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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 24/04/2018

24 de Abril de 2018

Regional celebrará jubileus de bispos de Barra do Piraí

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Regional celebrará jubileus de bispos de Barra do Piraí

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16/04/2018 13:29 - Atualizado em 16/04/2018 13:33
Por: Priscila Xavier

Regional celebrará jubileus de bispos de Barra do Piraí 0

O Regional do Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) celebra, neste mês de abril, os jubileus de dois sacerdotes-bispos missionários. Bispo da Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda, Dom Francisco Biasin, completará 50 anos de vida sacerdotal. Bispo emérito da mesma diocese, Dom João Maria Messi completou 60 anos de ministério.

Para celebrar as datas, o arcebispo do Rio e presidente do Regional Leste 1, Cardeal Orani João Tempesta, presidirá missa em ação de graças na Igreja Nossa Senhora da Conceição, no bairro Conforto, em Volta Redonda, no dia 20 de abril, às 19h30.

‘Fidei donum’

Há 60 anos, no dia 21 de abril de 1957, o então Papa Pio XII fez um apelo inédito, por meio da encíclica “Fidei donum” (“O dom da fé”), pedindo que os bispos do mundo inteiro colocassem padres de suas próprias dioceses a serviço dos bispos na África.

Dessa forma, criou-se uma corrente missionária e os padres, chamados até hoje de “Fidei donum”, percorreram não somente a África, mas todo o mundo, inclusive o Brasil.

Em 1958, um ano após a publicação do documento, padre João Maria Messi – ordenado no dia 7 de abril do mesmo ano, deixou a própria pátria, a Itália, e seguiu em missão para o Brasil, aos 24 anos.

Quase 15 anos depois, em 1972, seria a vez do padre Francisco Biasin – ordenado em 20 de abril de 1968 – deixar o próprio país, também a Itália, e servir como missionário na Diocese de Petrópolis.

As vocações

Hoje, seis décadas após a ordenação, Dom Messi recordou seus primeiros passos vocacionais. “Posso dizer que minha vocação surgiu ainda criança, quando, na preparação para a Eucaristia, o meu pároco ministrava a catequese e dava muita importância ao Altar. Portanto, tornei-me coroinha aos seis anos e recebi a Eucaristia, como dom de Deus, aos sete. Foi assim que desabrochou o desejo de estar na Igreja como coroinha”, lembrou.

Aos 12 anos, iniciou os estudos no Seminário dos Servos de Maria (Servitas), em Ronzano, na Itália. Pouco tempo depois, fez a primeira profissão religiosa, em Reggio Emília, com votos de pobreza, castidade e obediência.

Porém, pouco antes de vir ao Brasil como missionário, esteve em São Paulo, em 1953, para continuar os estudos filosóficos e teológicos, onde emitiu a profissão solene dos votos na Ordem dos Servos de Maria.

Já para Dom Biasin, essa descoberta se deu aos poucos, a partir de uma experiência profunda com o amor de Deus. “Na minha época, na Itália, os meninos entravam no seminário muito cedo, e eu não fugi a essa regra. Claro que, como criança, eu senti o desejo de me doar a Deus e isso se deu aos poucos”, afirmou.

Segundo o bispo, a forte decisão pelo seguimento de Cristo aconteceu pouco antes do diaconato. “Lembro-me de que a minha decisão, renunciando a uma expressão do amor humano, o matrimonial, para um amor maior, foi aos 18 anos, num retiro antes do diaconato. Foi quando senti que Deus era generoso para comigo, e que a minha fidelidade dependia da d’Ele. Eu não podia garantir nada em minha vida, a não ser o amor de Deus”, recordou.

Dom Messi: o Brasil e as mudanças de tempo

Dentre as atividades exercidas no país, Dom Messi atuou como professor dos servitas em Santa Catarina, São Paulo e Curitiba. Entre 1963 e 1968 foi pároco da Igreja Nossa Senhora das Dores dos Servos de Maria, no Rio de Janeiro, além de atuar, durante dois anos, como missionário na Amazônia.

Em 15 de junho de 1988, o então Papa João Paulo II o nomeou como bispo auxiliar da Arquidiocese de Aracaju. Já em março de 1995, foi eleito arcebispo de Irecê, na Bahia, onde permaneceu até 1999. Nesse mesmo ano, foi nomeado bispo da Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda. Na diocese fluminense, Dom Messi atuou até 2011, quando foi sucedido por Dom Biasin.

Diante das mudanças de tempo e período, Dom Messi destacou a unidade perante os obstáculos. “Penso que em todo o percurso desses 60 anos houve muitas mudanças, e nelas encontramos os desafios e as dificuldades, os quais devem ser enfrentados não individualmente, mas de forma comunitária, como clero, como irmãos unidos pelo carisma. Sempre dei muita importância a essas forças espirituais de encontros com os irmãos do presbitério e, agora como bispo, com os irmãos do colégio apostólico”, frisou.

Além disso, ele ainda ressaltou o serviço aos mais pobres como caminho de santidade. “O importante é termos a consciência de que somos servidores. Vejo que é necessário, tanto nos diáconos e sacerdotes, como nos bispos, esta característica: o serviço ao povo de Deus e aos mais necessitados. O Evangelho nos diz, constantemente, que Jesus ia ao encontro dos excluídos. Tantos santos entenderam esse chamado e penso que a Igreja, junto com seus membros, deve dar continuidade a isso. A grande realização de um cristão e de um servo do Senhor é servir de forma gratuita e doada, porque esse é o caminho da santidade”, sublinhou.

Dom Biasin: o Brasil, as alegrias e dificuldades do sacerdócio

Ao chegar à Diocese de Petrópolis, Dom Biasin foi vigário paroquial e, depois, pároco da Igreja São Sebastião de Gramacho, em Duque de Caxias, que, naquele período, pertencia à diocese.

Entre 1981 e 1985, exerceu, por dois mandatos consecutivos, a vice-presidência da Comissão Regional dos Presbíteros do Regional Leste 1 da CNBB. Na Baixada Fluminense, atuou como coordenador da região pastoral e dos padres “Fidei donum” da Diocese de Pádua no Brasil. Esteve, ainda, à frente do “Comitê da Solidariedade” de Duque de Caxias, na ajuda emergencial de 1988, quando o município sofreu com enchentes.

Em 1990, foi transferido para a Diocese de Itaguaí, onde atuou como diretor espiritual e professor de pastoral e teologia espiritual no seminário local. Em 1998, tornou-se administrador diocesano.

Foi nomeado bispo da Diocese de Pesqueira, em Pernambuco, pelo Papa João Paulo II, onde permaneceu até 2011. Nesse período, foi eleito bispo da Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda. Atualmente, é presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB e membro do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso do Vaticano.

Para Dom Biasin, as principais dificuldades que encontrou enquanto sacerdote foram as mudanças provocadas a partir do Concílio Vaticano II e a realidade missionária no Brasil. “O Concílio foi uma nova visão da Igreja e nós, como jovens padres, sentíamos isso de maneira muito forte. Depois, senti o desejo de ser missionário. Conversei com meu bispo e, quatro anos depois, fui enviado ao Brasil. Então, a enculturação e essa nova realidade pediam de mim uma espécie de despojamento e a adequação”, afirmou.

Já com relação às alegrias, o bispo destacou: “as alegrias são imensas, porque, quando nos doamos, o retorno, primeiramente, por parte de Deus, e pelo povo, é mil vezes superior àquilo que eu posso dar. Quem oferece tudo de si, recebe uma recompensa imensurável”, complementou.

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