Cor Seminar”, o qual contou com a participação de leigos, além de religiosos, de maneira geral. No encontro, Christopher West tratou de temas sobre a afetividade e a sexualidade humana, à luz da teologia do corpo de São João Paulo II.
Logo no início do encontro, ele trouxe a proposta da vivência em 3D. “No inglês, essa expressão quer dizer ‘três dimensões’. Porém, neste momento, os 3Ds de que falamos são: desejo, desígnio e destino. Com a graça de Deus, aprenderemos a como direcionar nossos desejos, de acordo com o desígnio de Deus, sendo direcionados ao nosso destino: o eterno”, enfatizou.
Segundo ele, “temos um inimigo que odeia a nossa fertilidade. O seu ódio, desde o princípio, tinha um foco: o útero. No Gênesis, Deus fala a Lúcifer: ‘vou colocar inimizade entre ti e a mulher; você vai odiar a capacidade dela de gerar filhos’. O dragão, no Livro do Apocalipse, quer devorar o filho da mulher grávida. Esse mesmo livro fala da clínica de aborto: ‘o dragão quer devorar a criança no útero’. Vivemos uma batalha em nosso mundo, e Cristo veio para destruir as obras do inimigo, fazendo do útero o lugar da vida. Essa é a nossa fé”, finalizou.

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