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18 de Dezembro de 2018

Paróquia São Domingos de Gusmão: 50 anos de evangelização

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Paróquia São Domingos de Gusmão: 50 anos de evangelização

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11/05/2018 11:40 - Atualizado em 11/05/2018 11:42
Por: Priscila Xavier / Symone Matias

Paróquia São Domingos de Gusmão: 50 anos de evangelização 0

Do centro da cidade para a Zona Norte do Rio. Esse foi o trajeto percorrido pelos devotos de São Domingos de Gusmão, cuja igreja fora criada ainda no século XVIII, demolida na década de 1940, reconstruída e, em 1968, elevada ao título de paróquia.

Hoje, 50 anos após a fundação, a comunidade paroquial preparou uma programação especial para celebrar a comemoração, com missa presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta, no dia 19 de maio, às 17h.

Pároco há três anos, padre Paulo Hamurábi Ferreira Moura destacou as atividades que acontecerão ao longo do dia 19. “Iniciaremos com a Oração das Laudes, pela Liturgia das Horas, às 8h. Depois, teremos um café paroquial e a inauguração da exposição de fotos antigas e novas da comunidade. Na hora da misericórdia, às 15h, haverá a recitação do Rosário com quatro textos. Em seguida, o Cardeal Orani presidirá a santa missa, seguida de quermesse”, detalhou.

Ainda segundo o pároco, a paróquia preparou um calendário de atividades que teve início em maio de 2017 e findará na ocasião do jubileu, com ações sociais, religiosas e culturais. “A primeira iniciativa foi a adoração ao Santíssimo Sacramento, realizada por cada pastoral, no dia 19 de cada mês. Em nível social, tivemos a criação de um pré-vestibular gratuito, para auxiliar aqueles que necessitam na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e, também, a criação de uma pastoral responsável pela organização dos eventos paroquiais”, explicou.

Segundo o sacerdote, o templo também foi preparado para o jubileu. “Com o passar dos anos, vários arranha-céus foram construídos no entorno da paróquia, o que comprometeu sua visibilidade. Foi então que, com a ajuda de um arquiteto e um engenheiro, fizemos uma nova pintura na fachada, criamos um letreiro identificador e construímos duas grandes fachadas de lona com desenhos do padroeiro”, explicou.

E, em menos de um ano, padre Paulo já colhe os frutos da iniciativa. “Em pouco tempo, começamos a sentir os efeitos. As pessoas que moram na rua há anos não sabiam que ali tinha uma paróquia. Muitas começaram a ser surpreendidas pelos novos refletores. Tivemos um maior incentivo para as santificações matrimoniais, uma vez que os pais decidiram participar da Primeira Eucaristia de seus filhos casados. Alguns até receberam o sacramento na mesma celebração eucarística dos filhos”, relatou.

Mesmo com a chegada de novos paroquianos, o sacerdote destacou um dos principais desafios da comunidade. “A Tijuca passa por um momento de envelhecimento por um lado, mas reciclagem por outro. Toda a forania está empenhada em resgatar a presença do jovem na Igreja. As pessoas envelhecem e seguem o ciclo normal da vida, e a paróquia precisa continuar a cumprir sua missão”, enfatizou.

Uma das alternativas para atrair à juventude para a missão evangelizadora tem sido o Encontro de Adolescentes do Cristo (EAC), além do Encontro de Casais com Cristo. “Além disso, também realizamos o “Final de Semana de Portas Abertas”, no qual reunimos as pastorais e pedimos para que elas apresentem suas atividades e missão na paróquia através de peças teatrais, cartazes, músicas, sempre após a missa. Este será o segundo ano, e já tivemos muitas respostas positivas”, completou o sacerdote.

Ainda assim, padre Paulo acrescentou que “ser pároco é uma alegria; é muito gratificante essa missão de ser pai, pastor e administrador. A gente confia muito na graça de Deus, e esse jubileu deu uma oxigenada em meu ministério sacerdotal, porque vemos as pessoas se mobilizarem. Com tudo isso, eu também me reciclo com a comunidade”, finalizou.

Histórico

O início do século XVIII marca uma nova fase do centro do Rio de Janeiro: o aumento populacional fez com que a malha urbana se estendesse de maneira livre e desordenada. Os caminhos que originaram as ruas, ainda sem calçamento, levavam os moradores até as igrejas, sendo uma delas a então Capela São Domingos de Gusmão, na Várzea da Cidade, hoje, Cidade Nova – construída em 1791.

A pequena capela contava com três altares, sendo o primeiro dedicado ao padroeiro; o segundo a Nossa Senhora da Conceição e o terceiro a Nossa Senhora das Dores. Além disso, a igreja também foi a responsável pelo início da devoção à mãe de Nossa Senhora, Sant’Ana, uma vez que trazia na sacristia a imagem dedicada a santa que, mais tarde, permaneceria na Paróquia de Sant’Ana, também no Centro, que possui o Santuário Nacional de Adoração Perpétua.

Anos mais tarde, na década de 1940, na gestão do então prefeito do Rio, Henrique de Toledo Dodsworth Filho, foi elaborado um amplo plano de obras que pretendia melhorar as condições de tráfego. A implantação da Avenida Presidente Vargas, em homenagem ao presidente Getúlio Vargas, era um dos marcos do Estado Novo na capital federal.

Mas, para a construção de uma nova avenida foi necessária a demolição de quase mil imóveis, além de logradouros públicos, como parte das praças Onze e da República, e o Paço Imperial. Cogitou-se, até mesmo, a derrubada da Igreja da Candelária, a qual só foi preservada ao se decidir que ela permaneceria dentro da própria avenida. Porém, o Largo de São Domingos, onde estava situada a pequena capela, não sobreviveu à derrubada.

Com a demolição em 1941, o novo endereço da antiga capela foi no bairro da Tijuca, iniciando as atividades numa casa adaptada para as celebrações. As obras para a construção do novo templo começaram a partir da Paróquia Sagrados Corações – que tinha a responsabilidade sobre a capela, e a Irmandade da Ordem III de São Domingos de Gusmão, que trabalharam junto com a comunidade local.

Com o crescimento da vida em comunidade, a capela foi elevada à paróquia pelo Cardeal Jaime de Barros Câmara, no dia 19 de maio de 1968, tendo padre Lucas Malaquias como primeiro pároco, que permaneceu na igreja por dez anos, e foi sucedido por monsenhor Alfir Barreto, que, durante 26 anos, esteve à frente da comunidade.

Com a saída de monsenhor Alfir, padre Jorge Luiz assumiu a paróquia por dois anos. Logo depois, em agosto de 2004, padre Marciano Rodrigues foi empossado como novo pároco, permanecendo por 12 anos. Atualmente, padre Paulo Hamurabi segue à frente da comunidade.


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