Arquidiocese do Rio de Janeiro

33º 24º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/11/2018

18 de Novembro de 2018

42ª Romaria carioca ao Santuário de Aparecida

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

18 de Novembro de 2018

42ª Romaria carioca ao Santuário de Aparecida

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

31/08/2018 13:18 - Atualizado em 31/08/2018 13:19
Por: Nathalia Cardoso

42ª Romaria carioca ao Santuário de Aparecida 0

O dia amanheceu chuvoso. Os corredores do Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP), que no dia anterior tinham bastante espaço para uma caminhada atenta, ficaram cheios, dificultando a passagem, mas repletos de novos rostos para se ver. Foram cerca de 90 mil pessoas da Arquidiocese do Rio que participaram desta 42ª Romaria carioca ao Santuário de Aparecida, cujo lema foi “Bem-aventurada Virgem Maria, auxílio dos cristãos”.

Na Tribuna do Papa Bento XVI, às 7h do dia 25 de agosto, um sábado, o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, anunciou o início da oração do Terço Mariano. Os cariocas em caravana chegaram naquela mesma madrugada, algumas horas antes, e já estavam de pé ali, debaixo de chuva, prontos para iniciar suas orações no local sagrado, destino de peregrinos do Brasil inteiro.

Acompanharam a oração os bispos auxiliares da Arquidiocese do Rio Dom Paulo Celso Dias do Nascimento, Dom Antonio Augusto Dias Duarte, Dom Luiz Henrique da Silva Brito, Dom Joel Portella Amado, Dom Juarez Delorto Secco, Dom Roque Costa Souza, Dom Paulo Alves Romão, e o bispo emérito Dom Assis Lopes.

Em seguida, o cardeal presidiu a celebração eucarística no santuário, acompanhado dos bispos auxiliares e Dom Assis. O local ficou lotado de pessoas do Rio, Minas Gerais, Paraná, entre outros estados.

“Hoje, diante de tantas dificuldades, violências, guerras, insultos e dificuldades de toda a sorte que tiram a paz das cidades e dos campos, queremos, aos pés da Virgem Aparecida, como auxiliadora dos cristãos, pedir paz e concórdia para a cidade e o Estado do Rio de Janeiro. A Senhora Aparecida constituirá o auxílio para os cristãos reencontrarem a paz e viverem a solidariedade. Por isso é muito bom estarmos aqui para nos encontrar juntos da Mãe e aos seus pés invocar- lhe um novo impulso e um novo entusiasmo para a continuação do nosso caminho de fé e evangelização”, disse ele em sua homilia.

O organizador da romaria, cônego Cláudio dos Santos, coordenador arquidiocesano de pastoral, acompanhou toda a peregrinação, que organiza há dois anos, desde que assumiu a coordenação de pastoral.

“Nós, como coordenação de pastoral, temos a oportunidade de vivenciar espiritualmente tudo isso que organizamos no papel. É uma dádiva. Não vejo como um trabalho, mas uma missão confiada por Deus para que façamos acontecer. É uma obra de Deus, e nós somos apenas instrumentos nas mãos d’Ele”, afirmou o sacerdote.

Histórias que se encontram

A imagem histórica de Nossa Senhora Aparecida, encontrada no rio Paraíba do Sul há 300 anos, foi restaurada há 40 anos. Em 2018, a Igreja do Brasil celebra esse momento. E há 42 anos a Igreja do Rio de Janeiro peregrina a Aparecida.

Isabel Maria Fonseca Fernandes, nascida em Belém (PA), mora no Rio há 42 anos. Há 41, ela faz a Peregrinação Arquidiocesana a Aparecida. Dessa vez, ela estava em São Paulo celebrando os 40 anos de restauração da imagem de Aparecida em um evento, e foi de lá que pegou um ônibus até o santuário para participar mais uma vez dessa peregrinação. “Não tenho mais mãe nem pai biológicos. Mas tenho essa Mãe. Eu posso vir à casa d’Ela quando quiser e falar com Ela, abrir o coração. Assim como posso falar com seu Filho”, disse.

Chama de esperança

Vagner Ribeiro Dias está em situação de rua e por isso participa do projeto Canto da Rua, com sede na Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro. Ele foi convidado a rezar uma dezena do terço no alto da Tribuna do Papa. Ele tinha ido ao santuário apenas uma vez, quando criança. “Estou achando o máximo estar aqui porque amor de mãe é incomparável”, contou.

Junto com ele estava Nilzea Silvéria Gomes Farias, que também só havia ido ao local quando pequena. “Voltar aqui me faz lembrar meu pai, que foi quem trouxe meus irmãos e eu pela primeira vez. É uma emoção enorme. Eu sou muito grata ao Canto da Rua por tudo o que estão fazendo por mim. Eu creio que vou sair da rua agora”, disse ela, com a voz embargada.

O projeto Canto da Rua oferece formação em música para pessoas em situação de rua, além de cursos profissionalizantes e encaminhamento para a aquisição de documentos e consultas médicas, entre outras coisas.

Márcio Santos Lurahy também está atualmente em situação de rua, e foi convidado pelo cônego Cláudios dos Santos, pároco da Catedral, para ir a Aparecida. Márcio teve a graça de ser escolhido para fazer a coroação de Nossa Senhora Aparecida, após o Terço Mariano. “É inexplicável a emoção e a gratidão que temos por esse momento”, disse ele, que contou, bastante emocionado, que foi ao santuário pagar uma promessa que a mãe fez quando ele era criança. Não conseguiu contar qual era a promessa devido à voz embargada.

Devoção incansável

Na Via-Sacra, que acontece no Morro do Cruzeiro após a celebração da missa no santuário, Celina Santana Moreira carregava uma bandeira do Vaticano que ganhou de um padre quando completou 60 anos de crismada.

“Eu faço essa peregrinação desde 1977. Dei uma parada porque comecei a trabalhar de domingo a domingo, mas quando me aposentei, em 1998, voltei a fazer. Para mim, é uma graça estar aqui. Em todo caminho que leva a Deus, estou”, contou ela, que sempre acompanha Dom Orani nos eventos e celebrações que ele participa.

Dom Orani, ao final da Via-Sacra, recordou que as raízes da peregrinação estão na devoção mariana que sempre marcou a vida do povo brasileiro.

“Cultivamos este amor terno e filial à Mãe, acorrendo a este santuário todos os dias, um santuário que a todos acolhe com carinho e está ligado a um dos mais importantes santuários marianos do mundo, lugar de oração, bênção e proteção da Mãe. Nossa peregrinação ao Santuário Nacional marca o Ano do Laicato para a Igreja no Brasil e enriquece de motivação e bênçãos a caminhada pastoral de nossa Igreja arquidiocesana”, pontuou, encerrando as atividades.

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.