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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/08/2018

20 de Agosto de 2018

Agentes da Pastoral do Povo da Rua participam de retiro na Catedral

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20 de Agosto de 2018

Agentes da Pastoral do Povo da Rua participam de retiro na Catedral

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31/07/2018 11:24 - Atualizado em 31/07/2018 11:24
Por: Da redação, com Cláudio Santos

Agentes da Pastoral do Povo da Rua participam de retiro na Catedral 0

O Vicariato para a Caridade Social e a Comissão Arquidiocesana da Pastoral do Povo da Rua promoveram, no último dia 28 de julho, na Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro, um retiro para os agentes de pastoral e comunidades consagradas,  e lideranças de pastoral com tema "Desafios da Vivência do Evangelho junto aos excluídos na missão do laicato". Além de propiciar momentos de espiritualidade, o encontro contribuiu para que todos conhecessem a mística da pastoral e da importância de sua atuação com a população em situação de rua na cidade do Rio.

O assistente eclesiástico da pastoral, Monsenhor Gustavo José Cruz Auler destacou a necessidade de mapear todos os grupos existentes para que estejam mais integrados e organizados em todos os vicariatos territoriais da Arquidiocese para que a ação da pastoral tenha maior alcance e contribua para valorizar a autoestima e dignidade das pessoas em situação de rua para que elas mesmas possam sair das ruas.

Ainda na parte da manhã, o vigário episcopal para a caridade social da Arquidiocese do Rio, Cônego Manuel Manangão, assessorou o encontro e apresentou a mística da pastoral no contexto da missão evangelizadora da Igreja, destacando conceitos importantes como o sentido de uma pastoral, da missão e a evangélica opção pelos pobres que toda Igreja deve assumir em sua ação evangelizadora:

“A ação pastoral não se limita a ação dos pastores, mas deve ser a ação de toda a comunidade eclesial que é chamada a ser sinal concreto da caridade de Cristo com os pobres. Isso expressa um jeito da Igreja evangelizar, proclamando a Boa Nova de Jesus Cristo por meio do serviço, do diálogo, do anúncio e do testemunho de comunhão, à luz da evangélica opção pelos pobres, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade, formando o povo de Deus e participando da construção de uma sociedade justa e solidária, sinais do Reino de Deus”, afirmou.

À tarde, Dom Joel Portella Amado, bispo auxiliar e referencial das pastorais sociais da Arquidiocese, falou sobre os desafios da vivência junto aos excluídos e a missão dos leigos no projeto de uma 'Igreja em Saída' proposta pelo Papa Francisco em sua Encíclica ‘Evangelli Gaudium’ (do latim: ‘Alegria do Evangelho’) para que o testemunho cristão nos ajude a superar o que o pontífice chamou de ‘globalização da indiferença’:

“O Santo Padre deseja que vençamos a indiferença que coloca o ser humano entre a cultura do individualismo e as exigências do mercado que gera uma pobreza cada vez maior que se manifesta de diferentes formas, acompanhada pelo crescente aumento da indiferença das pessoas com o seu próximo, sinais de uma ruptura com o projeto original preparado por Deus para a humanidade”, destacou.

O Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, fez uma breve passagem pelo retiro e saudou os presentes, agradecendo a todos pela dedicação e esforço em superar as dificuldades para manter a presença da Igreja junto aos pequenos e pobres:

"A realidade vivida pela população em situação de rua nos grandes centros urbanos é complexa e muito dura, o que requer o esforço não só da Igreja, mas de toda a sociedade para a superação desse problema. Quero aqui reconhecer o trabalho de todos vocês e agradecer aos padres, religiosos, e aos leigos que se dedicam a minimizar o sofrimento de quem está nas ruas, levando não só o alimento, mas a presença e o amor misericordioso de Deus a essas pessoas", finalizou.

Para Cláudio Santos, coordenador das pastorais sociais do Vicariato Episcopal Norte, o retiro contribuiu para animar e motivar os agentes e lideranças da pastoral e as comunidades consagradas a continuarem perseverando na missão de levar o amor misericordioso de Deus a uma população que sofre nas ruas com a invisibilidade e o abandono:

"O retiro deu enlevo à mística da Pastoral do Povo da Rua para animar e motivar os agentes e lideranças da pastoral e as comunidades consagradas frente aos desafios que enfrentamos no mundo contemporâneo que reproduz desigualdade e pobreza. Os efeitos da globalização afetam cada vez os mais pobres, ameaçando a vida no planeta, o que requer leigos mais engajados e capacitados para dialogar com a sociedade e levar a mensagem do Evangelho e a misericórdia de Deus aos que sofrem", destacou.

Durante o retiro, os participantes também se reuniram em grupos para avaliar a caminhada pastoral e debater propostas para aperfeiçoar a ação em todos os vicariatos territoriais da Arquidiocese do Rio. O encontro contou ainda com a participação de agentes da Pastoral do Povo da Rua da Diocese de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Pastoral do Povo da Rua

A missão da Pastoral do Povo da Rua é ser presença junto aos moradores em situação de rua e catadores de materiais recicláveis, reconhecendo os sinais de Deus presentes na sua história e desenvolver ações que transformem a situação de exclusão em projetos de vida para todos. Em sua missão, a pastoral busca promover os direitos humanos e sociais no convívio fraterno e solidário com as pessoas em situação de rua, criando laços de amizade, para ajudá-los no resgate de sua dignidade, autonomia e cidadania.

Nessa perspectiva, a pastoral também busca articular e organizar essa população contra a violência e a discriminação, reconhecendo-os como protagonistas de sua própria vida, além de debater e defender a criação de políticas públicas específicas voltadas para esse segmento da população que se encontra em situação de grave vulnerabilidade social.

Informações sobre a Pastoral do Povo da Rua ou de como participar de suas ações poderão ser obtidas através do e-mail vicariatosocialrj@arquidiocese.org.br.

 

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