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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 21/06/2018

21 de Junho de 2018

Os tradicionais tapetes de Corpus Christi no Rio

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Os tradicionais tapetes de Corpus Christi no Rio

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31/05/2018 00:00 - Atualizado em 01/06/2018 07:22
Por: Nathalia Cardoso / Priscila Xavier

Os tradicionais tapetes de Corpus Christi no Rio 0

Serragem, borra de café, areia, corantes, folhas, cascalhos. Esses são alguns dos materiais que, juntos, dão vida às obras de arte produzidas em honra ao Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo: os tradicionais tapetes de Corpus Christi.

Toda preparação tem início ainda na madrugada da solenidade, quando centenas de pessoas das mais diversas paróquias, pastorais, seminário, novas comunidades e movimentos eclesiais chegam à porta da Catedral, primeiro, para um momento de oração, depois, para colocar ‘as mãos na massa’.

A tradição remonta a passagem do Evangelho de São João, que narra a entrada de Jesus em Jerusalém, montado num jumento quando, pela primeira vez, Ele permitiu que fosse aclamado como mestre (Jo 12, 12-16). Porém, o mesmo povo que clamou “Hosana ao Filho de Davi” e estendeu ramos de palmeiras foi o que disse “crucifica-O”.

De acordo com um dos coordenadores da organização dos tapetes padre Ramon Nascimento da Silva, “os tapetes utilizados eram de tamanho 2x3 metros, todos com a temática desta edição de Corpus Christi: ‘Com a força deste alimento, caminhemos’ (1Reis 19,8). Não há uma regra para a elaboração dos desenhos, sempre deixamos livre para que o próprio Espírito Santo possa motivar a cada um com sua representação”, concluiu.

Também coordenador dos tapetes, Raphael Fritz comemorou o aumento do número de participantes nesta edição. “Conseguimos bater uma nova meta: no ano passado, tivemos 22 tapetes e, neste ano, foram 27 tapetes, confeccionados por 16 paróquias. Isso é motivo de muita alegria para nós, porque cada vez mais paróquias e movimentos têm aderido a essa iniciativa. Mesmo vivendo tempos difíceis, muitos cristãos desejam tornar esse dia mais belo e especial para o Senhor”, acrescentou.

Ana Paula da Silva de Brito Albuquerque, da Paróquia Santa Luzia, em Jacarepaguá, completou 28 anos justamente no dia da solenidade. E comemorou confeccionando o tapete de Corpus Christi. “Essa é a minha primeira vez. Fazer o tapete no dia do meu aniversário significa muito pra mim. Entrei para o grupo porque era necessária a presença de um representante, então, resolvi me candidatar”, contou.

Já Leonardo Soares da Silva, de 39 anos, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Cachambi, participará pela segunda vez. Segundo ele, a confecção dos tapetes marcou o seu retorno para a Igreja. “Fazia um tempo que eu estava afastado e, a partir desse convite, voltei a frequentar a paróquia. Hoje faço parte do Terço dos Homens, da Pastoral da Comunicação e, depois, do Encontro de Casais com Cristo”, comentou.

Ainda de acordo com ele, essa também é uma oportunidade para seus sentimentos através da arte.  “Tudo o que envolve arte é gratificante, porque podemos colocar nosso sentimento. Muitas pessoas nos perguntam como foi feito, qual material utilizado. Começamos numa correria, mas, por fim, sempre conseguimos finalizar. Quero participar em todos os anos; incentivo os demais membros a irem com a gente, e também levarei minha filha de 16 anos”, disse.

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