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20 de Setembro de 2018

Paróquia Santo Antônio, na Ilha, completa 80 anos de evangelização

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Paróquia Santo Antônio, na Ilha, completa 80 anos de evangelização

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07/09/2018 10:19 - Atualizado em 07/09/2018 14:07
Por: Nathalia Cardoso / Priscila Xavier

Paróquia Santo Antônio, na Ilha, completa 80 anos de evangelização 0

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Depois de funcionar por 74 anos como capela, a Igreja de Santo Antônio, na Ilha do Governador – erigida como paróquia no dia 9 de agosto de 2012, chega aos 80 anos de existência. Para celebrar a data, o Cardeal Orani João Tempesta presidirá missa em ação de graças, no dia 13 de setembro, às 19h30.

Antes da celebração, a comunidade paroquial se preparará para os festejos com o tríduo, de 10 a 12 de setembro, sempre às 19h. Na data em que a igreja celebra o jubileu haverá, ainda, a apresentação do artista plástico Idelbrando Lima, cujas obras estão expostas na igreja.

O pároco da comunidade, padre Sérgio Luís Mafra Santos, contou sobre as alegrias e desafios da realidade do bairro. “Estar aqui como pároco é um desafio, porque é uma realidade totalmente diferente da que eu vivia enquanto pároco da Igreja Jesus de Nazaré, na Maré. A Ilha é um bairro que parece outro município, com uma beleza magnífica, mas que, infelizmente, no decorrer dos anos, tem sido maltratada, devido à poluição. É uma realidade nova, diferente, desafiadora, de uma igreja que por muito tempo foi capela e agora é paróquia. Mas por outro lado, vejo a alegria de um povo que tem correspondido, na medida do possível, a todo trabalho feito para que a evangelização aconteça para que a igreja cresça, não em número, mas em qualidade”, destacou.

Mesmo com o pouco tempo de elevação ao título de paróquia, a comunidade já é ‘mãe’ de outras três comunidades: as capelas Menino Jesus de Praga e São Pedro, “e a São João Batista, na comunidade INPS, que ainda não é uma igreja física, mas um povo que celebra e reza nas casas dos irmãos”, completou o sacerdote.

Segundo padre Sérgio Mafra, essa passagem fez com que a comunidade buscasse uma maior estruturação para as pastorais. “Estamos num processo de estruturação que teve início há seis anos, com o primeiro pároco, padre Álvaro José. Durante 74 anos, ela esteve sob os cuidados dos padres Missionários da Sagrada Família e, agora, vivencia essa nova etapa”, explicou.

Devoto de Santo Antônio, o sacerdote relatou que sempre pede a intercessão do padroeiro durante os momentos em que precisa pregar a Boa Nova. “Desde o seminário, li um livro sobre a vida desse santo. Próximo a minha ordenação diaconal, pedi para que em todas as minhas palavras, em todas as minhas pregações, ele pudesse interceder por mim. Ele vivia escondido dentro de um convento e, numa pregação na missa, as pessoas viram a eloquência, a santidade e a beleza com que ele pregou a Palavra. Por isso, a minha devoção por Santo Antônio. Foi um voto, uma consagração que fiz a ele”, contou.

Diante disso, através do acompanhamento do diácono permanente, Edilson Ezequiel – fundador da Comunidade dos Discípulos Missionários Pequena Nuvem, a comunidade também decidiu seguir o exemplo do santo padroeiro que, tudo, buscou servir aos mais necessitados. “A Pastoral de Rua teve início após a festa do ano passado, quando começamos a idealizar um trabalho que reunisse os moradores de rua da redondeza no Centro Pastoral, onde eles pudessem, toda quinta-feira, ter os primeiros atendimentos: alimentação, banho, corte de cabelos, regularização de documentos, uma proposta de mudança de vida e a evangelização. Iniciamos com o café da manhã e aos poucos tudo foi crescendo. Hoje, são mais de 50 irmãos de rua que participam”, comentou.

A história da comunidade

A comunidade começou em 1938, e a maioria de seus membros era formada por portugueses ou descendentes, por isso o padroeiro escolhido foi o santo mais popular de Portugal: Santo Antônio de Lisboa.

Os primeiros encontros aconteceram numa casa de madeira, onde havia alguns bancos corridos, o altar e a imagem do padroeiro. Nessa primeira capelinha aconteciam as reuniões, orações do terço, as missas, tornando-se uma Pia União – associação de fiéis que se unem para exercer alguma obra de caridade ou piedade no valor da santa missa e na comunhão dos santos, cujas campanhas eram voltadas para ajudar aos mais necessitados, tanto em roupas quanto em alimentos.

Com o loteamento da região, em fins de 1938, a casa foi desapropriada e a comunidade precisou buscar um novo local para a construção de uma nova capela.

Em 12 de março de 1939, deu-se início à construção da nova capela, num terreno ofertado a então matriz, Paróquia Nossa Senhora da Ajuda. Nesse dia aconteceu o lançamento da pedra fundamental, durante  missa campal, presidida pelos padres Estevam Quodt e Agostinho Bohlen, seguida de procissão solene, com a imagem do padroeiro, em direção à matriz.

Para ajudar na construção foi criada uma associação civil intitulada “Instituição de Caridade de Santo Antônio dos Pobres”, a qual foi acolhida por comerciantes locais e moradores, que contribuíam de acordo com sua realidade, fosse de forma financeira ou, até mesmo, com o trabalho braçal.

A capela foi entregue à comunidade no dia 12 de junho de 1950, e a primeira celebração eucarística nela aconteceu no dia 13 – na festa de Santo Antônio, juntamente com a primeira procissão pelas ruas do novo bairro: Tauá.  Após essa data, as festas em honra a Santo Antônio tornaram-se tradição na Ilha do Governador.

Devido a vários problemas estruturais, em 1999, o prédio onde estava localizada a capela precisou ser demolido. Dessa forma, todas as atividades pastorais foram transferidas para o Lar Nazaré. Mais uma vez a comunidade esteve ao lado da igreja e contribuiu para que as obras fossem agilizadas. Após uma grande obra, a igreja foi entregue à comunidade em 2002, em meio às comemorações do padroeiro.

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