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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/05/2018

25 de Maio de 2018

Basílicas em Roma

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Basílicas em Roma

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04/05/2018 13:38 - Atualizado em 04/05/2018 13:38
Por: Padre Arnaldo Rodrigues

Basílicas em Roma 0

Para conhecimento dos fiéis, a título de formação, apresentamos a origem do termo basílica antes e depois do cristianismo. Também, a relação das basílicas papais e as demais situadas em Roma.

EDIFÍCIO PÚBLICO

Na Roma antiga, a basílica era um edifício público usado como local para reuniões públicas e para a administração da Justiça. O termo indicava uma construção com uma nave central elevada, em cuja parte superior as janelas poderiam ser construídas, permitindo resolver os problemas de iluminação típicos de grandes edifícios. O significado da palavra se estendeu, desde o quarto século, a lugares de culto cristão, tornando-se um tipo arquitetônico particular e definido, consistindo de um espaço dividido em três ou cinco naves, geralmente com uma abside final.

A forma da basílica helenística, com colunatas e uma sala central, foi importada para Roma, onde no período republicano foram construídas muitas basílicas civis, como a Basílica Giulia e a Basílica Emilia, no Fórum Romano. A basílica normalmente tinha um plano retangular, dividida internamente em três ou cinco naves por pilares ou colunas (a divisão em corredores foi uma manobra para facilitar a cobertura e iluminação) e tinha uma ou duas absides semicirculares ou retangulares, no centro do lado mais longo ou menos. As entradas (uma ou duas) foram posicionadas no lado oposto de cada ábside. Anteriormente na basílica, a parte central também podia ser descoberta.

BASÍLICAS CRISTÃS

As basílicas do cristianismo são igrejas de antiguidade particular, especialmente as igrejas paleocristãs, aquelas que têm pelo menos três naves, a central da qual é levantada (caso contrário, era chamada de ‘corredor’). Com o tempo, o título de basílica adquiriu um significado honorífico, e algumas igrejas receberam um título especial de honra por sua importância histórica e religiosa, equiparando-as a título das principais basílicas maiores de Roma. Em 313, com o Edito de Milão, o imperador Constantino concedeu liberdade ao culto cristão. Por impulso do mesmo imperador e sua família, especialmente Santa Helena, teve início em Roma – que rapidamente se desenvolveu em outras partes do vasto território imperial – um grande número de construções de basílicas, edifícios impressionantemente a serem utilizados como locais de culto em memória de mártires cristãos.

BASÍLICAS PAPAIS

As primeiras basílicas, promovidas pelo imperador, foram construídas em Roma e podem reunir milhares de fiéis. Foram construídas principalmente fora dos muros aurelianos, próximas aos cemitérios – já há muito tempo objeto de veneração – dos principais apóstolos e mártires cristãos. A primeira basílica cristã, também chamada de arquibasílica, é, provavelmente, São João de Latrão, construída em terreno doado pelo Edito de Milão de Constantino, em 313. Em seguida, foram construídas  São Pedro, Santa Maria Maior e São Paulo Fora dos Muros. Essas quatro são basílicas papais maiores. As duas últimas, em particular, foram comissionadas durante o quarto século pelo bispo de Roma – o Papa –  em vez do imperador, um sinal da crescente importância do papado na antiga capital.

ARQUITETURA

O tipo de construção conhecido como  basílica foi inspirado nos exemplos das basílicas civis romanas, construídas para acomodar grandes multidões, e foi adotado com transformações substanciais. Deveria ter peso na definição do novo estilo arquitetônico mais do que a basílica usada como um tribunal, o tipo de chamada basílica palatina, onde o imperador mostrava-se ao povo no fundo da abside; nesse sentido, as maiestas imperiais assimilaram e, depois, substituíram as divinas maiestas do cristianismo. A entrada ficava em um lado menor do prédio, em frente à abside; o espaço era dividido em corredores por paredes delgadas sustentadas por fileiras de colunas, muitas vezes reutilizadas, arqueadas ou suportando arcos redondos. O número de corredores varia de três a cinco, enquanto geralmente nenhum transepto foi feito.

CAMINHO ESPIRITUAL

Um texto atribuído a Clemente I diz sobre a construção das basílicas: “(Nós oramos) que subisse acima do céu dos céus em direção ao Oriente, lembrando a antiga paixão pelo Paraíso, colocado no Oriente, onde o primeiro homem, desobedecendo a Deus, persuadido pelo conselho da serpente, foi expulso”. O Oriente era, portanto, o lugar onde o Paraíso está localizado e onde Cristo é então encontrado, retornando à terra a partir deste lugar. No mesmo texto, recita-se como o assento do bispo deve estar no centro, flanqueado pelos sacerdotes, e que os diáconos tenham o cuidado de estarem separados dos leigos, divididos entre homens e mulheres; no meio, em um lugar elevado, deveriam estar os leitores dos textos sagrados. A estrutura longitudinal, desde a entrada até a abside, também indica o caminho espiritual e salvífico do homem, a “Via Salutis” (“Via de Salvação”), e reflete a ideia de “tempo linear”, típica da tradição bíblico-cristã.

De fato, a partir de Santo Agostinho, no pensamento cristão, o tempo é concebido num sentido linear-progressivo e não mais circular-cíclico como no mundo pagão. A partir da queda de Adão, a escatologia cristã procede para a “consumação do tempo”, a redenção do homem em direção a Deus, o Juízo Final e a eternidade espiritual. 

TÍTULOS

Alguns anos depois das basílicas romanas surgiram, devido à viagem de Santa Helena, – mãe de Constantino –, três basílicas na Terra Santa. São elas: Basílica da Natividade, em Belém, Basílica da Anunciação, em Nazaré, e Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém.

O título de basílica pertence às igrejas que têm sido agraciadas com este título concedido pela Santa Sé. Podem ser “papais” (antigamente “patriarcais”) ou “pontifícias”, “maiores” (basílicas maiores são caracterizadas pela presença do trono papal e altar) ou “menores” (basílicas menores). 

REGULAMENTAÇÃO

A Igreja regulamentou em Acta Domus ecclesiae de título basilicae minoris, de 9 de novembro de 1989, as condições necessárias para obter o título de basílica e os privilégios que estas possuem. As basílicas possuem um “guarda-chuva pontifício, emblema das basílicas, ou um brasão heráldico, dependendo, portanto, das tradições mais ou menos consolidadas”.

NÚMEROS

As basílicas menores do mundo, segundo uma pesquisa até 2015, eram 1735. A Itália contém 557 basílicas, sendo 68 em Roma. No Brasil constam 60 basílicas, entre elas, a mais conhecida é de Aparecida. O Rio de Janeiro possui seis basílicas: Santa Teresinha do Menino Jesus, na Tijuca; Nossa Senhora de Lourdes, em Vila Isabel; Imaculado Coração de Maria, no Méier; Imaculada Conceição, em Botafogo; São Sebastião, na Tijuca, e Nossa Senhora da Penha, na Penha.

BASÍLICAS EM ROMA

São Pedro

Santa Maria Maior

São Paulo Fora dos Muros

São João de Latrão

Santa Inês Fora dos Muros

Santo Agostino, em Campo de Março

Santos Ambrogio e Carlo no Corso

Santa Anastásia, no Palatino

Santo André dos Freis

Santo André della Valle

Santo Antônio de Pádua ao Esquilino

Santo Apolinário, em Roma

São Bartolomeo, na ilha Tiberina

Santos Bento e Escolástica, na Argentina

Santos Bonifacio e Alécio, no Aventino

Santa Balbina, no Aventino

São Camillo de Lellis 

Santa Cecília, em Trastevere

Santos Celso e Juliano

São Clemente, em Latrão

São Cosme e Damião, na Via-Sacra

Sagrado Coração de Cristo Rei

Sagrado Coração de Jesus, em Castro Pretorio

Sagrado e Imaculado Coração de Maria no Parioli 

Santa Croce, na Via Flaminia

Santa Croce in Gerusalemme

Santo Eustaquio, em Campo Março

Santa Francesca Romana (Santa Maria Nova)

São Crisóstomo

Santos XII Apóstolos

Santo Eugenio

São João Batista dos Florentinos

São João Bosco dos Santos João e Paulo no Celio

São José no Trionfale

São Lorenço, em Damaso

São Lorenço Fora dos Muros

São Lorenço, em Lucina

São Marco Evangelista, no Campidoglio

Santa Maria dos Anjos e dos Mártires nas Termas Diocleciano

Santa Maria em Ara Coeli, no Campidoglio

Santa Maria Auxiliadora

Santa Maria, em Cosmedin

Santa Maria, em Domnica no Navicella

Santa Maria sobre Minerva Santa Maria em Montesanto

Santa Maria del Popolo

Santa Maria Rainha dos Apóstolos em Montagnola

Santa Maria, em Trastevere

Santa Maria, na Via Lata

São Nicola, em Carcere

São Pancrácio

São Pedro e São Paulo (Roma)

São Pietro em Vincoli, em Colle Oppio

Santa Maria dos Mártires

Santa Praxedes, no Esquilino

Santa Pudenziana, no Viminale

Santos Quatro Coroada, no Latrão

São Saba

Santa Sabina, no Aventino

São Sebastião Fora dos Muros

Nossa Senhora de Guadalupe e São Felipe, na Via Aurélia

Santos Silvestro e Martino nos Montes

San Sisto Vecchio, na Via Appia

Santa Sofia, em Roma

Santo Stefano Rotondo, no Celio

Santa Teresa d’Avila

Santos Vitale e Companheiros Mártires, em Fovea

 

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