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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/11/2018

18 de Novembro de 2018

Pastoral urbana é tema de Encontro dos Bispos das Grandes Metrópoles em Salvador

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18 de Novembro de 2018

Pastoral urbana é tema de Encontro dos Bispos das Grandes Metrópoles em Salvador

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08/06/2018 14:54 - Atualizado em 08/06/2018 14:58
Por: Priscila Xavier

Pastoral urbana é tema de Encontro dos Bispos das Grandes Metrópoles em Salvador 0

O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, junto com seus bispos auxiliares, participou do Encontro dos Bispos das Grandes Metrópoles que, neste ano, aconteceu em Salvador, na Bahia, no dia 4 de junho.

O evento também contou com a presença dos arcebispos e bispos das arquidioceses de Salvador, São Paulo, Belo Horizonte, Londrina, Olinda e Recife, Belém, Brasília, Florianópolis, Ribeirão Preto e Goiânia. O encontro tem como objetivo tratar dos principais temas que cercam as metrópoles brasileiras, sendo debatida, neste ano, a questão da pastoral urbana.

Bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio, Dom Antonio Augusto Dias Duarte destacou que essas questões são abordadas desde a Conferência de Aparecida. “O documento enfatiza a necessidade de criar uma nova mentalidade pastoral, não mais centrada em trabalhos que são eficientes, porém, não adequados, uma vez que as grandes cidades já não se limitam apenas numa localização, elas têm mobilidade. As pessoas não estão vinculadas a uma paróquia territorial, mas afetiva. Assim, a Igreja não se volta para uma região, mas para a realidade”, destacou.

De acordo com Dom Antonio, tais mudanças exigem da Igreja uma conversão pastoral. “Vivemos em um mundo secularizado, não mais um mundo religioso, no sentido cristão. As diversas religiões têm seus adeptos e espaços. Então, o nosso desafio é: como chegar aos católicos, em primeiro lugar, para que eles não percam sua identidade? Como nos relacionarmos com as novas Igrejas, especialmente as neopentecostais e as religiões afro-brasileiras? Como fazer com que as pessoas vivam os valores comuns, como a paz e o respeito comum? Antes era uma maioria católica, depois cristã e agora as religiões afro. Porém, o fenômeno mais preocupante são as pessoas sem religião”, frisou.

Dom Antonio ressaltou, ainda, que “três pontos foram muito tratados: precisamos olhar mais para a pessoa do que o trabalho pastoral; mais para o tempo do que para o espaço onde as pessoas se encontram; mais para o sentir do que o pensar. Como fazer com que as pessoas não apenas ocupem um espaço, não apenas vivam uma emoção, mas sejam evangelizadas?”, questionou.

Segundo ele, tais pontos exigem da Igreja um novo posicionamento. “As pessoas estão mais conscientes de sua individualidade, seu valor, e não querem ser tratadas de forma massificada. Isso exige outro posicionamento: atendimento pessoal e não somente coletivo. Consequentemente, há a necessidade do aumento das vocações sacerdotais e religiosas, maior presença do leigo na evangelização. Vivemos numa geração na qual o que vale é o que você sente. Às vezes, nos dirigimos à cabeça da pessoa, fazemos um discurso fiel e linear ao Evangelho e Magistério da Igreja, mas a pessoa quer mais sentir do que pensar. Então, também devemos chegar ao coração. Isso é difícil, porque a Igreja está acostumada a anunciar, e deve continuar anunciando, mas o modo tem de ser diferente”, completou.

Paróquia Ascensão do Senhor: exemplo de conversão pastoral

Neste ano, o tema do encontro “Pastoral Urbana, a partir da experiência da Paróquia Ascensão do Senhor”, recordou a ousadia do então arcebispo da Bahia, Cardeal Avelar Brandão Vilela, que, em 1973, pediu ao então governador, Antônio Carlos Magalhães, para que fosse construída uma capela justamente onde seria o novo Centro Administrativo do Estado.

Porém, a realidade do terreno onde a igreja seria construída era a de um deserto, cercado por fazendas e sítios. Como pároco, foi escolhido monsenhor José Hamilton de Almeida Barros, que por mais de 30 anos esteve à frente da comunidade e viu a região inabitável dar lugar a imensos condomínios.

Mas, dentro dessa realidade, havia outro problema: apesar da chegada dos novos moradores, os condomínios eram fechados e muitos dos fiéis não saíam para participar das atividades paroquiais. Foi a partir disso que monsenhor Hamilton decidiu levar a paróquia aos condôminos, criando círculos bíblicos nos apartamentos, e realizava, inclusive, celebrações. Dessa forma, a igreja cresceu e tornou-se um exemplo de pastoral urbana.

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