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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/11/2018

18 de Novembro de 2018

‘É necessário que Ele cresça e eu diminua’

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‘É necessário que Ele cresça e eu diminua’

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31/08/2018 12:48 - Atualizado em 03/09/2018 20:42
Por: Nathalia Cardoso

‘É necessário que Ele cresça e eu diminua’ 0

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Fábio Apolinário Escobar, de 32 anos, recebeu, pela imposição das mãos do arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, o primeiro grau do Sacramento da Ordem, em missa celebrada no dia 26 de agosto. A celebração ocorreu na Paróquia São José, na Lagoa, onde fazia estágio pastoral, e agora está provisionado como diácono transitório. A missa contou com a presença de familiares, amigos e mentores espirituais de Fábio, que escolheu como lema: “É necessário que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3, 30). Seus padrinhos foram os padres Sérgio Luiz e Adriano Divino.

“A celebração de ontem foi um grande presente de Deus. Ele providenciou o melhor. Eu, quando convidei as pessoas, disse que a celebração seria para honrar e glorificar ao Senhor por sua grande fidelidade. E, de fato, Ele foi fiel. Poder dar meu ‘sim’ ontem foi um presente que recebi”, afirmou o diácono Fábio.

Filho de Eli Escobar Silva e Marleci da Conceição Apolinário Escobar, e originário da Paróquia São Judas Tadeu, da Diocese de Nova Iguaçu, Fábio entrou para o seminário em 2011.

“A experiência de seminário é de subir mais alto no monte para ouvir a voz de Deus e continua sendo um discernimento vocacional. Não entramos já sabendo que seremos ordenados. É uma etapa a mais no discernimento vocacional. É um tempo de muito estudo, oração, convívio fraterno, de trabalhar interiormente algumas dimensões necessárias para que possamos ser bons pastores”, afirmou o diácono.

Vida e vocação

Fábio agradeceu pelo dom da vida na celebração que o tornou diácono. Os pais não podiam ter filhos, e ter nascido foi um milagre, segundo ele, depois das muitas preces de sua mãe a Deus. E a data do nascimento é algo que também chama a atenção: foi no Dia de Nossa Senhora de Fátima, 13 de maio. “Eu sou muito devoto da Virgem Santíssima, sob o título de Nossa Senhora de Fátima. Dia 13 de maio é um dia muito especial para mim. Eu sonho um dia poder celebrar uma missa no Santuário de Fátima, quem sabe no dia do meu aniversário”, contou.

Ele descobriu a vocação através da música, que é uma grande paixão. O fato de a família ser católica foi um diferencial na descoberta vocacional, segundo ele.

“Minha avó me levava para a missa desde quando eu era pequeno, me ensinava a rezar o terço, sempre de joelhos, e foi por ela que ganhei minha primeira Bíblia católica, presente da Legião de Maria. Eu fui privilegiado porque nasci no seio católico. Meus pais são católicos. Portanto, contei com todo o apoio e motivação deles. Claro que no início, quando contei que queria ser padre, foi um susto. Eles pensaram: ‘Meu filho vai ser padre? Como isso se dará?’ Depois, o susto se transformou em alegria, e eu posso contar com eles sempre”, contou.

Apesar de ter bastante contato com seu pároco da época, o menino Fábio não foi coroinha, como muitos de seus colegas seminaristas foram. Foi cantando que começou a se dedicar a Deus.

“Meu vizinho ensaiava em seu teclado para tocar nas missas e ouvir aquelas notas me chamava atenção. Até que comecei a participar dos ensaios como ouvinte e, quando percebi, já estava cantando com o grupo nas missas”, recordou.

Em 2009, começou a colaborar com o grupo de música na Comunidade de Santana, em sua paróquia de origem. Logo em seguida, o pároco percebeu sinais de vocação no rapaz e o encaminhou para os encontros vocacionais.

Seminário e trabalho pastoral

No de Seminário São José, Fábio participou da Schola Cantorum e do grupo de oração do seminário. Como fonte de inspiração, ao longo de sua caminhada, destacou os sacerdotes: Arnaldo Rossi, que atendeu a sua primeira confissão e ministrou o sacramento da Primeira Eucaristia, Vicente Rosa, que o acompanhou no discernimento vocacional, Sérgio Luiz, um dos seus padrinhos de ordenação, que foi seu diretor espiritual por muito tempo, e Adriano Divino, também seu padrinho de ordenação, que ensinou a ele qual a melhor forma de lidar com o povo, amá-lo e ser a figura paterna que o padre precisa ser na vida das pessoas.

“O Seminário de São José nos proporciona uma formação sólida. O cônego Leandro Câmara, reitor do Seminário de São José, é um pai. Temos excelentes formadores e uma estrutura que nos leva a querermos ser padres santos. Dom Orani é incansável e está sempre disponível e pronto a nos atender. Portanto, tem sido um tempo maravilhoso de crescimento interior. Diversas outras dimensões também vêm sendo trabalhadas, visando o nosso crescimento para que possamos, um dia, ser padres santos para o povo de Deus, para a Igreja”, afirmou ele.

Durante a formação, fez estágio pastoral nas paróquias Nossa Senhora de Fátima, em Tomás Coelho, Santa Inês, no Jabour, e São José, na Lagoa.

“Espero que o diaconato seja um tempo sólido para a minha vida, em que eu inicie o pastoreio e possa atender as pessoas, batizar, direcionar espiritualmente, servir ao altar de uma maneira mais concreta. Enfim, ser um pouco da imagem desse Cristo servidor, ao mesmo tempo em que coloco em prática meu lema de ordenação, e permitir que pela minha vida Ele cresça na vida dos outros”, rogou.

Para ele, ser sacerdote é se configurar em Cristo. É ser outro Cristo para as pessoas.

“Hoje em dia, as pessoas têm perdido a esperança na vida, em sua trajetória. E ser padre hoje é devolver essa esperança, é, como afirmou o Papa Bento XVI, ser ‘instrumento de salvação para as pessoas’. E isso se faz através da escuta, da administração dos sacramentos, presidindo e celebrando o sacrifício de Cristo na missa. Ser padre é poder devolver a vida às pessoas através do Sacramento da Reconciliação, em que podemos perdoar os pecados e dar uma nova oportunidade para que elas possam seguir em frente. E é o que eu mais desejo hoje: que através do meu ministério possa devolver a esperança às pessoas e, principalmente, levá-las para o céu”, afirmou.

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Fotos: Valquíria Cruz


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