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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 24/09/2018

24 de Setembro de 2018

Fundadora das Irmãs do Bom Conselho celebra 100 anos de vida

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24 de Setembro de 2018

Fundadora das Irmãs do Bom Conselho celebra 100 anos de vida

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13/07/2018 13:48 - Atualizado em 13/07/2018 13:49
Por: Da redação

Fundadora das Irmãs do Bom Conselho celebra 100 anos de vida 0

Para celebrar os 100 anos de vida de Madre Maria Bernadete de Jesus, fundadora do Instituto de Nossa Senhora do Bom Conselho, será celebrada uma missa em ação de graças, presidida pelo arcebispo de Niterói (RJ), Dom José Francisco Rezende Dias, na Igreja Nossa Senhora do Amparo, em Maricá (RJ),no dia 22 de julho, às 16h. O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, também presidiu missa pelo mesmo jubileu, no dia 14 de julho, na capela do Palacio São Joaquim, na Glória.

A vida

Madre Maria Bernadete, batizada com o nome de Maria Madalena de Figueiredo, nasceu no dia 22 de julho de 1918, em Sousa, na Paraíba – a primeira entre os 12 filhos do casal Manoel Francisco de Figueiredo e Francisca Maria de Figueiredo.

Recebeu o Sacramento do Batismo com 40 dias de nascimento, em 1º de setembro, na Paróquia Nossa Senhora dos Remédios; a Crisma no ano de 1921 e a primeira Eucaristia no dia 8 de dezembro de 1925.

Proveniente de uma família religiosa e piedosa, desde muito cedo tinha profunda sensibilidade pelo sagrado. Participava ativamente da igreja com seus pais – de quem adquiriu um sincero amor pela Igreja e zelo pelos sacerdotes. Ela atuou na catequese infantil e gostava de frequentar a adoração eucarística.

Estudou no Colégio das Irmãs Doroteias, cresceu no conhecimento e na fé cristã, quando também foi desabrochando a vocação para a vida consagrada.

Aos l5 anos, com o falecimento de sua mãe, além dos estudos, precisou, juntamente com o pai, se dedicar aos cuidados dos irmãos mais novos, que carinhosamente a chamavam de ‘mãezinha’. Com o passar dos anos, seu pai conheceu uma senhora que frequentava a mesma paróquia. Alguns dias depois, conversando com a filha sobre a possibilidade de um novo matrimônio, Maria Madalena ficou imensamente feliz e o incentivou a realizar este desejo.

A realização de um sonho

Sentindo que chegara o tempo de realizar seu grande sonho, parecia que tudo fora preparado e conduzido por Deus. Aos dezenove anos, ingressou no Convento das Irmãs Missionárias Carmelitas, na cidade de Cajazeiras, na Paraíba. No dia 15 de agosto de 1938, iniciou a etapa do postulantado e, em 10 de fevereiro de 1939, foi admitida ao noviciado, recebendo o hábito próprio e o nome religioso de Irmã Maria Bernadete de Jesus. Todo o período de formação durou dois anos.

Irmã Maria Bernadete emitiu os primeiros votos, dedicados a Nossa Senhora de Lourdes, em 1941. Já em 10 de agosto de 1950, proferiu os votos de castidade, pobreza e obediência, entregando-se, definitivamente, a Cristo, e se dedicando a uma vida de oração, sacrifício e trabalho.

Em janeiro de 1952, dois anos após os votos perpétuos, foi eleita superiora geral das Irmãs Missionárias Carmelitas, substituindo a fundadora, Madre Carmelita, que estava em idade avançada.

Um passo a mais

Tendo um imenso desejo de incluir na ordem o compromisso de imolar-se pela santificação dos sacerdotes, Madre Maria Bernadete, sem a intenção de deixar o Carmelo, fez um pedido especial ao bispo. Isto não foi aprovado pelo padre fundador, que a orientou a escrever uma carta a Roma.

Passado algum tempo, ela recebeu, como resposta, o aconselhamento de que deveria desligar-se do Carmelo para uma nova fundação. Em oração, percebeu nos acontecimentos a vontade de Deus. Assim, logo começou a organizar o desligamento do Carmelo.

Como responsável pela congregação, iniciou visitas às comunidades, para informar às religiosas a resposta de Roma e, também, despedindo-se de cada uma. Várias delas pediram para acompanhá-la nesta nova missão. O desligamento da Congregação das Irmãs Missionárias Carmelitas aconteceu em 13 de janeiro de 1957, com um grupo de religiosas.

Percorreram um longo caminho, de muitos sofrimentos e provações. No entanto, entre elas reinava grande paz, alegria e confiança na Providência Divina. Permaneceram alguns meses em São Paulo e chegaram ao Rio de Janeiro, onde foram recebidas pelo então arcebispo Cardeal Jaime de Barros Câmara. Juntamente com Madre Maria Bernadete, as Irmãs Maria do Santíssimo Sacramento, Maria Violeta, Maria dos Anjos e Maria Teresinha iniciaram a nova fundação.

No dia 26 de março de 1959, Dom Jaime as acolheu em sua própria residência por alguns anos, assumindo a fundação e acompanhando-as nos primeiros anos, orientando-as espiritualmente, como também dando apoio às necessidades materiais.

Mais tarde, debilitado e impossibilitado de dar continuidade ao trabalho, confiou aos jesuítas, por meio do padre Flávio da Veiga, os cuidados espirituais das irmãs. A fundação recebeu o nome de Instituto Nossa Senhora do Bom Conselho, que passou a ser marcado pela espiritualidade inaciana: “Em tudo, amar e servir, fazendo tudo para a maior glória de Deus” (Santo Inácio de Loyola).

Nesta transição de direção e orientação espiritual, a sede do instituto foi transferida para a Arquidiocese de Niterói e acolhida pelo arcebispo Dom Antônio de Almeida Morais Júnior, no dia 11 de julho de 1963. Foi oferecido para o Instituto residir na cidade de Maricá, assumindo os trabalhos pastorais e de catequese da Paróquia Nossa Senhora do Amparo.

As religiosas do Instituto de Nossa Senhora do Bom Conselho se consagram, emitindo os votos perpétuos e oferecendo suas vidas em união com Jesus na Eucaristia, que se imola constantemente ao Pai pela humanidade. As Irmãs, com Jesus, se imolam ao Pai, pela santificação dos sacerdotes. Este carisma foi inspirado no texto do Evangelho de São João: “Por eles, eu me consagro” (Jo 17,19).

A Madre fundadora sempre ensinou às suas filhas que as coisas ordinárias, por mais simples que sejam, devem ser realizadas de modo extraordinário, vivendo intensamente a vida comunitária com fidelidade e doação. Elas devem ser como uma vela iluminando e aquecendo, sem nada exigir para si.

É uma imensa alegria e uma grande riqueza para o Instituto ter consigo a presença da fundadora que, no silêncio de sua idade avançada, transmite a todas o valor da consagração e da imolação de uma vida inteira, consumindo-se como uma vela acesa.


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