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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/08/2018

20 de Agosto de 2018

Instituições católicas de saúde: ‘ação da caridade e promoção humana’

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20 de Agosto de 2018

Instituições católicas de saúde: ‘ação da caridade e promoção humana’

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19/07/2018 13:23 - Atualizado em 19/07/2018 13:23
Por: Priscila Xavier / Symone Matias

Instituições católicas de saúde: ‘ação da caridade e promoção humana’ 0

Após refletir sobre o panorama da saúde no país, sua identidade e missão, o Congresso Brasileiro de Instituições Católicas de Saúde também retratou a questão da “Sustentabilidade dos serviços da saúde”, a qual foi tema da terceira mesa de debates, que deu início ao último dia de conferência, em 18 de julho.

Tendo como moderador o diretor de operações da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, Artur Giovannini, a mesa foi formada pelo superintendente da Associação Congregação de Santa Catarina, João Alberto Santos; pelo membro do conselho da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e presidente da International Hospital Federation (IHP), Francisco Balestrin, e pelo diretor do Hospital de Amor de Barretos, Henrique Prata, que abordou a “Estratégia de captação de recursos como fortalecimento da sustentabilidade”.

João Alberto discorreu sobre “A importância da profissionalização da saúde”. Segundo ele, não se pode haver desperdícios dentro de uma instituição. “É preciso atingir os objetivos com economicidade, aplicar os recursos na medida certa e deles extrair o máximo de contribuição. Não tolerar desperdícios, estar atentos ao bom uso dos recursos próprios, e não só estes, mas também os recursos de terceiros, que foram colocados à nossa disposição. O desperdício é um ato pecaminoso contra o próximo”, pontuou.

Com o tema: “Modelos de remuneração baseados em valor”, Francisco afirmou que “devemos ter claro que ninguém presta um bom serviço se não houver uma boa remuneração. A saúde, embora seja uma ação altruísta, e as religiões a tem como visão missionária, no fundo, nada pode fazer se não tiver recursos. O grande problema é que, enquanto o resto do mundo gasta 40% em hospitais e 60% em medicina primária, ambulatórios e prevenção de saúde, nós gastamos quase 80% somente com os hospitais, o que faz com que haja menos recursos”, explicou.

Seguindo o Papa Francisco

Presidente e diretora do Hospital São Vicente de Paulo, irmã Marinete Tibério – que ministrou uma palestra acerca da Carta Circular 34, do Papa Francisco, a qual motivou a criação da Associação Brasileira de Instituições Católicas de Saúde (ABICS). “Tudo estava no ideal de quatro instituições: os três hospitais católicos do Rio e o Ambulatório da Providência que, estudando o documento do Papa, viram a importância da integração das instituições católicas e, com coragem, se dispuseram a colocar isso em prática. O congresso foi, na realidade, o pano de fundo para que pudéssemos apresentar a nossa proposta de criação da ABICS, que, na prática, já existe com essas instituições desde março de 2017”, explicou.

Segundo a religiosa, o congresso alcançou cerca de cem instituições pelo Brasil, somando as santas casas de misericórdia, as quais muitas estão sob responsabilidade de arquidioceses e diocese. “É muito bom quando percebemos que um movimento que nasceu de uma simples vontade de agregar valores e fortalecer as instituições teve uma repercussão tão grande”, declarou a irmã.

Ainda de acordo com ela, durante o encontro, foi realizada uma coleta de intenções, nas quais as entidades preencheram, espontaneamente, um formulário, manifestando o desejo de filiarem-se à ABICS. “Chegamos a cerca de 50 instituições que desejam fazer parte do movimento. Iniciar uma associação com esse número é uma graça. A ideia foi do Papa Francisco, nós apenas seguimos”, enfatizou.

‘Que nenhuma instituição feche por falta de recursos’

Vice-presidente da Federação Internacional de Associações Médicas Católicas (FIAMC) e diretora para a América do Sul da Confederação Internacional das Instituições de Saúde Católicas (CIISAC), a médica Maria Inez Linhares de Carvalho falou sobre o Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral.

Segundo ela, “as instituições católicas de saúde não são apenas úteis, mas também são necessárias para a missão da Igreja, porque elas dão consistência e continuidade à ação da caridade e à promoção humana em uma comunidade cristã”, disse.

Maria Inez também ressaltou que a principal luta da Igreja na questão da saúde é não permitir que mais instituições fechem as portas por falta de verbas. “A CIISAC é uma preocupação que a Igreja tem, desde o período do Papa João Paulo II, de buscar integrar as instituições católicas de saúde. A ABICS será muito importante para o nosso país, desde as entidades com maiores recursos até as com menos verbas. O pensamento da Igreja é não permitir que as instituições de saúde se fechem por falta de recursos”, finalizou.

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