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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/05/2018

25 de Maio de 2018

Creche atende os moradores da comunidade dos Cabritos

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Creche atende os moradores da comunidade dos Cabritos

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04/05/2018 11:50 - Atualizado em 04/05/2018 11:51
Por: Nathalia Cardoso / Marcylenne Capper

Creche atende os moradores da comunidade dos Cabritos 0

A Paróquia Santa Cruz, em Copacabana, criou e administra o Centro Educacional Cantinho da Natureza, na comunidade dos Cabritos, desde 1962. A creche fornece educação a crianças entre quatro e 12 anos, e surgiu para apoiar as mães do local após uma série de deslizamentos de terra que deixou muitos desabrigados na comunidade em 1971.

Segundo o pároco atual, padre Enrico Arrigoni, o padre responsável pela paróquia na época colocou uma parte do terreno da obra social da igreja à disposição da população local para abrigar crianças cujos pais precisavam trabalhar para manter a família. “É um desafio muito grande continuar a oferecer esse trabalho às pessoas e elas são muito gratas por isso. Nunca recebemos reclamações”, afirmou o sacerdote.

Padre Enrico tornou-se pároco em 1996. Desde então, é o coordenador da Obra Social. Na educação que é oferecida pela creche, ele busca enfatizar a construção da cidadania através de um ensino de qualidade, que permita a essas crianças um preparo para habitar o mundo de maneira crítica e construtiva.

“É importante que o leigo tenha uma preocupação educativa muito verificada, pontual e pertinente às circunstâncias em que a criança vive, sobretudo quando ela vive em situação de dificuldades particulares, como é o caso daqui. O que me parece importante – e isso eu percebi devido à nossa realidade aqui no Morro dos Cabritos – é perceber que os pais deixam as crianças na creche por necessidade de trabalhar, e essa criança deve receber o carinho, desde seu campo afetivo até o do conhecimento da realidade”, explicou o sacerdote.

Segundo ele, pesquisas mostram que 80% das noções que as crianças recebem até os cinco anos de idade são seguidas até o fim da vida. “Portanto, o período que elas passam na creche é preciosíssimo para a vida inteira”, pontuou.

Investimentos

A creche é particular, conveniada com a Prefeitura do Rio, e recebe investimentos dessa. Não tem fins lucrativos. Padre Enrico contou que o principal desafio na administração é o fato de os investimentos que recebem serem menores que os custos para manter a educação de cada aluno.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) fez uma pesquisa sobre os gastos reais das creches sem fins lucrativos conveniadas com a prefeitura. O resultado mostrou que o valor mínimo para manter uma creche é de R$ 850 por estudante.

“Mas o valor real que temos como gasto por criança a cada mês supera os mil reais. É uma diferença que temos que suprir. Para isso, fazemos campanhas, organizamos festas e pedimos auxílio em vários lugares para chegar ao fim do mês sem dívidas”, contou.

Segundo ele, o objetivo é fornecer uma formação adequada às crianças e possibilitar a continuação das mesmas. “Queremos fazer com que essas crianças cheguem à pré-escola já sabendo caminhar com as próprias pernas, preparadas”, afirmou.

Ele chamou a atenção para o fato de não haver muito investimento financeiro na instituição por parte da administração pública e, portanto, ser importante a conscientização da sociedade com relação a isso. Segundo ele, os leigos e leigas podem e devem cobrar que esses investimentos sejam feitos.

“De um lado, é muito bom porque preparamos o cidadão de amanhã. Por outro lado, temos muitos problemas, principalmente financeiros. É muito importante que as pessoas se conscientizem e ajudem porque esse trabalho é fundamental para o futuro de uma sociedade que queira como fundamento o respeito absoluto e total da pessoa”, apontou.

Para ele, quando não há investimentos da prefeitura ou do estado no setor da educação, o futuro dessas crianças é destinado a uma pobreza intelectual e de exercício da liberdade.

Leigos

O coordenador chamou a atenção, ainda, para o papel do leigo e da leiga que, como integrantes da sociedade, têm a responsabilidade de ser a presença humana no contexto onde operam.

“Tratando-se de um leigo, sobretudo católico, o chamado é para tornar Cristo presente. Isso significa ter uma maneira de ser e carinho próprios da realidade humana e divina. O leigo é chamado a ser, também através das atitudes profissionais e pessoais, a certeza em Cristo Senhor. Faz diferença ter um professor capaz de mostrar uma positividade absoluta em todas as circunstâncias. Precisamos de um professor capaz de determinar as circunstâncias com a positividade com a qual Cristo nos lança para a vida”, disse.

Apoio

Quem quiser colaborar, deve entrar em contato com a paróquia para saber o melhor jeito de contribuir para a obra. A matriz fica na Rua Siqueira Campos, 43 / 3º andar, em Copacabana. O telefone é 2235-3200.

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