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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 24/09/2018

24 de Setembro de 2018

Mês Mariano na Basílica Santuário da Penha

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Mês Mariano na Basílica Santuário da Penha

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30/04/2018 12:22 - Atualizado em 02/05/2018 17:00
Por: Da redação

Mês Mariano na Basílica Santuário da Penha 0

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A Basílica Santuário Arquidiocesano Mariano de Nossa Senhora da Penha, que tem como reitor o padre Thiago Sardinha, comemorará o Mês de Maria, maio, com uma programação especial. Segundo o padre Sardinha, a homenagem a Maria, durante o mês de maio, é uma tradição antiga da Igreja Católica que remete, também, ao Dia das Mães. “Neste momento, relembramos a mãe espiritual, que foi e é a Virgem Maria. Ela nos foi dada como mãe pelo próprio filho, aos pés da cruz”, afirmou o sacerdote.

Programação

A abertura das festividades do Mês de Maria na Basílica Santuário da Penha será no primeiro sábado de maio, dia 5, com a missa O Rio Celebra, às 9h, presidida pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta. A celebração será transmitida pela RedeVida de Televisão e pela WebTV Redentor. Em seguida, haverá procissão e consagração da cidade a Nossa Senhora.

“Sairemos em procissão da Concha Acústica, subiremos a famosa escadaria, com seus 382 degraus, até a frente do santuário, ao invés de sairmos da Igreja Bom Jesus da Penha, como é de costume”, explicou o reitor.

Na sacada do santuário, Dom Orani dará a bênção e fará a consagração da cidade do Rio de Janeiro a Nossa Senhora da Penha. Em seguida, os fiéis farão uma oração pelo Papa Francisco, de 11h até 12h.

Padre Sardinha explicou que nesse dia haverá três atos de devoção a Maria: a missa, a consagração da cidade e a oração pelo Papa, seguida de consagração.

“Ao longo dos anos, homenageávamos Maria no último domingo do mês de maio, no encerramento das festividades do Mês Mariano. Porém, no ano passado, 2017, alteramos a data para o início do mês para possibilitar que outros padres participem do momento conosco, uma vez que também possuem seus compromissos paroquiais”, disse o padre Sardinha.

A oração pelo Papa é feita por Dom Orani desde 2013, quando o Papa Francisco foi eleito Pontífice da Igreja.

Maria, exemplo de laicato

Neste Ano dos Leigos, padre Sardinha recomenda que seja observado o exemplo de Maria, que foi um modelo de cristã leiga. “Ela nos inspirou a tê-la como tema da festa de Nossa Senhora da Penha de 2018 nos seus 383 anos. As festividades acontecerão em outubro próximo, e já queremos nos motivar para esta grande comemoração mariana no Rio de Janeiro”, afirmou.

O reitor contou que a expectativa dos paroquianos para este evento é de que ele leve o amor mariano a todos os cristãos. “Ela deu seu ‘sim’ para o projeto de Deus para nos salvar e, assim, mediante a encarnação do Verbo em seu seio, o Cristo viesse realizar seu plano de salvação”, pontuou.

Para ele, o ato de venerar e agradecer a Maria durante o mês de maio é também uma forma de agradecimento por ela ser o reflexo do amor de Deus pelos homens.

“Ao nos aproximarmos mais de Nossa Senhora, com este amor e carinho, ela nos conduzirá a Cristo. Maria é um modelo para nós e para os cristãos leigos porque foi através de seu ‘sim’, de sua humildade e caridade, que os planos de Deus puderam acontecer em nossas vidas”, afirmou.

História

A Igreja de Nossa Senhora da Penha foi elevada a Santuário Arquidiocesano Mariano pelo então arcebispo, Cardeal Eugenio de Araujo Sales, no dia 31 de maio de 1981, atendendo aos desejos de São João Paulo II, que era o Papa.

O santuário foi o último a ser elevado à basílica na arquidiocese, em outubro de 2016.

A história da paróquia começou no início do século 17, por volta do ano de 1635, quando o capitão Baltazar de Abreu Cardoso ia subindo o penhasco (grande pedra) para ver as suas plantações, uma vez que era proprietário de toda a área no entorno do atual santuário. De repente, foi atacado por uma serpente.

Baltazar, que era devoto de Nossa Senhora, quando se viu só e incapaz de se defender, pediu socorro a Nossa Senhora gritando: “Minha Nossa Senhora, valei-me!”. Nesse momento, surgiu um lagarto inimigo das serpentes, e travou-se uma luta mortífera entre os dois animais. Baltazar, por sua vez, não perdeu tempo e fugiu.

Depois de se recuperar do susto, ele reconheceu que o lagarto apareceu precisamente no momento em que ele pediu a proteção da Virgem Maria. Agradecido pelo gesto maternal, Baltazar construiu uma pequena capela onde pôs uma imagem de Nossa Senhora. Se antes ele subia o penhasco para ver as suas plantações, a partir daí passou a subir também para agradecer pelo gesto de carinho que a Mãe do Céu teve para com ele.

Assim como ele, também os seus parentes, amigos e vizinhos – e até mesmo pessoas curiosas, que à distância viam a pequena capela – passaram a subir a grande pedra, uns para pedir e outros para agradecer por graças alcançadas através da intercessão da Senhora do alto do penhasco (penha). As pessoas começaram dizendo: “Vamos à Penha visitar Nossa Senhora”, e depois de repetir tantas vezes, passaram a dizer: “Vamos visitar Nossa Senhora da Penha”.

A devoção a Nossa Senhora da Penha foi se espalhando, e cada vez era maior o número de pessoas que visitavam o local. Umas iam pedir e outras agradeciam pela intercessão da santa.

O capitão Baltazar doou todas as suas propriedades a Nossa Senhora da Penha. Havia necessidade, porém, que alguém administrasse responsavelmente esse patrimônio. Foi criada então a Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Penha, no ano de 1728, a qual, com muito zelo e dedicação, demoliu a primeira capela – muito pequena – e construiu outra, com uma torre, onde foram colocados dois pequenos sinos.

Mais tarde, no ano de 1870, foi demolida esta capela e construído no seu lugar um novo templo: uma igreja com uma torre e novos sinos. Por volta do ano de 1900, houve uma nova intervenção. O templo foi ampliado, ganhando duas novas torres, nas quais, mais tarde, foi instalado um carrilhão com 18 sinos de origem portuguesa, adquiridos na Exposição Nacional do 1º Centenário da Independência do Brasil. Este carrilhão foi inaugurado em 27 de setembro de 1925 com a bênção do então Núncio Apostólico no Brasil, Cardeal Dom Henrique Gasparri.

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