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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 24/04/2018

24 de Abril de 2018

Empossada diretoria do Conselho para a Liberdade Religiosa

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11/04/2018 13:58 - Atualizado em 11/04/2018 14:00
Por: Priscila Xavier / Raphael Freire

Empossada diretoria do Conselho para a Liberdade Religiosa 0

O Rio de Janeiro recebe, em média, duas denúncias por dia sobre casos de intolerância religiosa. Dessa forma, o estado se tornou o primeiro do país a ter o Conselho Estadual de Defesa e Promoção da Liberdade Religiosa (Coneplir). 

A posse dos membros, na qual a  Arquidiocese do Rio será representada pelo diácono Nelson Águia, aconteceu na sede do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, no Centro, no dia 28 de março.

No dia 14 de março, o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, recebeu, na sede da arquidiocese, na Glória, o secretário estadual de Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres e Idosos, Átila Alexandre Nunes, além de diversos representantes de denominações religiosas que integram o Coneplir.

Dom Orani, que conduziu o encontro, destacou o compromisso da junta. “A comissão terá a missão de conscientizar as pessoas nesse tempo de laicismo e intolerância religiosa. O nosso representante no Coneplir, diácono Nelson Águia, já atua há bastante tempo nesse trabalho e, agora, acompanhará as atividades da comissão, a qual busca valorizar as várias religiões e garantir que cada uma delas possa realizar seus cultos sem as intolerâncias”, frisou.

Criado em janeiro deste ano, através de um decreto do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, o conselho tem como objetivo auxiliar na elaboração e desenvolvimento de políticas públicas acerca do tema da intolerância religiosa. A comissão – subordinada à Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres e Idosos – é fruto do Grupo de Trabalho pela Liberdade Religiosa, que atua desde 2011. 

De acordo com Átila Nunes, esse é o primeiro conselho voltado para a intolerância religiosa no país. “Esse é o primeiro do país e, inclusive, um dos primeiros. Num estado que já passou por diversos episódios infelizes de intolerância religiosa, num patamar de violência dificilmente visto em outros estados, o conselho é fundamental. Pois, ele não vem como política de governo, mas sim, como política de estado. Então, é um trabalho que, tenho certeza, vai mostrar sua importância não só nos próximos anos, mas nas próximas décadas”, destacou.

O secretário ainda explicou a finalidade principal da comissão. “A ideia fundamental é a de que possamos estender a solidariedade a todos os segmentos religiosos que, dentro do seu princípio mais básico de liberdade religiosa, seja atacado ou desrespeitado. Tenho certeza de que isso irá reforçar, primeiramente, todos os pleitos, perante todos os órgãos públicos e, segundo, passará uma mensagem fundamental a todos os moradores do Estado do Rio de Janeiro de que não é essa a concepção de nossa sociedade, e que nenhuma religião tem esse pensamento. Saio daqui, realmente, muito feliz e otimista de que, para cada situação negativa, possamos fazer um ato positivo que venha a ser muito superior àquele ato infeliz”, esclareceu.

Secretário da Comissão Arquidiocesana de Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso e vice-presidente do Coneplir, diácono Nelson Águia contou como se dará o processo na comissão. “É um espaço para dialogarmos sobre os problemas e, juntos, encontrarmos soluções. Não fazemos frentes individuais, uma vez que juntos nós seremos mais fortes, unidos e determinados. Quanto aos casos de intolerância que chegarão ao conselho, na medida do possível, dentro do estado, tomaremos as providências necessárias, considerando os autores, local do ato, quem foi a vítima e como aconteceu. O conselho poderá, então, cobrar das instituições públicas uma resposta aos casos de intolerância. Possivelmente, vamos também propor à Assembleia Legislativa do Rio uma lei sobre a intolerância e a liberdade religiosa. São essas as frentes em que o conselho deverá atuar, e, com ele, a arquidiocese”, disse. 

Ainda segundo o diácono, apesar dos pequenos passos dados, ainda há uma longa estrada a ser percorrida. “Temos uma longa caminhada pela frente, mas a expectativa é a melhor possível, para que, juntos, possamos dialogar, num fórum oficial, contando com o apoio das secretarias de Educação, de Saúde, Penitenciária, Segurança, para vencermos os casos de intolerância e termos um espaço de diálogo. O saldo foi altamente positivo e louvável”, completou.

 

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