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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/09/2018

20 de Setembro de 2018

Seminário na FGV aborda Esporte e fé

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31/08/2018 13:23 - Atualizado em 03/09/2018 21:35
Por: Flávia Muniz

Seminário na FGV aborda Esporte e fé 0

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Esporte como Ferramenta para o Desenvolvimento Humano, Econômico e Social”. Essa foi a proposta da 8ª edição do Seminário de Gestão Esportiva, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no dia 25 de agosto, na sede da instituição, em Botafogo, na Zona Sul. O seminário foi promovido por meio de uma parceria da Coordenação Acadêmica do Curso de Gestão do Esporte da FGV com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) e o Centro Internacional de Estudos do Esporte (CIES).

Segundo Pedro Trengrouse, coordenador acadêmico do curso de Gestão do Esporte, o seminário procurou demonstrar que investir no esporte como instrumento de desenvolvimento e transformação social é investimento inteligente. “Esporte é muito mais do que negócio. Há vários negócios acontecendo em função dele, mas não se pode sacrificar a essência do esporte, que é ser uma ferramenta de desenvolvimento integral das pessoas e transformação social; não pode ser compreendido apenas como vetor de desenvolvimento econômico. Quando não havia dinheiro envolvido no esporte, este já existia. Não podemos deixar que o dinheiro, que ‘chegou depois’, desvirtue a essência do esporte, que é estar a serviço da Humanidade”, disse.

Para Trengrouse, o investimento em esporte deve fazer parte das políticas públicas de desenvolvimento nas áreas da saúde e educação para fomentar uma cultura de paz. Segundo ele, é preciso mudar a atual visão de se investir em grandes eventos esportivos e não se investir nada em esporte educacional, embora a Constituição Federal determine que este seja o investimento prioritário. “Nos últimos 20 anos foram mais de R$ 100 bilhões investidos em esporte de alto rendimento, dinheiro de empresas estatais, loterias e investimentos em grandes eventos (Copa do Mundo, Olimpíadas etc.), porém, isso não gera retorno na base da pirâmide. Deve ser feito investimento no sentido contrário, isto é, nas escolas; no esporte como ferramenta de desenvolvimento humano, na formação do caráter. Isso gera um retorno social inquestionável, porque diminui os índices de violência, de consumo de álcool e drogas”, ressaltou.

O seminário apresentou o caso da Islândia como emblemático dessa transformação social, através do esporte. Há cerca de 20 anos, o país decidiu investir nesse ramo, quando tinha, entre os jovens, os mais altos índices de criminalidade e consumo de álcool e drogas de toda a Europa. Hoje, tem os menores, classificando-se, inclusive, para grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo da Rússia, chegando às fases finais. A palestra foi do professor Vidar Halldorsson, PhD. da Universidade da Islândia e membro do Centro Islandês de Pesquisa e Análise Social.

O evento, que foi inspirado na Conferência “Esporte e Fé”, realizada pelo Pontifício Conselho para a Cultura, no Vaticano, em 2016, teve a presença do monsenhor Melchor Sánchez de Toca y Alameda, subsecretário desse Pontifício Conselho e responsável pelo Movimento Esporte a Serviço da Humanidade. Ele participou do painel “Esporte e desenvolvimento integral da pessoa humana”, enfocando o documento “Dar o melhor de si”, do Dicastério para os Leigos, Família e Vida, publicado em junho deste ano.

Para monsenhor Melchor, “há uma relação muito profunda entre esporte e fé, porque o primeiro atinge as raízes de nossa condição de criaturas. O esporte traz consigo muitas virtudes, que ajudam as pessoas a crescerem na sua humanidade, em essência; o ‘ser’ mais do que o ‘ter’; serem mais fortes, em vez de, simplesmente, terem mais força; daí também, ‘serem’ mais e melhores. Por isso, precisa ser parte de um processo educativo e, nessa perspectiva, pode contribuir no processo de educação da fé cristã, a catequese”, explicou. Mediador do painel “Esporte e fé”, padre Omar Raposo, reitor do Santuário Cristo Redentor, acredita que essa relação é pautada em valores. Segundo ele, a prática da experiência de fé admite a prática esportiva como um bem, sendo a disciplina um princípio norteador, em ambas, para que a vida humana se desenvolva cada vez mais. Nesse sentido, padre Omar viu o seminário como uma oportunidade de mostrar as ações que Arquidiocese do Rio promove, através da Pastoral do Esporte. “Recebemos, aqui no Rio de Janeiro, grandes eventos mundiais (Jornada Mundial da Juventude, Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e Paralímpicos), e a Pastoral do Esporte arquidiocesana se fez presente em todos eles, tendo como grande incentivador o nosso Cardeal. E esse seminário é, também, um momento de ação de graças, seja pela atuação da Pastoral do Esporte, seja pelo Cristo Redentor, que ao fazer parte, também, do cenário dos grandes eventos esportivos mundiais, evidenciou essa integração entre a realidade do esporte e a realidade da fé”, ressaltou padre Omar.

A embaixadora Vera Cintia Alvarez, da Coordenação Geral de Intercâmbio e Cooperação Esportiva do Itamaraty, destacou, em sua comunicação, que o esporte é um fator de inclusão social, capaz de combater todo tipo de discriminação; e propôs que o futebol, enquanto soft power (poder brando) do Brasil, seja usado como instrumento de aproximação com outros povos e culturas, expandindo os interesses do país na cena internacional. “Fazemos cooperação esportiva para o desenvolvimento social, e promovemos o esporte brasileiro no exterior, também como potencial de negócios, pois isso impacta a nossa balança comercial. Então, contemplamos as duas vertentes: de cooperação, para o desenvolvimento, e de promoção do esporte, como um ‘trunfo’ do Brasil, no cenário internacional”, disse.

Durante a palestra, ela ressaltou ainda que “o esporte ensina o esforço e, principalmente, ensina a lidar com a derrota e com a vitória; lições de vida importantíssimas, tanto para os indivíduos quanto para a sociedade como um todo”, concluiu.

Foto: Divulgação


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