Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/09/2018

22 de Setembro de 2018

Arquidiocese do Rio celebra Missa de seis anos da Páscoa definitiva do Cardeal Dom Eugenio Sales

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22 de Setembro de 2018

Arquidiocese do Rio celebra Missa de seis anos da Páscoa definitiva do Cardeal Dom Eugenio Sales

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10/07/2018 11:26 - Atualizado em 10/07/2018 11:27
Por: Raphael Freire

Arquidiocese do Rio celebra Missa de seis anos da Páscoa definitiva do Cardeal Dom Eugenio Sales 0

Na companhia dos bispos auxiliares, sacerdotes e fiéis da Arquidiocese do Rio de Janeiro, o bispo auxiliar emérito Dom Assis Lopes presidiu nesta terça-feira, 10 de julho, na cripta da Catedral de São Sebastião, no Centro, a missa pelos seis anos de falecimento do Cardeal Eugenio de Araujo Sales. Sua vida e seu ministério foram lembrados com carinho, orações e ação de graças por tudo o que fez como servo bom e fiel, preocupado com o bem comum e a caminhada da Igreja.

“Todas as vezes que eu venho aqui na Catedral, mesmo com a porta da cripta fechada, rezo pelos nossos irmãos que repousam na paz do Senhor, dentre eles, Dom Eugenio de Araujo Sales. E por que eu rezo aqui? Porque a virtude da gratidão não cai do céu e nem brota do chão. A gente aprende a ser grato e na nossa vida o mais importante é sabermos agradecer por aquilo que recebemos. E nós tivemos a graça de tê-lo entre nós. Uma das virtudes que sempre admirei nele era a obediência a Deus e a Igreja... Era um pastor obediente. Com esta celebração pedimos ao Senhor por Dom Eugenio para que ele possa ouvir: ‘servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu Senhor’, pois, certamente, ele já está na alegria do Senhor”, afirmou.  

Dom Assis ressaltou que Dom Eugenio ‘se gastou’ inteiramente pelo anúncio do Evangelho e pelo povo de Deus com as mais diversas causas sociais não só no Rio de Janeiro, mas também em Natal, no Rio Grande do Norte, e em Salvador, na Bahia.

“A vida de alguém que está a frete de uma arquidiocese não é fácil. Diante de tantos problemas e dificuldades, aquele que conduz precisa ter uma vida de oração constante. Por outro lado, sabemos que a vida daquele que escolhe servir o Senhor é pautada por dificuldades, um carregar constante da Cruz, e isso não deveria ser novidade para nós. Mas é preciso saber que quem conduz a Igreja de Deus é Ele e nós temos que tomar cuidado para não atrapalhar. Dom Eugenio disse sim ao convite que o Senhor o fez e sabia que quem conduzia a obra era o próprio Deus, em especial, nos momentos mais difíceis de seu pastoreio. Agradecemos ao Pai pela vida e legado de Dom Eugenio, e aqui nesta missa testemunhamos a presença de muitos padres ordenados por ele. Esses sacerdotes são extensões de todas as boas ações que ele realizou aqui no Rio e esta celebração é de gratidão por esse pastor que por aqui passou sendo amigo do Senhor e sabendo carregar a Cruz. Peçamos a Deus por Dom Eugenio que serviu a Igreja de Deus”, concluiu.

A trajetória de Dom Eugenio de Araujo Sales

Quando faleceu, em 9 de julho de 2012, tinha 91 anos de idade, 69 anos de sacerdócio, 58 anos de episcopado e 43 anos de cardinalato. Durante 30 anos – de 1971 a 2001 – que esteve à frente da Arquidiocese do Rio de Janeiro, destacou-se pelo zelo pastoral e fidelidade à Igreja. Os números de seu ministério impressionam: sagrou 22 bispos e ordenou 215 sacerdotes.

Filho de Celso Dantas Sales e de Josefa de Araujo Sales, nasceu no dia 8 de novembro de 1920 na cidade de Acari, região mais árida do Nordeste, no Rio Grande do Norte. Aos 11 anos, ingressou no Seminário Menor da Prainha, em Fortaleza (CE), sendo ordenado no dia 21 de novembro de 1943 por Dom Marcolino Dantas, na antiga Catedral de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal.

Dom Eugenio atuou como vigário e auxiliar do arcebispo da cidade de origem. Nesse período, ele já demonstrava as preocupações com os mais necessitados e sofredores, lançando projetos de educação rural e de base, sindicatos dos camponeses, escolas radiofônicas, Pastoral da Terra. Tal empenho atraiu as atenções do então Papa, Pio XII, promovendo-o bispo diocesano em 1954. Em 1969, o Papa Paulo VI o nomeou como o mais jovem cardeal, aos 48 anos, assumindo o título de São Gregório VII.

Com a morte de Dom Jaime de Barros Câmara em 1971, o Papa Paulo VI o designou para o arcebispado do Rio de janeiro. Junto com Dom Helder Câmara, Dom Eugenio ampliou o Banco e a Feira da Providência, criou casas de acolhida para amparar desde crianças aidéticas a mulheres em situação de prostituição, além de criar pastorais de rua e presidiárias.

Dom Eugenio foi um grande presente de Deus à Arquidiocese do Rio de Janeiro. Um homem à frente de seu tempo, mas que com coragem e ousadia, permaneceu firme no serviço a que foi chamado. Carregou por 69 anos o lema que o conduziu durante toda a vocação sacerdotal, fundamentada na Carta de São Paulo aos Coríntios: "Impendam et Superimpendar", que significa: “De mui boa vontade darei o que é meu, e me darei a mim mesmo pelas vossas almas, ainda que, amando-vos mais, seja menos amado por vós” (2Cor 12,15).

 

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