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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/09/2018

23 de Setembro de 2018

Curso de formação para professores: ‘A educação segundo a filosofia perene’

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23 de Setembro de 2018

Curso de formação para professores: ‘A educação segundo a filosofia perene’

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14/05/2018 14:49 - Atualizado em 14/05/2018 14:49
Por: Flávia Muniz

Curso de formação para professores: ‘A educação segundo a filosofia perene’ 0

No dia 28 de abril, sábado, das 9h às 17h, aconteceu, no auditório do Edifício João Paulo II, na Glória, o segundo módulo do curso “Formação continuada: identidade e atualidade”, promovido pela Pastoral da Educação, em parceria com o Instituto Sophia Perennis e com o apoio da Arquidiocese do Rio de Janeiro. O padre Wagner Augusto Moraes dos Santos abordou o tema: “A educação segundo a filosofia perene”. Estiveram presentes 40 participantes, em sua maioria, professores das instituições públicas e privadas de ensino, vindos de diversas regiões do estado.

O curso “Formação continuada: identidade e atualidade”, que acontecerá em módulos ao longo de todo este ano de 2018, tem por objetivo proporcionar aos profissionais de educação o resgate da formação de valores para as futuras gerações, que possam produzir lideranças capazes de promover uma renovação ética na sociedade.

O segundo módulo trouxe, como proposta, uma análise crítica da filosofia da educação contemporânea e seus desafios, em contraposição ao pensamento da filosofia clássica sobre a educação. O padre Wagner Augusto esclareceu o tema e a perspectiva da aula:

“Muita gente acredita que ‘perene’ é uma expressão que quer dizer imobilismo, mas isso não é verdade. Há coisas que são consideradas perenes e que são fundamentais para a evolução do mundo, por exemplo: a roda e o fogo. São conhecimentos perenes, mas não são imóveis. Pelo contrário, pelo fato de termos o conhecimento da roda e do fogo foi possível criar um isqueiro, que é uma forma de fazer fogo com uma roda. Assim, quando se propõe a ‘educação segundo a filosofia perene’, o que se quer é apresentar quais são os elementos cruciais da educação proposta por Aristóteles, Platão, Santo Tomás, entre outros”, explicou o padre, que também é mestre em filosofia e professor do Instituto Superior de Ciências Religiosas da arquidiocese.

A primeira parte do encontro tratou da função da filosofia da educação. Nessa linha, o padre Wagner Augusto traçou um contraponto entre a visão clássica (ontológica) e a contemporânea (metodológica), partindo da concepção de Anísio Teixeira, que foi secretário de Educação do Rio de Janeiro, em 1931, e realizou uma ampla reforma na rede de ensino: “Hoje em dia, a pergunta sobre os fins da educação é metodológica, isto é, cada grupo cria um fim para a educação, conforme a sua concepção de sociedade; enquanto a antiga, clássica, era ontológica, ou seja, a finalidade da educação deve ser o fim último do homem, que é a felicidade. Para Anísio Teixeira, a filosofia da educação era responsável por indicar os fins da educação. Notamos que há uma diferença crucial entre a educação dos filósofos (clássicos) e a do pensamento moderno. Isso quer dizer que, contemporaneamente, educa-se alguém para a execução de um projeto de sociedade, enquanto que, no passado, se educava para a realização do que há de propriamente humano”, esclareceu padre Wagner.

A segunda parte da aula teve como foco os pressupostos e os elementos fundamentais da educação, segundo a chamada filosofia perene. Os participantes puderam observar que, na perspectiva clássica, o processo educacional implica, necessariamente, o ensino das virtudes humanas, da matemática, das ciências da natureza, da ética, da política e da metafísica: “Ainda que outras coisas sejam ensinadas, esses conteúdos são essenciais para que os alunos possam ser capazes de elaborar respostas, com o máximo de profundidade possível, às perguntas: o que é o mundo e quem sou eu? (ciências natureza); o que é Deus? (metafísica); o que é preciso fazer? (ética e política), e, ademais, conhecer e aplicar a matemática como meio para gerar abstração”, disse.

E recordou, também, o relevante papel do padre francês Joseph-Marie Timon-David (1823-1891), catequista, grande confessor e formador de crianças e jovens, do século XIX, que escreveu um tratado sobre a confissão de seus pequenos penitentes, no qual mapeou, para os sacerdotes, os vícios nas crianças atendidas por ele, e propôs caminhos para orientá-las no sentido oposto: “A educação moral é um componente da educação segundo a filosofia perene. Com efeito, é necessário descobrir os apetites dominantes de uma criança e instruí-la a ir na direção do extremo oposto, para ela não cair naquele defeito (ou vício). Na educação segundo a filosofia perene, portanto, educa-separa o caminho das virtudes”, concluiu padre Wagner Augusto.

Próximo módulo

O terceiro módulo do curso “Formação continuada: identidade e atualidade” está previsto para o dia 26 de maio, com o tema: “Literatura”. As aulas acontecem sempre no auditório do Edifício João Paulo II, na Glória, aos sábados, de 9h às 17h. Será cobrada uma taxa de R$ 20 por encontro. Mais informações pelo e-mail pastoraldaeducação@arquidiocese.org.br.

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