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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/08/2018

20 de Agosto de 2018

Igreja no Rio de Janeiro manifesta seu compromisso com a defesa da vida no Brasil

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20 de Agosto de 2018

Igreja no Rio de Janeiro manifesta seu compromisso com a defesa da vida no Brasil

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01/08/2018 10:31 - Atualizado em 01/08/2018 10:31
Por: Nice Affonso (Coordenadora de Comunicação do Cristo Redentor)

Igreja no Rio de Janeiro manifesta seu compromisso com a defesa da vida no Brasil 0

“Afirmamos claramente o direito de nos manifestar com base em nossa crença em Deus, uma vez que a fé nos compromete com a vida e com a cidadania. Explicitamente, manifestamos nosso irrenunciável compromisso com a vida, desde a concepção até a morte natural, com especial atenção à vida mais fragilizada, que, no caso em questão, é a vida do nascituro. Reiteramos que a defesa da vida, em todas as suas instâncias, além de ser um princípio de fé, é também condição indispensável para que a democracia seja consolidada. Uma nação que não sabe proteger a vida que ainda está por nascer revela a fragilidade de sua condição democrática, por mais que afirme o contrário”, destacam os bispos do Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por ocasião da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442. Com esse intuito, haverá a realização do Ato em Atenção à Vida, no Corcovado, na próxima quinta-feira, 2 de agosto, às 15h.

Na ocasião, o Arcebispo Metropolitano e presidente do Regional Leste 1 da CNBB, Cardeal Orani João Tempesta, seus bispos auxiliares e vigários episcopais se colocarão aos pés do Cristo Redentor em oração pela defesa da vida no Brasil. O ato contará com a participação de gestantes assistidas pelo Projeto Ação de Amor do Cristo Redentor, e com a presença das Cantoras Elba Ramalho e Karen Keldani, do músico Rodrigo Souza, da Orquestra Maré do Amanhã e do Grupo Theatro Gregoriano Estrada Real. À noite, a partir das 18h, o Monumento também receberá iluminação na cor branca e projeção da palavra “vida”, com o objetivo de que a reivindicação de tantas pessoas contrárias ao aborto chegue até Brasília — local em que, nos dias 3 e 6 de agosto, participantes selecionados pelo Supremo Tribunal Federal vão apresentar suas posições na audiência pública que vai discutir a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, tema enfrentado na ADPF 442.

A Igreja local acredita que uma democracia se consolida quando a Constituição do país é respeitada. No caso em questão, sob o pretexto de se tratar de uma reinterpretação do Código Penal, tenta-se inserir no ordenamento jurídico brasileiro uma agressão direta ao artigo 5º de nossa Lei Maior, cabendo, portanto, a todos os cidadãos e instituições indagarem-se a respeito de tal estratégia de agressão à vida. O referido artigo 5º, ao garantir a inviolabilidade do direito à vida, é uma cláusula pétrea instituída pelo constituinte originário, não sendo possível, portanto, alterações ou revogações para perda de direitos fundamentais, ainda que sob a capa de atualizações ou reinterpretações. Uma efetiva democracia se consolida através da distribuição dos poderes, com nítida distinção entre fazer leis e zelar por seu cumprimento. Uma vez que a questão abordada pela ADPF 442 não se encontra em mora legislativa, ou seja, o tema permanece em discussão no Congresso Nacional - inclusive com rejeição expressa de projeto de lei que intentava descriminalizar o aborto no Brasil - e existe uma legislação em vigor, é preciso evitar que se ultrapassem os limites entre o guardião e o reformador da lei, numa confusão de funções que não é benéfica para a relação entre os poderes, a nação e seus cidadãos. 

No mesmo horário do ato diante do Cristo Redentor (15h), os sinos das igrejas no Rio de Janeiro também irão repicar e todos os fiéis estão convidados a usar roupas brancas e a rezar em suas comunidades e paróquias nessa intenção, para que os corações se comovam diante dos gritos de tantos inocentes ameaçados de condenação à morte.

“Há de existir incessante cobrança para que o Congresso Nacional feche, com chave de ouro, as portas ao aborto”, conclui Dom Orani.

 

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