Arquidiocese do Rio de Janeiro

30º 17º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 17/10/2018

17 de Outubro de 2018

Santo Antônio de Lisboa, de Pádua e dos Pobres do Rio

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

17 de Outubro de 2018

Santo Antônio de Lisboa, de Pádua e dos Pobres do Rio

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

08/06/2018 14:39 - Atualizado em 08/06/2018 14:40
Por: Priscila Xavier

Santo Antônio de Lisboa, de Pádua e dos Pobres do Rio 0

Casamenteiro, padroeiro dos namorados, mas também santo dos mais necessitados. É dessa forma que a Paróquia Santo Antônio dos Pobres, na Rua dos Inválidos, no centro do Rio, celebrará a festividade dedicada ao padroeiro, no dia 13 de junho.

Nesse dia, além das demais celebrações, o Cardeal Orani João Tempesta presidirá  santa missa, às 15h. Já no dia 16, acontecerá a tradicional Procissão de Santo Antônio, às 16h, pelas ruas do Centro. Nessa data, as missas serão celebradas às 10h e às 18h.

Pároco da comunidade há três meses, padre José Brito Terceiro destacou que a evangelização será o principal objetivo da festividade. “Teremos muitos frutos a partir da celebração, no ponto de vista espiritual. Será um momento único para evangelizar, fazendo as pessoas refletirem sobre a vida de Santo Antônio. Não é colocar o santo de cabeça para baixo, mas sim, pensar sobre seu exemplo. Queremos colocar Santo Antônio na vida das pessoas e passar para aquelas que estão fora e também dentro da Igreja a mensagem do Evangelho vivo. Do contrário, será uma festividade em vão”, declarou.

A igreja dos pobres

Considerado um dos endereços mais concorridos da cidade no século 19, a Rua dos Inválidos acolhia a nobreza carioca, além de ilustres moradores, recebendo este nome devido à criação de um asilo para soldados reformados e impossibilitados de suas atividades. Foi justamente neste endereço, no número 42, que, em 15 de agosto de 1807, nasceu a Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento, Santo Antônio dos Pobres e Nossa Senhora dos Prazeres, por providência divina. Essa também é a data em que nasceu o santo padroeiro.

Através dos membros da irmandade, surgiu o desejo de criar um templo sob o título de Santo Antônio dos Pobres. O santo seria o mesmo, porém, o acréscimo ao nome se deve ao fato de, naquela época, já existir o Convento Santo Antônio, no Largo da Carioca, frequentado pela mais alta classe social da época.

Até os dias de hoje, 210 anos após a criação, a irmandade realiza atividades caritativas e sociais, voltadas para a assistência aos mais pobres, como a distribuição de pães e alimentos, roupas, calçados, cobertores, além de atender a mais de 200 famílias com cestas básicas mensais.

Provedor da Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento de Santo Antônio dos Pobres desde 2005, José Queiroga afirmou que, inicialmente, relutou para não tornar-se membro da irmandade. “Quando vim ao Brasil, em 1970, montei um comércio de antiguidades em frente à igreja. Os provedores sempre vinham a mim pedir o carro emprestado para a procissão ou algum tipo de doação e demais necessidades. Em 2003, me convidaram para fazer parte da irmandade. Relutei. Mas vi que o trabalho era digno de louvor e decidi me doar também”, contou.

Português, nascido no município de Boticas, José Queiroga também relatou que a devoção ao santo português surgiu somente no Brasil. “Sempre fui católico praticante. Quando criança era coroinha, participei das missas em latim, visitava as casas com meu pároco no período da Páscoa. Em minha vila, havia um altar dedicado a Santo Antônio, porém, minha devoção sempre foi a Nossa Senhora de Fátima, padroeira de Portugal e minha padroeira. A devoção a Santo Antônio começou a crescer quando ingressei na irmandade”, disse.

O primeiro templo

Três anos depois, em 1810, a igreja estava erguida. A solenidade de fundação contou com a presença da Família Real e de demais personalidades da corte. Mesmo sendo frequentada pelo povo mais simples, assistir à missa na Igreja de Santo Antônio dos Pobres também era atestado de elegância. Foi também nesse templo que o então rei de Portugal, Dom João VI, atribuiu à intercessão de Santo Antônio a vitória do exército português sobre os de Napoleão Bonaparte, expulsando-os das terras de Portugal.

Passados 129 anos desde a sua fundação, as marcas do tempo começaram a surgir nas paredes, no assoalho, no madeiramento. Em 1940, após a demolição de uma parte do antigo templo, a Pedra Fundamental do atual edifício foi lançada no dia 23 de abril.

A bênção foi dada pelo então núncio apostólico, Dom Bento Aloisi Masela, uma vez que o arcebispo no Rio na época, Cardeal Sebastião Leme, estava enfermo. As obras duraram nove anos e só findaram em 1949. Ainda assim, mesmo com as construções, não houve interrupção das santas missas.

Tempos depois, em 2010, a igreja sofreu novos abalos: a construção de um edifício tecnológico nas imediações da paróquia provocou sérios danos estruturais. Problemas como rachaduras, assoalho e a necessidade de restauração das imagens do altar, da sacristia, dos vitrais e sinos, provocaram a interdição do templo – tombado pelo patrimônio municipal desde 1987 – e a transferência das celebrações eucarísticas para um salão em frente.

Somente em maio de 2013 a igreja foi reinaugurada. A celebração foi presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta e contou ainda com a presença do então prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do cônsul geral de Portugal no Rio de Janeiro, embaixador Nuno Belo – uma vez que o país contribuiu para a restauração do órgão com 649 tubos, em 2009, adquirido pela comunidade paroquial ainda na década de 1950.

Durante as restaurações, foi descoberto piso em ladrilho hidráulico da capela anterior, erguida em 1811, os quais foram expostos ao público sob a proteção de outro piso de vidro.

Santo Antônio, exemplo de bondade

Nascido em Lisboa, capital de Portugal, no dia 15 de agosto de 1195, Fernando de Bulhões ingressou, aos 19 anos, no Mosteiro dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. Dois anos depois, em 1214, foi ordenado sacerdote, em Coimbra, onde também conheceu os Frades Franciscanos e se entusiasmou pelo fervor e radicalidade com que viviam o Evangelho.

Ao ver cinco corpos de franciscanos martirizados no Marrocos, sentiu-se profundamente tocado e decidiu entrar na ordem, assumindo o nome de frei Antônio. Com ardor missionário, o dom da palavra e força na pregação, decidiu seguir em missão ao Marrocos, a exemplo dos cinco franciscanos outrora vistos.

Durante a viagem, uma doença fez com que frei Antônio fosse obrigado a retornar. Porém, no percurso, uma forte tempestade atingiu seu barco, o qual perdeu a rota e fez com que o frei fosse parar na Itália.

Santo Antônio conheceu pessoalmente São Francisco de Assis, que por seu conhecimento teológico o colocou responsável pela formação dos frades. Após a morte de São Francisco, é Santo Antônio que vai a Roma apresentar ao Papa Gregório IX a Regra da Ordem Franciscana.

Santo Antônio ficou muito conhecido pelos seus grandes sermões. Sua maneira de pregar atraía multidões e provocava profunda conversão no coração daqueles que o escutavam. Mas Santo Antônio é lembrado, acima de tudo, por ser, a exemplo de São Francisco, um grande irmão dos mais pobres, um olhar atento aos necessitados e um coração que partilhava o pão e o dom da vida.

Ele morreu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231, aos 36 anos. Após sua morte, aconteceram tantos milagres que 11 meses depois ele foi beatificado e canonizado. Quando seu corpo foi exumado, sua língua estava intacta: era a prova de que sua pregação era inspirada por Deus. Sua língua está exposta até hoje na basílica dedicada a ele em Pádua.

Programação

Dia 13

6h - Alvorada

6h30 - Missa pelos fundadores e irmãos falecidos da irmandade

8h - Missa comunitária

9h30 - Missa pelo povo brasileiro, seus governantes, pelos idosos e por todos os povos que habitam o Brasil

11h - Missa pelo Santo Padre, pelos bispos, pelo clero, pelas irmandades, ordens terceiras e povo de Deus

12h30 - Missa em honra a Nossa Senhora dos Prazeres

14h - Missa por todas as pastorais, pelos que contribuem para o Seminário Arquidiocesano de São José, para o pão dos pobres, pelos funcionários e por todos os comerciantes

15h - Missa pela paz no mundo e pelos doentes, presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta

17h - Missa comunitária

18h30 - Encerramento da Trezena de Santo Antônio, iniciada no dia primeiro de junho, sempre às 18h.

20h - Missa de encerramento do Dia de Santo Antônio pelos irmãos vivos, com a bênção dos namorados.

Dia 16

10h - Missa solene

16h - Procissão de Santo Antônio

18h - Missa solene

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.