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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/11/2018

20 de Novembro de 2018

Francisco: ‘Os pobres nos ajudam a redescobrir a beleza do Evangelho’

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20 de Novembro de 2018

Francisco: ‘Os pobres nos ajudam a redescobrir a beleza do Evangelho’

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15/06/2018 13:30 - Atualizado em 15/06/2018 13:31
Por: Rádio Vaticano

Francisco: ‘Os pobres nos ajudam a redescobrir a beleza do Evangelho’ 0

Um convite a descobrir a beleza do Evangelho. Assim é a mensagem do Papa Francisco em vista da segunda edição do Dia Mundial dos Pobres, que este ano se celebra em 18 de novembro, no 33º Domingo do Tempo Comum.

O tema da mensagem foi extraído do Salmo 34: “Este pobre grita e o Senhor o escuta”. “As palavras do salmista tornam-se também as nossas no momento em que somos chamados a encontrar-nos com as diversas condições de sofrimento e marginalização em que vivem tantos irmãos e irmãs nossos que estamos habituados a designar com o termo genérico de ‘pobres’, explicou o Papa.

Gritar

O Papa prosseguiu: “O que emerge desta oração é o sentimento de abandono e de confiança num Pai que escuta e acolhe. O salmo caracteriza com três verbos a atitude do pobre e a sua relação com Deus. Antes de tudo, gritar. A condição de pobreza não se esgota numa palavra, mas se torna um grito que atravessa os céus e chega até Deus. Num dia como este, somos chamados a fazer um sério exame de consciência, de modo a compreender se somos verdadeiramente capazes de escutar os pobres, pois é do silêncio da escuta que precisamos para reconhecer a sua voz”.

Responder

“Um segundo verbo é ‘responder’. O Senhor, diz o salmista, não só escuta o grito do pobre, como também responde. A sua resposta é uma participação cheia de amor na condição do pobre.

A resposta de Deus é também um apelo para que quem acredita n’Ele possa proceder de igual modo, dentro das limitações do que é humano.

“O Dia Mundial dos Pobres pretende ser uma pequena resposta que, de toda a Igreja, dispersa por todo o mundo, é dirigida aos pobres de todos os tipos e de todas as terras para que não pensem que o seu grito tenha caído no vazio. Provavelmente, é como uma gota de água no deserto da pobreza, e, contudo, pode ser um sinal de partilha para com os que estão em necessidade, para sentirem a presença ativa de um irmão e de uma irmã”.

Libertar

“Um terceiro verbo é ‘libertar’. O pobre da Bíblia vive com a certeza que Deus intervém a seu favor para lhe restituir a dignidade. A pobreza não é procurada, mas é criada pelo egoísmo, pela soberba, pela avidez e pela injustiça. Males tão antigos como o homem, mas mesmo assim continuam a ser pecados que implicam tantos inocentes, conduzindo a consequências sociais dramáticas.”

Francisco citou a falta de meios elementares de subsistência, a marginalidade, as diversas formas de escravidão social, apesar dos progressos levados a cabo pela Humanidade… “Quantos pobres, como Bartimeu, estão hoje à beira da estrada e procuram um sentido para a sua condição!”, escreveu.

Marca da alegria

O Papa denuncia a aversão aos pobres, considerados não apenas como pessoas indigentes, mas também como gente que traz insegurança, instabilidade e desorientação. E na verdade, são os primeiros a estar habilitados para reconhecer a presença de Deus e para dar testemunho da sua proximidade na vida deles.

Francisco manifesta o desejo de que este dia fosse celebrado com a marca da alegria pela redescoberta da capacidade de estar juntos. “Rezar juntos em comunidade e partilhar a refeição no dia de domingo. Uma experiência que nos leva de volta à primeira comunidade cristã.” O Pontífice aprecia a colaboração com outras instituições fora da Igreja, recordando que os verdadeiros protagonistas são o Senhor e os pobres. “Quem se coloca ao serviço é instrumento nas mãos de Deus para fazer reconhecer a sua presença e a sua salvação”.

Beleza do Evangelho

O Papa concluiu sua mensagem com uma palavra de esperança: “Muitas vezes, são os pobres que colocam em crise a nossa indiferença, filha de uma visão da vida demasiado imanente e ligada ao presente. É na medida em que somos capazes de discernir o verdadeiro bem que nos tornamos ricos diante de Deus e sábios diante de nós mesmos e dos outros. É na medida em que se consegue dar um sentido justo e verdadeiro à riqueza, cresce-se em humanidade e torna-se capaz da partilha”.

Por fim, Francisco convidou toda a Igreja a viver este Dia Mundial como um momento privilegiado de nova evangelização. “Os pobres evangelizam-nos, ajudando-nos a descobrir cada dia a beleza do Evangelho. Não deixemos cair no vazio esta oportunidade de graça”

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