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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/10/2018

22 de Outubro de 2018

‘O nosso desafio é continuar perseverantes’

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19/07/2018 13:11 - Atualizado em 19/07/2018 13:11
Por: Priscila Xavier / Symone Matias

‘O nosso desafio é continuar perseverantes’ 0

No período da tarde do dia 17 de julho, a primeira edição do Congresso Brasileiro de Instituições Católicas de Saúde, que aconteceu no auditório do Edifício João Paulo II, na Glória, contou com a realização de duas mesas de debates.

A primeira delas, intitulada “Panorama da saúde no Brasil: diagnóstico e desafios para as instituições católicas de saúde”, teve como moderador o diretor executivo da Casa de Saúde São José, do Rio de Janeiro, Nélisson do Espírito Santo.

Ela ainda foi composta pela diretora técnica do Hospital Santa Marcelina, irmã Monique Bourget, que abordou a “Contextualização da realidade atual”; pelo secretário de Atenção à Saúde de Minas Gerais, Francisco de Assis Figueiredo, que abordou o tema “A realidade do Sistema Único de Saúde”, e pelo diretor corporativo de relações governamentais da Associação Congregação de Santa Catarina, César Augusto de Oliveira Paim, que discorreu sobre “Os impactos da Lei da Filantropia para nossas instituições”.

Para irmã Monique, muitas entidades possuem desafios parecidos e, com uma maior integração, será possível encontrar caminhos para a solução da problemática. “Os desafios são enormes. Acredito que o importante deste congresso é unir as instituições, uma vez que hoje cada um trabalha no seu ambiente, com seus desafios, sendo estes parecidos. Atualmente, a vida não é valorizada, e a nossa missão é ajudar a sociedade a compreender que a vida tem valor”, disse.

Já Francisco, que atuou por dois anos como secretário de saúde, destacou o papel das entidades filantrópicas frente ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Hoje, é uma necessidade as entidades estarem mais próximas para que juntos possamos melhorar a saúde no Brasil. Atualmente, as instituições filantrópicas são fundamentais para o SUS. Em muitas regiões do país, elas são a única unidade de saúde da localidade, e, ainda, custeiam 60% das internações de alta complexidade”, afirmou.

Enquanto César defendeu a importância da imunidade tributária para essas instituições. “Temos um SUS que não remunera um orçamento, que não alcança e não atende às necessidades do sistema. Então, hoje, a imunidade tributária é uma questão entre a vida e a morte das nossas instituições, uma vez que os recursos que recebemos não são suficientes, e se não tivéssemos essa imunidade, seria completamente inviável o atendimento ao público”, completou.

A segunda mesa, com o tema: “Identidade e Missão”, teve como moderador o diretor geral do Hospital São Francisco na Providência de Deus, frei Paulo Batista, e composta pelos bispos auxiliares do Rio de Janeiro Dom Paulo Celso Dias do Nascimento, que falou sobre a “Inspiração dos Santos Fundadores” e Dom Joel Portella Amado, que tratou sobre o tema “O Serviço de Saúde na perspectiva do Papa Francisco”, e pelo superior geral da Ordem dos Ministros dos Enfermos (camilianos), padre Leo Pessini, que explicou a temática “Filantropia como missão”.

Para Dom Paulo, o maior desafio será a perseverança para a continuação do compromisso firmado. “Tivemos a alegria de refletir sobre os santos fundadores das instituições, que trouxeram seu carisma como fruto da oração, mas tudo com a graça de Deus. Foram pessoas que revolucionaram pela sua identidade com Cristo e impulsionaram a formação de criação de instituições com trabalhos de promoção em favor da vida e do ser humano. Agora, o nosso desafio é continuar perseverantes, para que a chama da nossa missão permaneça sempre acesa”, destacou.

Já Dom Joel ressaltou a necessidade de retomar o sonho inicial de Deus. “O que estamos assumindo é a necessidade de retomar o sonho original de Deus: que toda a criação é, historicamente, uma grande rede. O sonho dos fundadores, ao que o Santo Padre se refere, concretizou isso. Agora, é outro momento histórico, com uma série de desafios e mais um passo na concretização do que chamamos de unirmos forças”, acrescentou.

Padre Leo afirmou que a competência profissional testemunha os valores cristãos. “Não há sistema de saúde no mundo que não esteja em crise. Não há sistema de saúde perfeito; os recursos são sempre muito poucos, as necessidades são sempre muito maiores. Temos a problemática de pessoas que não são atendidas, muitas filas, faltam profissionais atenciosos, humanos, sensíveis. A competência profissional, uma administração institucional humanizada e a ética testemunham os valores da filantropia e do cristianismo”, finalizou.

Na ocasião, padre Leo concedeu autógrafos aos participantes no livro em que ele publicou, intitulado “Buscar sentido e plenitude da vida”, que aborda questões voltadas para a bioética, saúde e espiritualidade.

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